Travis na capa da revista Drum!

Autor Por Danilo Guarniero em 10/09/2009

O Travis é capa da edição de número 160 da Drum Magazine. Confira abaixo a capa e a matéria que foi publicada no site.

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Travis Barker já foi capa da nossa revista quatro vezes. No passado ele geralmente aparecia com um dos bateristas mais admirados do mundo.  Para a capa de Outubro de 2009 nós falamos com um Barker diferente. Ele passou por brigas com celebridades e enfrentou um acidente aéreo. Ele está se reunindo com os companheiros de banda. É pai e está mais velho. As tragédias continuam aparecendo para ele. Depois que essa entrevista foi feita, ele perdeu seu parceiro musical DJ AM devido à uma overdose.

Introdução

Nos trechos seguintes nós incluimos a introdução para a história da edição de Outubro e alguns dos comentários do Travis sobre fazer uma turnê com o Blink-182 novamente. A edição estará disponível no meio do mês. O artigo também inclui um diagrama do seu kit e uma linha do tempo da sua carreira.

Ao contrário das monótonas caixas dos estúdios de gravação caseiros, o lugar onde o Blink-182 compõe é uma estrutura de bom gosto escondida em um corredor no Vale de San Fernando. Talvez as portas de ferro o façam parecer mais com a casa de algum ator de Hollywood ao invés de um incubador de criatividade.

A sala de pisos de madeira e o teto alto desfazem aquela imagem de “caverna” das salas comuns de gravação, há uma uma cabine de som, um espaço projetado para a Famous Stars And Straps (onde dois funcionáriosanalisam detalhadamente os tecidos),uma sala pra relaxar e por aí vai. Enquanto um assistente gravava para mim um CD do último mixtape de Travis, eu examinava o teclado incomum que estava colocado na parede.

Há uma desconexão entre o Travis real e o cara que você vê na mídia. Pode esse cara educado de 33 anos ser o mesmo que participou do reality show Meet The Barkers?

Certamente descobriremos que Travis Barker é um homem de muitas contradições.

[ED. Note] No artigo, Barker fala muitos sobre seu trabalho com DJ AM, o acidente e sua recuperação, as mudanças no seu modo de tocar bateria devido às lesões causadas pelo acidente, e a relação tanto musical como pessoal com o Blink-182. O próximo fragmento se passa durante sua ida a Las Vegas para uma reunião sobre o show.

Bringing His Game

Para o Blink 182, Hoppus, DeLonge e Barker tratam tudo com um alto nível de profissionalismo, é o que resulta no que hoje é a Blinkmania . A s palavras “click track” (forma como músicos geralmente se comunicam enquanto gravam alguma música)mal saíram da minha boca enquanto fazia a pergunta e Barker já emendou ‘Eu prefiro assim, mas com AM não existe isso de “click track”. Eu fico como ‘Puta merda, o que ele vai me mandar? O que vamos tocar agora?” Com o Blink, tudo é no “click track”.’

 

Então por que a banda não usou isso nos velhos tempos?

“Anteriormente nós nem pensaríamos nisso. Nós gostávamos de mudar cada música e tocá-las no tempo em que quiséssemos. Não havia problema em testar uma música e ver se gostávamos dela daquele jeito, para ser honesto (risos). Eu era quem dava uma mudada nas músicas, mas acho que se tivéssemos usado isso antes, teríamos gostado.

Apesar da ausência de click tracks DJAM, Barker dá os créditos desse projeto ao desempenho com o Blink. “É como escrever uma música de uma hora com um de seus colegas,” ele explica sobre os remixes. “E então você pensa como demora para escrever uma música de três minutos, e temos que fazer um material de 50 minutos funcionar. Então terminamos tocando muito antes de gravar, praticamos por uma hora. É o maior tempo que eu toco desde meus 13 anos.”

“Eu tento pensar em algo e penso em como executar isso na bateria, e tento ter certeza de que vou ser capaz de fazer o que estou pensando,” ele diz. “Eu luto com isso, mas quase sempre consigo fazer o que quero, acho que as minhas idéias crescem com a mesma velocidade das batidas. Não sei como isso começa.”

“Na maioria das vezes eu tento manter o bumbo e as outras caixas no mesmo volume, entende? Eu sempre odeio quando vejo outro bateristas tocando e seu equipamento não está perfeito (risos). Então sempre tento fazer com que tudo se encaixe.”

O kit do Blink, segundo ele, é simples. E não importa quantas vezes ele troque seu equipamento, a parte de cima de sua bateria sempre será perfeitamente horizontal e baixo. Para confirmar, ele menciona um vídeo postado recencemente, de 1995, que você pode ver que o kit é praticamente do mesmo estilo. “Eu cresci vendo Mike Bordin do Faith No More,” ele diz. “Ele sempre tocou muito e de forma simples, e sempre chamou minha atenção. Então, fazer parte de uma banda e tocar desse modo, é simples. Todos os meus bateristas preferidos tocavam com um kit simples. Sempre foi assim que eu quis ser, sempre achei estranho os bateristas que usam suas bateristas de modo extravagante.”

Obrigado ao usuário Lured por nos enviar o link nos comentários!