The Daily Dose entrevista Mark Hoppus em Glasgow

Autor Por Danilo Guarniero em 17/08/2010

Hoje o blink-182 fez o segundo show da turnê europeia em Glasgow. O site The Daily Dose aproveitou para fazer algumas perguntas para o Mark. Confira a tradução abaixo.

Terá alguma música nova nesses shows de agosto?

Nenhuma música nova será tocada nos shows, a não ser que nós venhamos com algo na estrada agora.

E isso é provável?

Bom, estamos próximos de finalizar algumas músicas novas – eu duvido que iremos tocá-las ao vivo porque tudo já está integrado com o show de luzes, planos de palco e tudo mais. Além disso, uma turnê não é necessariamente o melhor lugar para estrear uma nova música – como um fã de música, eu não gosto de ir a um show e a banda dizer “nós vamos tocar uma nova música agora”.

Então, sem músicas novas. Nem no Reading and Leeds Festival?

Só os nossos hits.

Você sentiu que estaria traindo o Blink-182 quando formou o +44?

Não acho que estava traindo o Blink-182, mas eu senti que era diferente do Blink-182 e mesmo enquanto estávamos gravando (com o +44) eu sempre pensava “oh, essa é uma parte bem legal da música, eu me pergunto o que o Tom faria na guitarra nessa parte.” – isso sempre passava na minha cabeça porque eu sempre escrevi músicas com o Tom. Mas também foi uma ótima oportunidade para experimentar novas coisas e idéias fora do Blink-182, e no fim eu acho que estarmos nessas bandas diferentes não só nos permitiu ver o que cada um conseguiu fazer sozinho, como nos permitiu a apreciar o talento das outras pessoas na banda.

Você ficou com ciúmes pelo fato de não ser convidado para fazer parte do Angels and Airwaves?

Não. Isso é algo que o Tom precisava e queria fazer. Era, obviamente, algo que ele queria fazer fora do Blink-182, então nem passou pela minha cabeça.

Parece que você inspirou milhões de aspirantes a baixistas e guitarristas. É uma honra ou quase uma responsabilidade em algum aspecto?

Com certeza é uma honra. É bastante animador quando as bandas dizem que os inspiramos, ou alguém diz que começou a tocar baixo ou guitarra por causa da nossa música. É uma coisa incrível – faz meu dia quando eu ouço algo assim. Na maior parte das vezes parece um elogio insincero. As pessoas vêm e dizem, “Eu comecei a tocar guitarra/baixo por causa da música de vocês e aprendi todas as suas músicas em uma semana”.

Você nunca pensou em se tornar tão influente por estar numa banda de punk rock?

Não, nunca. Nem por um segundo. Nós só queríamos tocar um punk rock alto e nos divertirmos, e eu acredito que conseguimos fazê-lo.

Então fama e fortuna não foram planejadas?

Bom, eu nunca nem havia pensado nessa possibilidade. Uma banda de punk rock tocando em clubes pequenos de San Diego – nossa maior meta era poder fazer turnês e fazer shows fora da nossa própria cidade, e nós pensávamos que a fama e a fortuna nunca entrariam nessa.

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