Tradução: Mark e Tom na KROQ (Parte 1)

Autor Por Danilo Guarniero em 19/07/2010

Saiu a entrevista do Mark e do Tom na KROQ em vídeo. Não é a entrevista completa, mas sim alguns trechos, um “resumo”. Tentamos fazer uma legenda pra vocês, ia ficar bem legal, mas acabou não rolando por alguns problemas. Das próximas vezes tentaremos trazer algo bacana. Assista ao vídeo, dividido em duas partes clicando nos links abaixo.

Parte 1 | Parte 2

E como prometido, abaixo vocês podem ler a primeira parte da tradução dessa entrevista. Para ouvir a entrevista completa, enquanto você lê a tradução, clique aqui.

Narrador: Domingo, 26 de Setembro, segundo dia do Epicenter 2010 no Auto Club Speedway, em Fontana onde uma banda chamada Blink-182 vai fazer a sua ÚNICA apresentação em solo americano no ano de 2010… Mark e Tom, senhoras e senhores. No Kevin & Bean Show agora, que folgados que vocês são com apenas UM show no continente todo em um ano!
Tom: A gente só quer que dê certo! A gente quer fazer isso direito, requer muitos ensaios…
Narrador: Vocês estão gravando um álbum novo… não é isso?
Tom: Sim! Nós oficialmente começamos o novo álbum do Blink-182, e… isso é bem animador, porque… a gente tem esse show, nós estamos também indo para a Europa, então tem algumas coisas que estão acontecendo durante esse tempo, então está tudo meio embaralhado por enquanto, a gente está ocupado, daí…
Narrador: Então o quanto vocês já tem de álbum então? Tipo, uns 5%? 25%?
Tom: Sabe, é difícil de dizer isso, porque… esses dias… a gente começou de onde paramos no último álbum onde a gente trabalhou por muito tempo pra fazer ele direito, daí… sei lá, acho que estamos com uns 80% prontos.
Narrador: O que se traduziria em 20% que vocês tem pra completar e talz.
Tom: É… mas sério, isso tem sido bem empolgante pra nós todos! A gente tem várias… desde que nos juntamos denovo tem sido algo muito mais forte ou algo assim…
Narrador: Isso não é incrível? É, vamos falar sobre isso um pouco… porque para quem não seguiu a cronologia da coisa, o Blink-182 ficou junto por muito tempo, não foi? 15 anos ou algo assim, antes de vocês darem um tempo? Daí vocês sumiram e por algum motivo as pessoas não se esqueceram de vocês… ficava cada vez maior quanto mais tempo passava… e quando vocês voltaram, isso tem sido maravilhoso desde então… e todos pensaram assim que vocês decidiram voltar – a gente viu todo aquele anuncio durante o Grammy e tal – , a cada santo dia, talvez a cada hora, as pessoas tem dito: quando vai haver uma música nova Blink? Essa deve ser a parte mais frustrante da coisa toda…
Mark: Sei lá, eu acho que essa a parte mais interessante da coisa toda! Porque mesmo depois desse tempo todo as pessoas ainda querem ouvir a música que a gente faz, e…
Narrador: Por que vocês não a lançam então? (Risos)
Mark: Porque, a parada é que…
Tom: A gente se tornou grande!
Mark: Eu queria que a gente lançasse uma música que está mais adequado e talz… mas o negócio é que as pessoas querem ouvir qualquer coisa que fizermos agora, tem que ser ótimo! A primeira coisa que lançarmos agora tem que ser ótima, enquanto antigamente você podia incluir uma nova música numa apresentação ao vivo e ir trabalhando ela e talz, mas agora com toda essa pressão ela tem que ser “A música”!
Tom: Anos atrás quando a gente…
Narrador: Vocês não serão outro Guns N’ Roses, né?
Mark: Não, não, não…
Narrador: Chinese Democracy, 20 anos depois… tem que sair direito!
Tom: Sei lá…
Mark: Na verdade, eu acho que seria maneiro lançar algo ao estilo rápido, engraçado, idiota e talz só pra tirar a pressão, sabe?
Narrador: Vocês deveriam fazer algo ruim de propósito!
Tom: Ah, você sabe o que é engraçado…
Mark: É assim que fizemos nos nossos quatro primeiros discos! Simplesmente fazendo tudo errado…
Narrador: Tom?
