Entrevista com Chris Holmes co-produtor de Dogs Eating Dogs

Autor Por camis182 em 06/01/2013

O site AbsolutePunk, em parceria com o PropertyOfZack, entrevistou Chris Holmes, co-produtor e engenheiro por trás do novo EP do blink-182, o Dogs Eating Dogs.

Como foi trabalhar no Neighborhoods de vez em quando por 2 anos, e fazer o Dogs Eating Dogs em pouco mais de um mês, nos termos de sua função e mudança no álbum?

Foi um passeio muito selvagem, porém familiar.

No Neighborhoods, enquanto você diz que trabalhamos de vez em quando por dois anos, o tempo da crise “em partes”, foi no último mês, ou algo assim. O que eu descobri com a maioria das coisas, em termos de prazos com bandas, é que você calcula um prazo, e então junta tudo o que for possível, e ainda mais, até o último momento. É a natureza da besta. Não existe um final antecipado. Eu chamo isso de finalização de gravação.

Com o Dogs Eating Dogs, nós estávamos casualmente começando a trabalhar nas músicas do novo disco para o próximo ano, e aí você sabe, tivemos um mês para escrever, gravar, mixar e masterizar para um lançamento de Natal.

Foi um salto tão rápido, quanto escolher em quais idéias focar e realmente planejar como fazer acontecer dentro daquele período de tempo.

Minha função era essencialmente a mesma, tanto como co-produtor, quanto como engenheiro das músicas. O que eu estou tentando fazer como co-produtor, é ser a voz que eu acho que o ouvinte gostaria de escutar, e, ao mesmo tempo, servir a música e balancear os desejos artísticos da banda. No final do dia, os três caras decidem o que fazer, mas eu posso entrar na conversa, dar a minha opinião e com sorte, oferecer uma perspectiva diferente das coisas.

O que estou fazendo como engenheiro é tentar honrar o legado das gravações anteriores, e adicionar o meu próprio toque nelas. Por exemplo, se você ouvir os sons que o Travis fez no TOYPAJ, vai ver que são ENORMES. Eu realmente gosto do som vocal do álbum Untitled, então me certifiquei que usassem o mesmo microfone e a mesma sequência de gravação daquele disco.

Para ficar ainda mais micro, fizemos uma configuração diferente dos tambores por quase cada seção de cada música. Por exemplo, nos pré-refrões de Pretty Little Girl, nós utilizamos os pratos Zildjian 13’’ que, de tão apertados, é possível ouvir cada hit que o Travis está fazendo, e, então quando o coro bate, nós colocamos o super estalo dos tambores da Bell Brass Snare.

A única mudança de função que eu tive, foi ser um pouco mais prático com a entrega do álbum e ter a certeza de que o EP fosse para o iTunes, e para os pacotes.

Os fãs vão e voltam a discutir se as novas músicas do blink-182 tem uma vibe maior do +44 ou do Angels & Airwaves, mas a linha dos dois sons são diferentes e parecem estar presentes em cada música nova. Você acha que essa linha vai continuar a confundir?

Para mim, quanto mais você ouve o Neighborhoods e o Dogs Eating Dogs, essa linha se confunde entre as duas bandas.

Vou repetir o que eu já disse antes e dizer que, se você ouve similaridades, é natural. Os membros são os mesmos. Eu ainda diria, que se você ouvir todo o trabalho do blink, você vai ouvir +44 e Angels & Airwaves mesmo antes de existirem.

A grande diferença pra mim, e isto é algo eu disse pra eles e que direi à vocês, é o tempo das músicas. Acho que o blink-182 pode enfrentar um tempo maior de sucesso, do que o +44 e o Angels & Airwaves podem alcançar.

Eu amo ouvir o que eles podem fazer com músicas mais rápidas,  e eu não me refiro voltar ao que agora se tornou o novo padrão do pop-punk. Quero dizer saber lidar com aquele pup-punk e com a estética do que se tem agora. Certificar de que temos uma ampla gama é para mim, a chave do negócio.

Eu li outra semana, uma frase do Tom dizendo que estavam rindo em estúdio desta vez, ao contrário do processo de gravação do Neighborhoods. O que teve de diferente na sua perspectiva, e isso mudou o jeito que você interagiu e trabalhou no EP?

Não posso falar pelos sentimentos deles no Neighborhoods. O que posso dizer é que gravar, depois de um longo hiato, é um desafio. Especialmente para uma banda bem sucedida que encontrará muitas expectativas. É o trabalho… é divertido, mas nem toda hora é diversão. Então, se você consegue passar por isso, então naturalmente todo o processo se torna mais fácil nas próximas vezes.

Estar em um espaço onde você pode dizer o que você pensa sobre alguma coisa, e não magoar, é o grande negócio.

“Pretty Little Girl” será a faixa mais polêmica no EP para os fãs, devido a participação do Yelawolf. Como foi, misturar isso com a música e estar consciente do potencial efeito que teria nos ouvintes?

Verdade!

Eu vou e volto com esta.

O primeiro pensamento que eu tive foi, legal. Se isto for uma outra versão desta faixa, então eu entendo. Nós teremos a música original e então, uma versão alternativa com o Yelawolf.

Como estamos todos envolvidos com a gravação desta versão, então todos optaram pela versão com o Yela. Então a colocamos no álbum. Acho que ambas as versões são ótimas, e seria interessante ver o que as pessoas pensariam se deixássemos a versão original de fora. Não foi uma decisão minha!

O que mais me excita sobre o EP é o potencial do que está por vir no futuro, já que todos os sons continuam a se misturar. O que você acha que está por vir?

Tenho a esperança de que todos possam se convergir de um local neutro e se comprometam a esculpir novas músicas. Eu adoraria fazer uma pré-produção e determinar um conjunto de canções e depois gravá-las como nos bons tempos.

O que estes três fazem em uma sala é especial, e precisamos fazer mais isto.

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