Uma questão de estética

Autor Por brunobld em 08/08/2010

A busca pela beleza sempre foi uma constante na história da humanidade. Desde tempos remotos vários tipos de estereótipos de perfeição física foram adotados, esquecidos e então retomados. A submissão ao conceito de “belo”, sempre foi incentivada devido à pressão social exercida pelos padrões definidos pela aristocracia e/ou mídia.

Atualmente, o Brasil é um dos cinco maiores recordistas em intervenções cirúrgicas com finalidades estéticas, sendo a lipoaspiração uma das mais populares. Tal fato pode ser explicado pela sedentariedade da população, fator principal pelo aumento de casos de sobrepeso e obesidade no país.

Ao invés de praticar exercícios físicos e seguir uma dieta saudável, mantendo o equilíbrio entre a saúde e o bem-estar físico, as pessoas simplesmente abrem mão da longevidade, pois uma cirurgia ou tratamento estético pode restaurar sua beleza, o que gera um grande desinteresse no que se diz respeito a própria saúde.

Além disso, existem aqueles que se submetem aos esteróides anabolizantes e suplementos ilegais, a fim de acelerar o desenvolvimento da massa muscular, obtendo resultados tão monstruosos que acabam comprometendo o sistema cardiovascular, podendo ocasionar fatalidades.

Entretanto, obesidade e hipertrofia muscular não são nada quando comparados com o mais trágico dos casos : a anorexia.

A anorexia é o maior exemplo do exagero da valorização dos padrões estéticos. A submissão é tamanha, que existem casos em que o distúrbio psicológico age sobre os sentidos, convencendo o sistema nervoso, fazendo com que ele entenda o evidente caso de subnutrição como um falso caso de sobrepeso ou obesidade, incentivando a continuidade da perca de massa, até que o inevitável aconteça…

É necessário que ocorra o despertar da auto-conscientização e do auto-respeito para que esta triste realidade possa ser esquecida. Porém, para que tal atitude ocorra, a busca pelo conhecimento e a desvalorização da futilidade tão abordada na mídia devem ocorrer anteriormente.

Chega de viver em um rio de ignorância, onde o fútil é iluminado pelos holofotes enquanto o conhecimento é desprezado e banalizado.

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