Tom DeLonge fala sobre LOVE – (Parte II)

Autor Por daniimarconato em 31/08/2011

Segunda parte da entrevista do Tom falando sobre o filme LOVE, confira a primeira parte aqui.

Você pode falar sobre alguns temas do filme, como o isolamento e a solidão, como produtor executivo e membro da banda, porque você quer explorar esses temas no filme?

TD: Sim, eu acho que o projeto Angels & Airwaves, nos levou a muitos parâmetros sobre o que queremos. Ele se passa no espaço, porque o espaço é algo infinito por definição e isso traz muitas possibilidades. Isso é uma coisa realmente muito séria para a banda e é inspirador. Tinha que ser de meditação, filosófico e cerebral. Tinha que seguir os passos ambiciosos físicos de Kubrick. Queríamos alguma coisa que realmente possa ser aceita, incrível para um filme independente de “faça-você-mesmo”, porque queríamos fazer mais filmes, então nós queríamos ter certeza que a música não ficaria no nosso caminho. Queríamos que as cenas e mensagens fossem maiores que qualquer espécie de narcisismo ou algo auto-indulgente ou rock n’ roll. Então fizemos essa regra também. A banda está para fornecer uma pontuação para o filme, um suporte, para passar a mensagem, mas não para ficar famoso pelas nossas palavras e refrões, porque nós poderíamos fazer isso em um álbum… Então nós definimos um tipo de modelo para nós mesmos.

Eubank mencionou para mim que LOVE não é realmente um filme sobre rock ‘n’ roll. Não é como o Pink Floyd com “The Wall or Help”. O AVA não aparece no filme, não é um filme sobre a banda, mas a banda pontua e concorda com as idéias do projeto. Você acha que é uma boa descrição do filme?

TD: Sim, porque uma vez você pode pensar que o Angels & Airwaves é um projeto de arte. Onde nós fazemos coisas com diferentes pessoas pensando diferente. Isso não é sobre a banda, o álbum ou somente o filme. É especificamente sobre a indulgência, e sobre a consciência humana, conecção, sua interação diária com outras pessoas e o que isso significa para a vida em geral. Então, nos comunicamos com aquelas vinte músicas em um par de álbuns que será lançado em Novembro (dia 11). Também comunicamos uma versão diferente, através do filme de ficção científica, no futuro. Então a marca, a coisa toda com a iconografia, a pronúncia da palavra “LOVE” tem seu próprio conjunto de definições e mistério em sua própria simbologia.

Das músicas que comporam o filme, como foi o processo para você? Você criou músicas exclusivas para o filme, de uma forma tradicional, após o filme já ter sido rodado, ou você usou músicas que já existem e criou cenas que se encaixam nesse tom ou humor?

TD: Existem dois momentos. Havia um conjunto de cenas onde o Will ouviu a nossa banda e se inspirou para definir sua história em ação. Então era só colocar no filme depois, tendo aquelas partes e dizer, você precisa de uma pontuação totalmente nova para narrar como esta arte se desenvolveu. Isso aconteceu ao longo dos anos e definitivamente, mudou de formato algumas vezes, mas é assim que todos os projetos de arte são, para ser honesto.

Você mencionou que o novo álbum sai em Novembro, esse álbuns “Love Part I e Part II” certo? Esses álbuns foram escolhidos para a trilha sonora do filme?

TD: Sim, “Love Part I”, nós colocamos esse álbum de graça no nosso website por alguns meses e você não pode obtê-lo em qualquer lugar agora. E o “Love Part II”, traz 11 novas músicas. Então esses álbuns Part I e Part II, contam no total com 20 músicas e o álbum vai estar disponível através do Angels & Airwaves.com em 11/11/11.

Qual foi a experiência para você em ser o produtor executivo do filme? Isso é alguma coisa que você gostaria de fazer mais no futuro?

TD: Sim, o AVA está trabalhando em mais dois filmes para os próximos dois álbuns e nós estamos realmente curtindo isso. Eu pessoalmente estou adorando isso. Para mim, dar a alguém a chance de sentar e colocar todas as suas idéias com atenção é uma experiência incrível, e especialmente se isso tem a ver com algo sonoro e visual ao mesmo tempo. Então isso é a melhor coisa sempre. Um músico está acostumado a ver as pessoas ouvindo suas músicas em alguma rádio enquanto estão no trânsito, isso é incrível sabe, mas sentar em um cinema com um ótimo sistema de som, no escuro com comida e alguns amigos, é um caminho diferente. Isso é realmente um momento excitante para a arte, pelo menos para mim.

Você pode contar para mim sobre o “Angels & Airwaves: Love Live”, o evento ao vivo será em Boston na quarta-feira para a estréia oficial do filme?

TD: Para o Angels & Airwaves isso faz muito sentido porque há um desempenho assim que nós começamos a ser a banda que somos. Há um filme que vai logo ao ar que nós trabalhamos por cinco anos, e há um Q&A então é tudo empacotado com o elemento da tecnologia, a nossa banda é muito grande. Então meio que resume tudo o que esse projeto é independente, mas é multi-media. Nós estamos muito
animados sobre isso e estamos indo em estréia do vídeo da música para o filme em uma tela grande. Isso é um potencial infinito para fazer no futuro. A única coisa que eu amo sobre a nossa posição é que temos muita liberdade porque nós começamos como uma banda. Nós ficamos na espreita entre duas indústrias de filme e música, então nós podemos fazer qualquer coisa que queremos agora, quando outros diretores necessariamente não podem. Eles são um pouco mais caixa e a caixa em que eles se encaixam é um poco mais definida. Eu acho que fomos a primeira banda da história que  fez um filme real, não um opera rock, não um fly on the wall (documentário usado no cinema e produções de televisão), não estamos atuando nele, não é um documentário ou filmagens de um concerto. Iste é um filme real. Eu acho que nós realmente somos os primeiros a fazer e eu adoro isso. Então nós vamos querer que as pessoas segurem firme para o próximo, porque esse é era para ser a “casa da arte” e o próximo será muito maior.

Finalmente, seu filme recebeu um monte de comparações com Moon de Duncan Jones e Will Eubank ele disse “oh merda” em um momento durante a produção de LOVE quando Moon foi lançado. Qual foi a sua reação inicial com Moon e você tem alguma preocupação com sua própria comparação relativo entre esse filme e o seu filme?

TD: Oh, eu fiquei chateado! Will estava trabalhando duro e ai vem outro filme espacial. A arte não é tão diferente de forma errática, mas boas mentes pensam da mesma forma. Isso é o que eu digo para mim mesmo se eu acabar fazendo igual a outra pessoa. Isso é respeitável para fingir que estamos no mesmo plano astral. Mas eu acho que este filme vale por dois. É um projeto totalmente diferente, isso é certo.

 

Obrigada ao @wtfstann pela dica!