Tradução: Entrevista do Mark na SPIN.

Autor Por Danilo Guarniero em 29/05/2009

“Bom dia! Eu tenho 8 horas de entrevistas hoje. É um monte de mim falando sobre mim. Eu vou começar a me odiar na 2ª hora!”

Não são nem 7 da manhã e o baixista do blink-182 está digitando do seu Blackberry em Los Angeles, como ele faz toda manhã de onde quer que ele esteja, saudando os 525,000 fãs que o seguem no Twitter. Não, esse número não é um erro de impressão – e provavelmente está crescendo enquanto você lê isso..

Hoppus também dedica seu tempo atualizando seu blog, Hi My Name Is Mark, onde centenas de fãs postam comentários de tudo. Mark decide dividir de artigos relacionados ao Blink-182 até vídeos do Obama e a distribuição dos octodrives da SPIN..

Este mês, Blink acabou com o hiato de 5 anos e estão mapeando sua primeira turnê de verão desde que o guitarrista Tom DeLonge se afastou para formar o Angels & Airwaves. Então como Hoppus administrou ficar tão espetacularmente popular em todos esses anos? Sendo o mesmo cara que ele sempre foi: espirituoso, dividindo suas informações pessoais, com uma habilidade própria de comprometer-se e envolver-se com cada fã que ele ganhou.

Nós falamos 20 minutos com Hoppus durante uma das suas épicas jornadas de entrevistas — “Esse é o meu emprego,” ele diz sem um pingo de sarcasmo, “é o que eu faço.” – para falar sobre a reunião do Blink-182, sua turnê sólida com Weezer e Fall Out Boy, e que o companheiro de banda, DeLonge, finalmente animou-se após meia década de seriedade extrema.

Como você está se sentindo em relação a turnê? Até agora vocês tiveram duas performances no Leno e a festa da T-Mobile?
Nós estamos meio que dando passos pequenos para voltar a tocar ao vivo. A festa da T-Mobile foi muito divertida. Foi tão divertida que o Tom não tem nenhuma lembrança dela.

Como é estarem no palco juntos novamente?
Honestamente, me sinto como se eu estivesse voltando para a casa. Nós usamos os últimos dois meses ensaiando e nós iremos esperar dois meses antes da turnê começar, e as coisas estão vindo juntas muito bem. Há músicas que nós tocamos inteiras uma vez e lembramos de tudo, e tem outras que eu, “Espere, o que eu tocava no baixo aqui?”.

O que você pode nos dizer sobre a estrutura dos palcos na turnê?
Nós estamos trabalhando com Mark Philips, quem projetou o cenário do Daft Punk, Kanye West e do Nine Inch Nails. Nós tivemos uma reunião com ele há algumas semanas atrás. É como se estivéssemos falando com Albert Einstein sobre matemática, porque ele até agora está além da imaginação. Nós contamos para ele que é muito importante para nós que a arena inteira estivesse envolvida no show. Ele ainda não nos mandou nenhum rascunho, mas eu ouvi algo sobre diferentes areas se movendo em diferentes direções ou algo assim. Esperançosamente, será como um “Cirque du Soleil” do punk rock.

Se eu visse vocês em um trapézio eu ficaria um pouquinho assustado.
Travis já esteve de ponta-cabeça girando com sua bateria antes, então não dá pra dizer o que esse cara vai trazer.

E sobre ter o Weezer abrindo para vocês? É estranho, já que eles estouraram antes, e agora estão abrindo shows de bandas como a sua?
Não, nós estamos realmente honrados que eles quiseram fazer parte da turnê. Eu me lembro de uma das primeiras turnês do Blink, dirigindo uma van e ouvindo ao “Blue Album” (Weezer) no cassete e cantando e nos tornamos grandes fãs dessa banda. Nós estamos muito felizes de estarmos em turnê com eles.

