Tom Delonge explica por que escolheu sua guitarra Gibson

Autor Por Maria Alice Azevedo em 13/12/2014

Opening Night Of Blink-182 Reunion Tour

Tom Delonge está em todas! Ele conversou recentemente com o site da Gibson e falou sobre sua rotina, Angels and Airwaves, blink-182 e suas guitarras.

Tom Delonge tinha uma visão específica no começo do Angels and Airwaves: criar algo mais voltado para um projeto de arte do que para uma banda.

Delonge acabou de alcançar seu objetivo ao lado de Ilan Rubin. O álbum The Dream Walker, lançado no último dia 9 de dezembro, é só um elemento de uma sucessiva campanha que inclui uma história em quadrinhos publicada pela Magnetic Press, graphic novels, um curta animado chamado “Poet Anderson: The Wolfpack” (que foi apresentado esse ano no Festival de Toronto) e possivelmente um filme sobre as aventuras de Poet Anderson.

“É uma aventura de ficção científica ágil”, Delonge fala sobre o projeto com a Gibson.com. “Dream Walker é um tipo de soldado que te protege de pesadelos durante o sono. E o álbum The Dream Walker é uma referência ao personagem Poet Anderson, seu destino e a história de sua vida”.

Delonge, que também faz parte do trio blink-182, foi muito gentil em conversar conosco sobre seu trabalho com o Angels and Airwaves, novas músicas do blink-182 e sobre os motivos que deixam o design de sua guitarra ES-333 incrível.

Você tem planos muito ambiciosos para o lançamento de “The Dream Walker”. Como você organizou tudo – a HQ, o livro e o filme?

Bom, Angels and Airwaves sempre foi um projeto ligado a diversas mídias. Nós nunca planejamos ser só uma banda e nós sempre afirmamos que éramos um projeto de arte. Mas no começo não foi possível fazer tudo o que queríamos, nós precisávamos conquistar nossos fãs primeiro. E também não tínhamos uma infraestrutura para fazer isso porque as gravadoras queriam vender álbuns e as produtoras queriam vender filmes. Então nós criamos um software, que atualmente integra o Ten Club, do Pearl Jam, e é usado também pelo Nine Inch Nails e pelo Kanye West. Quando conseguimos colocar isso em prática nós pensamos, “Legal! Agora precisamos de uma equipe para que possamos fazer o projeto de forma independente da gravadora”. Então chegamos no momento em que nosso conhecimento está avançado o suficiente e foi por isso que arriscamos mais e dissemos “Bom, chegou a hora de fazer algo acessível, como um filme ou uma graphic novel”. Nós procuramos autores importantes para preparar o livro e tudo mais, e agora está tudo se tornando realidade.

Existe algum aspecto específico do projeto que você gostaria de ver pronto?

Tenho que admitir que estou ansioso pelos livros. Eu amo ler. Só leio livros de não-ficção, mas me sinto muito feliz em fazer parte de desses livros de ficção que estamos preparando. Nós temos três narrativas e uma obra de não-ficção em nossos planos para os próximos 12 meses. Tem sido muito divertido pesquisar e preparar essas histórias. Nós usamos temas de não-ficção para construir personagens e franquias que possivelmente durarão por gerações, é um projeto muito singular.

Descreva um dia de trabalho na gravação do álbum.

Nós normalmente chegamos de manhã bem cedo. E assim como qualquer pessoa preparando um projeto, eu entro no estúdio e começo a trabalhar nas animações, nos roteiros, nas HQs, na agenda de lançamento e na administração. Depois eu faço a parte musical, da guitarra, vocal, ou outra coisa. É basicamente isso tudo. Nós somos artistas independentes, então precisamos administrar a nossa própria empresa. E isso inclui a mão de obra, planejamento, e planos de marketing; isso tudo depende de nós. Até mesmo toda a burocracia da elaboração dos contratos para os autores depende da gente. Mas eu tenho gerenciado empresas há 15 anos, então eu tenho uma base e sei o que eu estou fazendo, mas ainda temos muito que fazer.

Como você concilia o Angels and Airwaves e o blink-182?

É complicado porque eles são completamente diferentes. O blink não consome muito do meu tempo. Nós não fazemos muita coisa. Realizamos uma turnê por ano e estamos nos preparando para começar a gravar um novo álbum, então talvez isso leve um pouco mais de tempo. Mas estamos em lugares diferentes, então é algo que não fazemos o tempo todo. Minha empresa “To the Stars” e todos esses projetos de mídia são a minha principal atividade. É pra isso que eu acordo todos os dias de manhã. Eu me reúno com animadores, designers, autores, e minha equipe para colocar tudo no lugar. É divertido. Atualmente nós estamos construindo uma loja de varejo na costa de San Diego, e lá também ficará localizado nosso escritório e produtora. Estou muito animado com tudo isso. Essa é minha vida.

Vamos falar sobre guitarras. Você tem uma Gibson ES-333, isso é muito legal. Você continua com ela?    

Sim, claro. Essa é a minha guitarra!

Quais são as características que você esperava quando adquiriu sua ES-333?

Eu gosto de pegar, aumentar o volume e tocar! Não gosto de modificar os pickups. Eu não quero pensar em qual buraco eu vou plugar cada corda. Eu não quero saber qual é o botão de volume. Eu só quero ligar e tocar. Esse é o básico de todas as guitarras que eu uso. Eu pinto as minhas atualmente, então cada uma é única, e eu adoro tocar cada uma delas. Eu quero um instrumento que eu só precise aumentar o volume, mas que seja especial quando eu estou com ele. É disso que eu gosto.

 O que mais te agrada ao tocar uma Gibson?

Eu acho o design muito bom. Ela aparenta ter levado muito tempo e esforço para ficar pronta. Também gosto do tamanho, eu tenho 1,93, então preciso de uma guitarra grande ou vai parecer um violino. Eu não quero que pareça que eu estou tocando um violino! Ela também é muito versátil. Nós usamos abafadores, então não temos retorno, e também utilizamos um pickup bem alto, mas não muito. Não há necessidade de trocar as guitarras. Nós conseguimos usar a mesma guitarra pra tudo. Isso é importante para mim. Eu não quero trocar constantemente de guitarra. Eu só quero tocar.