Tom DeLonge fala sobre LOVE (Parte I)

Autor Por nath em 26/08/2011

DeLonge, que começou a carreira como membro e fundador do Blink-182, criou o supergrupo Angels & Airwaves em 2005 junto com David Kennedy (Hazen Street), Atom Willard (The Offspring) e Matt Wachter (30 Seconds To Mars).  O que DeLonge descreve como um projeto artístico entre a banda e Will Eubank (diretor do filme) começou há anos e agora se tornou um evento multi-mídia centrado em torno de um único filme sci-fi. LOVE conta a história de um astrounauta que é enviado sozinho a uma estação espacial e logo perde contato com a Terra. O astronauta começa a se tornar claustrofóbico e, consequentemente, começa a ter alucinações após encontrar o diário de um capitão da Guerra Civil. A história dá vários saltos entre o presente e a Guerra Civil de 1864. O filme examina os efeitos pessoais e psicológicos da isolação e da solidão e enfatiza a importância da conexão humana e do amor.

Eu tive o prazer de conversar com o líder do Angels & Airwaves enquanto ele viajava para o show do Blink-182 em Boston. Nós tivemos a chance de discutir uma ampla gama de tópicos, incluindo as origens do projeto, a experiência dele ao colaborar com Eubank, os temas do filme, o motivo por não ser um habitual filme de rock ‘n’ roll, a produção do filme, sobre novos filmes, sobre a festa de lançamento e as inevitáveis comparações com a obra “Moon” de Duncan Jones.

Para começar, você pode falar como tomou conhecimento de Will Eubank como cineasta e como você decidiu começar a trabalhar com ele nos vídeos que acabariam levando ao filme LOVE?

Tom DeLonge: Bem, nós conseguimos o seu material promocional através de um terceiro que foi amigo dele, através do nosso baterista. E então, botamos pra assistir, tiramos todo o som e botamos nossas músicas por cima e falamos “se esse cara puder fazer esse tipo de coisa para nós, seria uma experiência fantástica”. Então, nós o contratamos e começamos. O mais assustador disso tudo é o começo, mas uma vez que nós começamos, pensamos: “ok, estamos pronto para isso, vamos ver como essa coisa vai desenrolar”.

Quando eu falei com o diretor do filme, Will Eubank, recentemente, ele mencionou que chegou um ponto em que ele percebeu que estava tentando conseguir mais com o projeto do que simplesmente produzir vídeos de música e por isso ele decidiu cancelar tudo o que ele estava trabalhando e escrever um script para LOVE. Você pode falar sobre sua reação quando Will lhe disse que seu plano era escrever o filme e em que momento você decidiu qual era a direção que você queria ir com este projeto?

Bem, não é justo da parte dele chamar isso de vídeos de música. Acho que da perspectiva dele, era isso. Da nossa perspectiva, eu nunca achei esta uma descrição justa porque eu estava sempre à procura de recursos visuais de alto impacto que foram vinhetas para ajudar a empurrar o tipo de consequência do registro cinematográfico para a frente. Você está perguntando em que ponto nos demos conta de que este era mais do que um vídeo musical,  e chegamos a esse ponto um ano mais tarde com essa idéia do Will. Mas para mim, ele tinha criado um problema: ele não entregou o que pedimos, ele entregou algo melhor, mas não era bom o suficiente para ser um filme também. Então, precisávamos de um início e de um final. Contratamos um pessoal do CGI e eles nos trouxeram uns caras de Star Wars, você sabe…o filme do Luke. Daí ele ficou fora por 6 meses e construiu uma guerra civil no quintal dos pais dele. Enfim, minha resposta é que tivemos 3 ou 4 diferentes momentos durante um período de 3 anos em que ele nos entregava muito mais do que pedimos e bem menos do que precisávamos.

Qual foi sua reação inicial quando Will lhe disse que ele estava planejando construir naves do filme e toda a Guerra Civil no quintal dos seus pais? Com o orçamento que ele estava trabalhando, era um empreendimento muito ambicioso, não é?

Tom DeLonge: Ah sim, absolutamente. Digo, era super ambicioso, mas logo aprendi que ele podia fazer isso. Ele cavou, por 3 semanas, com a mão, uma mina de guerra civil. Com madeira e lanterna, o que ele fez foi insano. Então eu já sabia que ele podia construir qualquer coisa. Ele construiu um robô para uma das vinhetas anteriores que não tinham nada a ver com o filme. Ele simplesmente construiu um cyborg e foi meio estranho. Esse cara pode fazer qualquer coisa. Ele não é só um cinematográfico, mas ele cresceu num rancho…quero dizer, ele teve muito tempo. A mãe dele era artista e escrevia livros para crianças, então eles tem essa imaginação fértil. O pai era curador de arte e o irmão é romancista. É uma família louca, muito interessante e maravilhosa.

 

Obrigada ao @wtfstann pela dica!

PARTE II EM BREVE!