A new hope

Autor Por laisizzle em 14/07/2011

“O que é que está acontecendo com você?”, uma vez uma amiga me perguntou. “Você não escreve mais. Antes eu achava que fosse stress por causa do vestibular, mas ele já acabou, o resultado já saiu e você passou pro curso que você queria.” Eu devo ter soltado algum tipo de suspiro ou algo assim, porque as sobrancelhas da minha amiga se arquearam e ela adquiriu uma expressão de pena. “Você perdeu sua inspiração”, ela declarou. Não era uma pergunta, era uma afirmação. “Você está tendo um bloqueio de criatividade.”

Bom, eu pensei. Talvez seja isso mesmo. Eu também achei que era tudo um stress passageiro. O stress passou, mas a inspiração que eu pensei que iria voltar com tudo, não voltou. Não era essa a vida que eu esperava ter. Eu tinha essa imagem de que quando eu passasse no vestibular, pelo menos os primeiros seis meses depois disso seriam regados à sombra, água fresca e chocolates sendo levados até a minha boca por sósias do Mark Hoppus… E ah, cara, como eu estava errada.

O que é que está me faltando? Eu me perguntaria, mais especificamente, anteontem. Eu tinha acabo de ter uma discussão monstra com a minha família, e a raiva e a vontade de chorar ainda estavam latentes. Tem algo faltando. Eu preciso de algo no qual eu possa me agarrar, me basear, me sustentar.

Algo que me faça voltar a acreditar.

Abri meu notebook ainda nessa batalha interna. Com uns pensamentos entrecortados na minha mente, fui abrindo o twitter (vício é vício, fazer o quê). — ter um novo propósito… E com isso eu voltaria a ter inspiração pra escrever... — e foi aí que eu vi a timeline lotada de blinkers. Mais do que o normal, quer dizer.

Mais uns tweets e eu descobri: Up All Night vai ser lançada sexta-feira! A primeira música do blink-182 depois de oito anos! Wow! Finalmente! O Mark disse! O Travis disse! O Tom ainda não disse porque ele deve estar meio ocupado procurando aliens, quem sabe?

“Uma razão para acreditar”, eu sussurrei baixinho para eu mesma.

Foi aí que eu decidi que tinha que fazer alguma coisa.

A inspiração inteira e simples ainda não voltou; eu ainda não voltei a julgar nada que eu escrevo minimamente bom — ao menos, não bom o bastante para ser postado aqui, não algo que eu ache que esteja à altura. Mas isso é Blink. Se eu não posso me expressar decentemente através de palavras, eu preciso arranjar outro jeito. Isso não pode passar em branco.

Afinal, foram eles que, diversas vezes, me deram algumas razões para acreditar.

Então, foi assim que eu resolvi tentar expressar:

Sério. Me perdoem, mas era necessário.

Só queria passar a mesma mensagem para todos vocês e distraí-los enquanto esperamos pela Up All Night, seja essa mensagem através de paródias de comerciais famosos ou com palavras que eu não considere tão boas. Espero que tenha conseguido — hey, pelo menos as intenções são boas!

 

Laís Cerqueira Fernandes tem 18 anos, já é uma estudante de Jornalismo, ainda aspira ser escritora e pede encarecidamente para vocês começarem a rezar para que ela volte a preferir palavras do que edição de vídeo, porque… Né. Como editora de vídeos, ela é uma ótima escritora.