Tradução: Blink-182 na Kerrang! (Parte 2)

Autor Por rutinha em 09/09/2010

Continuação:

Vocês se sentem tão relevantes agora quanto há seis anos atrás?

Mark: “Sim, mas eu sinto que precisamos entrar no estúdio e escrever um excelente álbum. Eu sinto que somos tão relevantes quanto sempre fomos porque existem pessoas novas vindo aos shows – como uma banda, não podemos ser gratos o suficiente pelas pessoas que vem sem nunca ter nos visto antes. Existem também pessoas que que já vieram nos ver antes, então eu sinto que também precisamos entrar no estúdio em breve e sair com algumas músicas novas para justificar…”

Tom: “… Nosso amor.”

Quando a Kerrang! Pegou o Travis Barker mais tarde, foi em seu camarim-academia-estúdio de trabalho. Pesos livres, um saco de pancadas e uma barra de supino no canto da sala, e na outra, um engenheiro de som trabalha nas faixas para o álbum solo novo do Travis. Entitulado “Give The Drummer Some” e com pesos pesados do rap RZA, Raekwon, Lil Wayne, mais heróis da guitarra Tom Morello e Slash, está tremendo riffs e batidas pesadas destruidoras de altos-falantes e oscilando paredes como um T-Rex do Jurassic Park.

Se alguém sabe o esforço preciso para juntar o Blink-182, é o Travis. Na sequência da sua queda de avião – que o deixou com queimaduras de segundo e terceiro graus – ele pula a opção andar de avião. Para estar aqui hoje, o baterista levou quatro dias viajando da costa oeste da América até Nova Iorque, antes de viajar por uma semana para a Inglaterra em um cruzeiro. Tudo isto é um pequeno preço a pagar pelo seu tempo em um Blink-182 reformado, no entanto.

“É empolgante estar de volta com estes caras,” diz Travis. “É uma coisa boa.”

“Eu gosto de tocar com a banda de novo, mas não posso esperar para gravar algumas músicas novas,” ele acrescenta. “É divertido, mas às vezes eu penso, ‘Deus, eu tenho tocado essas músicas por 12 anos!’. Não é que eu não goste delas, porque eu gosto, eu só não posso esperar pelas músicas novas. Vai ser divertido.”

Tempo de ficar no estúdio está próximo. Na sequência dessa curta visita ao Reino Unido, o trio irá para casa, Califórnia, para gravar seu sexto álbum de estúdio como Blink-182. Sessões já foram realizadas, como se nada de concreto como uma música totalmente formada tenha sido gravada ainda.

“Nós temos muitas idéias flutuando ao redor,” disse Tom. “Nós temos dois estúdios – um em Los Angeles, outro em San Diego – e nós começamos a entrar nele de verdade quando a turnê começou, mas tem sido um pulo agradável. Depois disso, nós estaremos aptos a ‘escavá-lo’ sem nenhuma distração.”

O plano é gravar um álbum inteiro de canções juntos como uma banda. Então, ao invés de mandar loops de bateria e partes de guitarra e trabalhar separadamente, o trio pretende tocar em unissonância, como o Blink fez durante a gravação do ‘Cheshire Cat’ de 1994.

“O melhor trabalho no Blink fica pronto quando todos os membros do Blink estão no mesmo lugar,” Mark explica. “Nós estamos tentando finalizar o álbum no final do ano. Dito isso, se o álbum não estiver acabado no ponto, nós não iremos lançar um monte de merda, só para ter um álbum novo nas prateleiras.”

Quem procura pistas de como vai ser o novo álbum deve observar, primeiro, os shows ao vivo recentes. Seus anteriores riffs de punk harmoniosos foram atravessados com adrenalina e riffs de guitarra afiados. Entretanto, a bateria do Travis empurra e toca com músculos extras – “Sua bateria canta”, é como diz o Tom. Em 2010, Blink-182 já parecia maior, mais apertado e agressivo do que antes.

“Nós vamos continuar a partir de onde paramos no último álbum,” diz Tom, com a palavra final do dia. “Mas isso vai impulsionar o álbum para frente em trancos e barrancos. Eu realmente estou animado porque eu sei, do meu coração, que ele será excelente. É difícil descrever como ele vai soar, mas ele será muito dinâmico, cheio de energia, divertido e finalizado com piadas sobre pinto.”

Ele adiciona: “Sem as piadas sobre pinto, ele não é nada.” Você sabe disso.

O que há de novo?

Mark Hoppus releva porque o Blink-182 está melhor do que nunca em 2010…

#1 “Nós estamos mais respeituosos”

“Estamos mais mente aberta um com o outro. Nós escutamos uns aos outros mais quando conversamos e todos nós dizemos mais o que queremos dizer ao invés de tentar adivinhar. Existem muito mais conversas abertas esses dias.”

#2 “Os shows estão humilhando”

“Em todos os sentidos – a volta, as novas pessoas vindo para os shows e as pessoas que estiveram aí desde o primeiro dia.. É ótimo ter a relevância que eu ainda acho que temos.”

#3 “Há o potencial de espera…”

“É ótimo ter as experiências que nós três tivemos separados um do outro e depois juntá-las. Combiná-las em um álbum que três de nós possamos escrever como um grupo, vai ser incrível!”

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