Tom: Eu só estava pensando e achei engraçado o que o Mark disse… tipo, quando estávamos no nosso primeiro álbum grande, Enema of the State, quando a gente era muito mais novo… o seguinte a ele, todos os caras da gravadora vieram e, lembra? Tudo o que fizemos foi tocar ele e mais umas 3 músicas acústicas… a gente ficou gravando por meses esses álbums seguintes. Havia tanta pressão, daí a gente sentou e tocou essas 3 músicas acústicas que a gente ficou gravando e falamos “é isso que a gente veio trabalhando nos últimos nove meses”. Uma era sobre fazer sexo com a sua mãe, uma era sobre fazer sexo com Hitler e a outra sobre fazer sexo com cachorros! E literalmente, eles ficaram perplexos! Tipo, pasmos mesmo! E, sabe… a gente estava falando sério! A gente realmente…
Narrador: Ah, não brinca que vocês falavam sério?
Tom: Sério! A gente realmente as queria no álbum, daí houve uma grande discussão porque nos avisaram que só uma delas poderia ser colocada no álbum.
Narrador: Essa foi muito engraçada! Vocês podem tocar uma dessas músicas?
Tom: É, foi muito engraçado. Essa é uma ótima história para os envolvidos. Daí, na verdade, a música sobre fazer sexo com Hitler, eu me lembro, eu disse ao nosso gerente de turnê estava trabalhando com o Pearl Jam – ou ainda está, não sei ao certo – , eu estava dando uma volta com o Stone, guitarrista do Pearl Jam, e me lembro de ter falado com ele sobre essa música; daí eu acordei um dia e havia uma mensagem dele dizendo: “Hey, Tom, é o Stone. A gente estava só conversando, e… eu acho que você não deveria lançar uma música sobre o Hitler.” (Risos) Daí a gente acabou trocando ela pra…
Mark: Fazer sexo com o seu avô… o que se tornou muito…
Narrador: O que é muito mais palpável. É aceitável! Certo? (Risos) De alguma forma é bem melhor do que com Hitler.
Tom: Sabe, esse é o tipo de coisa que coisa comédia que fez a gente ser a banda que somos.
Narrador: Deixa eu te perguntar uma coisa… quando você contou a história sobre levar uma música à gravadora e ouvir o que ela pensa sobre a música… digo, o mesmo aconteceu com o Big Boi que teve o seu disco recentemente lançado e que eu gostei muito mesmo, e a gravadora disse: “Nós não queremos lançar isso porque não sabemos o que fazer com isso… porque não se encaixa nos padrões.”; esse é o mesmo cara do Outkast que “não se encaixou nos padrões do que deveria ser.” Nesse ponto do mundo, em 2010, vocês realmente precisam fazer algo de acordo com alguém? Vocês não podem simplesmente lançar algo vocês mesmos e fazer exatamente da forma com que querem?
Tom: Eu acho que sim. Creio que isso vai muito do quanto a gravadora investe no negócio. Até o artista se estabelecer. É estranho… eu acho que com a tecnologia e a forma com a qual as coisas estão indo, eu acho que você pode fazer o que quiser hoje em dia. As pessoas estão fazendo de tudo e jogando na internet, e simplesmente fazendo elas mesmas, então…
Mark: Eu acho que é uma coisa boa que você não necessariamente… porque, a gravadora… eu ficaria empolgado… tipo, isso é algo que nós não esperávamos de vocês. Isso é algo novo e sobre esse álbum [falando sobre o álbum do Big Boi], pelo que eu ouvi, escutei algumas músicas dele ontem à noite, e me pareceu ótimo!
Narrador: É! Foi o que eu também achei.
Mark: Eu estou animado com ele! Tipo, “nossa, isso é algo novo e diferente… vamos tentar algo novo com isso”, mas eu acho que muitas gravadoras ficariam com um pé atrás em relação a ele.
Narrador: Gravadoras não querem surpresas! (Risos) Então, qual é a estrutura de vocês? Vocês tem uma gravadora e a consultam antes ou vocês estão fazendo do jeito de vocês… como está sendo o processo por enquanto?
Mark: Ainda estamos na fase de produção mais nossa. É isso aí.
Narrador: Certo. E estão indo bem… estão felizes com o que tem saído até agora?
Tom: Sim!
Narrador: Porque nós estávamos preparados pra oferecer um novo acordo aqui hoje. (Risos)
