Tom DeLonge fala sobre os próximos passos do blink-182

Autor Por Mona em 14/12/2012

Em uma entrevista para a Billboard, Tom DeLonge contou que agora, quem decide o futuro do blink-182 são eles mesmos. Com o término do contrato com a Interscope, a banda discute se assinará com outra grande gravadora, ou permanecerá lançando diferentes EPs com mais frequência e viajando pelo mundo.

A tradução da matéria completa você confere abaixo:

 

Há 14 meses, a super-poderosa banda de pop-punk blink-182 retornou ao mundo da música com um álbum que não continha o humor único que ajudou seu lançamento anterior, Blink-182 (2003), a vender 2.2 milhões de cópias, de acordo com Nielsen SoundScan. Lançado em setembro de 2011, Neighborhoods teve uma turnê de reunião cinematográfica, que arrecadou $21 milhões em 2009, de acordo com Billboard Boxscore. Mesmo com o hiato entre os álbuns, Neighborhoods falhou em atingir a mesma escala dos álbuns anteriores. Ficou em 2º lugar no top 200 da Billboard, mas vendeu apenas 322.000 cópias.

Depois de um ano de reflexão e o fim do contrato com a gravadora Interscope, o blink-182 lançará por conta própria o EP “Dogs Eating Dogs” dia 18 de dezembro. 

 O vocalista/guitarrista Tom DeLonge diz que o Dogs Eating Dogs reflete o tipo de música que a banda deveria ter começado a produzir no dia seguinte ao hiato que anunciaram em fevereiro de 2005. Em vez disso, quando a banda se separou, quase uma década depois do lançamento do primeiro álbum, Chesire Cat, cada um seguiu seu caminho em um novo projeto.

Depois da longa pausa, a reunião para gravar Neighborhoods não foi fácil. “Nós não estávamos nem no mesmo lugar,” diz DeLonge. “Mal nos falávamos, estávamos em estúdios diferentes. Ninguém comentava realmente sobre as partes e ideais uns dos outros, ninguém pressionava ninguém. Estávamos pisando em ovos”.

Na época, DeLonge diz que estava escrevendo o tipo de música que ele pensava que os fãs e amigos de banda esperavam, não o que ele queria. Agora, em “Dogs Eating Dogs”, ele diz que escreve as músicas de acordo com quem ele é atualmente, com 37 anos de idade.

Porém, a maior mudança no blink-182 foi sua separação da Interscope. O trio deixou a gravadora em outubro, e DeLonge conta que foi uma decisão da própria banda.

“Fomos nós”, ele diz. “Estamos prontos para seguir em frente. Ao mesmo tempo, o que a Interscope faz de melhor no momento são coisas como hip-hop e música pop. Existem outras gravadores que lidam muito bem com bandas de rock, mas a Interscope não é uma delas. Acho que a parceria não fazia nenhum sentido”.

Com toda a tensão que havia entre os membros do trio, e depois da banda com a gravadora, Tom diz que eles finalmente estão em seu lugar, trabalhando juntos e tranquilamente de uma maneira que não estavam mesmo antes do hiato. “Estamos conectados. Rindo, fazendo piadas e brincando uns com os outros”, ele diz. 

O guitarrista também disse que a banda já está discutindo seus próximos passos, que inclui ou assinar com outra grande gravadora ou estabelecer um acordo que permita que o blink-182 possua domínio sobre seus direitos na América do Norte enquanto “assina” com diferentes lugares ao redor do mundo. 

Por enquanto, a prioridade é se conectar com os fãs construindo o que DeLonge chama de uma “sólida experiência em um website”, com a ajuda de sua rede social da música, o Modlife, para “servir seus fãs de um jeito criativo e ambicioso”. De fato, o blink-182 discute sobre a possibilidade de lançar músicas com mais frequência, no formato do que Tom DeLonge chama de “ambiciosos e artísticos” EPs. “Não é que não lançaremos mais nenhuma gravação, mas talvez não lancemos nenhum álbum completo”.

 “A alegria de ser independente é que você pode fazer o que quiser”, ele continua e adiciona, rindo: “ninguém grita com você quando você fode com alguma coisa”.

Foi essa liberdade que permitiu aos membros da banda serem eles mesmos no EP, o guitarrista contou. É uma fórmula que ele espera que  a banda possa continuar seguindo. “Nós somos os agentes do nosso futuro. O Blink tem o caminho livre para mostrar o potencial que muitas pessoas, e muitos dos nossos fãs, sempre viram em nossa banda”.