Eles enfrentaram algo parecido com o Blink, onde eles ficaram um tempo parados e tiveram o caminho separado antes da reunião, para a histeria dos fãs…
Outra noite, nós fizemos uma grande festa de lançamento da turnê e convidamos todas as bandas em um restaurante mexicano em Hollywood. É sempre meio estranho no começo, porque você não necessáriamente conhece todo mundo, e as pessoas estão nos seus camarins, e às vezes leva uma semana ou duas antes de você pelo menos ver todo mundo. Nós queríamos eliminar tudo isso e ter uma grande festa antes de tudo. Então nós vimos o Weezer lá e conversamos um pouco sobre a turnê. Mas nós não conversamos sobre as histórias das bandas ou coisas assim. Foi mais sobre estarmos animados para viajarmos juntos.

Eu ouvi que vocês estão deixando os preços dos ingressos baixos.
Oh sim, totalmente. Na história inteira do Blink, nós sempre tentamos fazer os shows serem acessíveis a todos que quisessem ir, e nessa turnê nós realmente trabalhamos duro com a CAA, nossos agentes de reserve e Live Nation, o promotor, e nós temos ingressos a 20 dólares, com tudo incluso, para qualquer os show. E isso inclui estacionamento. Não há gastos de serviço, sem cargos ocultos. Então você entrará no show com apenas 20 dólares.

Vocês tem o designer do Daft Punk criando coisas loucas e vocês só estão pedindo 20 dólares? Vocês vão ganhar algum dinheiro?
Para nós, esta não é uma daquelas turnês de reunião que a banda está sofrendo por falta de dinheiro e então eles vão, tocam seus maiores hits, e depois voltam pra casa, esperam muito tempo e talvez fazem outra reunião alguns anos depois. É mais para nos divertirmos nesse verão do que ganhar muito dinheiro. E nós preferimos tocar para 20,000 pessoas e não nos preocuparmos em em ganhar tanto dinheiro quanto enganar nossos fãs.

Existem muitas conversas sobre se vocês vão lancer um novo single do blink-182.
Bem, nós vamos definitivamente tocar uma ou duas músicas novas na turnê, mas eu não sei ainda se o single sera lançado. Idealmente, eu adoraria ter um single saindo enquanto nós estamos em turnê, apenas para as pessoas terem o gostinho da nova música e aproveitarem poderem aproveitar no show. Novas músicas nos shows sempre parecem ser um pouco estranho. Quando eu vou ver alguma banda e eles dizem “Nós vamos tocar algumas coisas novas agora,” eu simplesmente fico tipo “Ah meu Deus, sério?” Eu apenas quero me empolgar com as coisas que eu posso cantar junto. Então eu adoraria ter um single antecipadamente.

Você faz muitas coisas online com seus fãs. Vocês vão deixá-los envolvidos na turnê também?
Sim, definitivamente. Nós não decidimos nada ainda, mas nós sempre tentamos deixar as pessoas por dentro das passagens de som, e nós ensaiamos e fazemos “meet-and-greets”. Nossa coisa toda, como parte do show, é eliminar a separação entre a banda no palco e a audiência nos assistindo. Eu acho que o Blink sempre teve esse sentimento de que nós estamos todos juntos nessa. Que a audiência não é uma coisa separada. Nós queremos que todos se sintam como se fossem parte do show em algum aspecto. Não fique surpreso se de repente nós formos tocar do seu lado.

Sério, você tem meio milhão de pessoas te seguindo no Twitter. Porque?
Pete [Wentz do Fall Out Boy, 561,000 seguidores no Twitter] e eu estivemos nos esforçando duramente fazer as coisas legais. Não somos os caras que achamos estar acima de todo mundo pelo motivo de estarmos em uma banda. Especialmente no Blink, eu sempre reconheci que, de fato, a única razão de estarmos fazendo o que estamos é porque as pessoas nos apóiam. Corta meu coração quando eu vejo bandas que não interagem com seus fãs e acham que o sucesso é merecido, e não uma bênção maravilhosa das pessoas que apóiam sua banda.

Uma última coisa: Tom está pronto para não ser sério?
Acho que ainda mais do que as pessoas imaginam. Por que o Tom foi um artista tão sério pelos últimos cinco anos, ele tem por volta de cinco anos de obcenidades reservadas no seu sistema. Dados um microfone e audiência na frente dele, eu acho que ele vai dizer tantas coisas fora de linha, que eu terei que pedir desculpas adiantadas pelo meu amigo.