Tom: Bem… o álbum todo é um pouco diferente hoje em dia. Toda a distribuição é completamente diferente. As gravadoras não ficam com tanto dinheiro quanto antes, então elas não podem… elas não tem tantos recursos.
Mark: Elas não podem esbanjar presentes e pedidos ridículos…
Tom: É, isso bem que acontecia mesmo.
Narrador: (Risos) Essa é boa!
Mark: É, elas realmente nos deixaram voar bem alto…
Tom: Eu me lembro de uma… literalmente, houve um dia específico no qual a gente recebeu uma ligação da gravadora e a mulher dizia: “Sabe o que, eles não vão pagar pelos jatinhos privados mais”…
Mark: (Risos) E você lembra? A gente ficou tipo “o quê?!” (Risos)
Narrador: É um ultrage! (Risos)
Mark: Inacreditável!
Narrador: Nós vamos dar uma pausa. Nós temos muito mais pra conversar com Mark e Tom da banda Blink-182. Talvez você tenha ouvido falar deles. Eles irão tocar no Domingo, 26 de Setembro… a propósito, esse será o Epicenter 2010! Vai ser um fim de semana do car*lho lá em Fontana! Digo, é inacreditável! Eminem, Kiss, Bush, B.O.B., Papa Roach, o Travis… Travis Barker irá fazer sua apresentação solo no Sábado ensaiando pra tocar com o Blink no Domingo; Rise Against, 30 Seconds To Mars, Bad Religion… a gente conversa mais com esses caras assim que voltarmos.
Narrador: KROQ, “road trip” nos EUA, temos a banda Phoenix no Lollapalooza em Chicago. Você concorre a incres…
Vinheta: Hey! Hey! E agora um momento com Kevin. (Risos)
Narrador: Você concorre a ingressos para Phoenix no Hollywood Bowl, além de poder concorrer a um carro 0 Km.
Mark: Eles são a atração principal no Madson Square Garden!
Narrador: O Phoenix está?
Mark: O Phoenix é a atração principal no Madson Square Garden.
Narrador: O Phoenix foi uma das principais do Coachella! É isso aí.
Tom: E quanto ao… Justin Bieber, o que ele fez?
Narrador: Bem… sei lá. (Risos)
Mark: Ele só…
Tom: E quanto ao HIM? Vocês querem falar sobre essas bandas, e quanto ao HIM?
Narrador: E o Justin. Esse é o amor do Justin… é isso que você está dizendo! Beleza, Mark e Tom, do Blink-182, estão aqui no estúdio. É o show de Mark, Tom e Travis, mas Travis não está aqui hoje, estamos conversando sobre o Epicenter 2010, que serão duas grandes noites em Setembro. 25 e 26 de Setembro. A primeira noite tem Eminem. E também o Kiss! Senhoras e senhores, por favor me digam que vocês adoram o Kiss tanto quanto eu; estou tão animado em relação a isso.
Tom: Eu adoro as calças deles.
Narrador: Eu adoro o Kiss. Eu já vi eles ao vivo várias vezes.
Tom: Eu me lembro bem de quando eles voltaram a ativa e bem fortes alguns anos atrás e o Gene usando aquelas calças. É a única imagem q eu tenho em minha mente. (Risos)
Narrador: O primeiro show deles com maquiagem depois de se reunirem foi no Weenie Roast.
Tom: É isso aí!
Narrador: Então ver aqueles caras tocando juntos novamente foi ótimo; um sonho se tornando realidade. Eu acho que vocês deveriam colocar um pouco de maquiagem e talz…
Mark: É!
Narrador: O show pirotécnico daquela noite foi totalmente organizado naquele mesmo dia, e o cabela da minha mulher pegou fogo!
Mark: Ah, fala sério!
Tom: Isso é sério?
Narrador: É, isso não foi tão divertido pra nós quanto foi pra você, Kevin. Mas olhando pra trás, foi realmente engraçado. Mas daí, no Domingo a noite o Blink-182 faz o seu único show nos EUA no ano juntos com Rise Against, outra banda fenomenal ao vivo, e também 30 Seconds To Mars, Bad Religion, A Day To Remember, Suicidal Tendencies e a lista vai embora. Mas falando do Blink e seus fãs malucos. Vocês provavelmente já encontraram durante os anos vários fãs com tatuagens em homenagem ao Blink, estou certo?
Mark: Sim! O nome dele é Tom. (Risos)
Tom: É. Eu mesmo tenho uma. Provavelmente eu fui o primeiro, daí o resto das pessoas foi e a copiou.

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Tradução: @kevin182
Aguardem pela segunda parte!