Punkstatic entrevista Mark Hoppus

Autor Por Danilo Guarniero em 23/09/2011

Leia abaixo uma pequena entrevista com o Mark feita pelo PunkStatic.com.

Oi Mark, como está seu dia até agora?

Hoje está sendo ótimo por enquanto. Tivemos um dia de folga na Florida, então nós só ficamos na praia nos queimando e pedindo para as pessoas nos trazerem coisas para beber e comer.

O blink está próximo de lançar “Neighborhoods”. Qual é sua música favorita no álbum e por quê?

Provavelmente “After Midnight”. Minha favorita muda a cada dia, mas esta semana After Midnight é minha favorita. Eu amo a batida que o Travis compôs para esta, foi o começo da composição dessa faixa, e nós construímos a música a partir dela. A sonoridade dela é diferente de tudo o que fizemos antes. É um pouco lenta, mas tem um grande refrão. Gosto do fato de eu e Tom termos nos dividido para cantar os versos e refrões. Essa música saiu bem rápido.

Como você acha que a experiência de produzir e criar os álbuns entre vocês desde o último do blink-182 mudou o jeito que vocês compuseram e gravaram dessa vez?

Acho que todos os projetos que tivemos nos últimos anos nos aprimoraram como compositores e, ao mesmo tempo, nos ajudou a ver onde nossas habilidades diferentes acabam. Eles também iluminaram as influências que cada um traz para o blink-182. Eu sei no que eu sou bom e onde não, e acho que o Tom e o Travis também. Esses projetos nos ensinaram muitas coisas e isso é um benefício para as músicas que escrevemos.

Dê um motivo para alguém que nunca tenha ouvido blink-182 ouvir Neighborhoods.

Se você não gosta desse álbum, significa que você tem um péssimo gosto musical, todos os seus amigos vão rir de você pelas costas e seu namorado ou sua namorada vai te largar de tanta vergonha.

Você é um grande adepto das redes sociais, e o blink-182 vem usando vários métodos para promover o álbum online; você acha que a internet vem tendo um impacto positivo ou negativo na música em geral?

Ambos, ao mesmo tempo. É óbvio que o impacto na vendagem de álbum foi devastador, mas ao mesmo tempo tem muita oportunidade para as bandas se comunicarem com as pessoas que os apoiam. Novas bandas têm ferramentas para se promoverem e distribuírem suas músicas por conta própria. A internet quebrou a estrutura tradicional da “indústria musical”, e criou um novo mundo. Acho que todos ainda estão tentando sacar o que isso significa. A coisa boa é que ainda existe bandas ótimas, inovadoras e criativas por aí.

Quais, na sua opinião, serão as grandes chances que virão para a indústria músical nos próximos 5 ou 10 anos?

Como uma banda-larga veloz está cada vez mais acessível, acho que as coleções musicais das pessoas vão ser substituídas para as nuvens/streaming. Já posso até ver isso. A sensação de posse de música está diminuindo. As vendas de CDs vão continuar a cair. Tudo será digital. Serviços de assinatura irão prosperar.

Qual é o seu conselho para as bandas que estão começando agora?

Façam acontecer por si próprios. Escrevam músicas que vocês gostam. Toquem para qualquer pessoa que estiver disposta a ouvir. Promovam-se criativamente. Nunca fiquem sentados esperando pela “grande chance”. Muitas bandas com um talento incrível e músicas fantásticas esperaram pela mão mágica de uma gravadora, empresário ou estação de rádio para fazer a banda crescer em vão, até a banda se dissolver. Essas coisas só virão se vocês criarem uma fundação sólida por si próprios.

Seu programa de TV vai passar no Reino Unido? E vocês estão pensando em gravar alguma edição especial no próximo verão, quando vocês estiverem fazendo turnê por aqui?

Espero que sim. Nós com certeza vamos filmar a turnê.