Spinner entrevista Mark Hoppus

Autor Por Danilo Guarniero em 24/08/2010

O site Spinner fez uma entrevista com o Mark, onde ele fala sobre o álbum e a turnê Europeia, entre outras coisas. Leia abaixo a tradução.

O blink-182 conseguiu chamar a atenção do mundo desde sua reunião em 2009 e o mês de agosto de 2010 marca a primeira vez que eles pisam no Reino Unido novamente, com a banda encabeçando o Reading and Leeds festivals e também fazendo dois shows na Escócia. O baixista/vocalista Mark Hoppus contou ao Spinner o que os fãs podem esperar.

Vocês têm um novo álbum em planejamento — ele voltará às raízes ou continuará com o som mais maduro mais recente?

Acho que será provavelmente o próximo passo do self-titled. Acredito que nós sempre teremos um forte senso de melodias memoráveis nas nossas músicas — também queremos experimentar coisas novas, mas continuará sendo o blink-182 de sempre.

Você sabe quando será lançado?

Bem, assim que voltarmos dessa turnê nós iremos continuar as gravações. Nossa meta é entregá-lo para a gravadora no fim do ano, mas vamos ver como as gravações andarão. Pode ser mais cedo ou pode ser um pouquinho mais tarde — mas a coisa mais importante é escrevermos um álbum que nós realmente acreditamos.

Presumo que haverá uma turnê completa pelo Reino Unido após do lançamento do álbum?

Quando o álbum sair nós iremos definitivamente fazer uma turnê aí. O Travis está em um navio partindo para a turnê agora [para os shows de agosto no Reino Unido]. Obviamente, ele não voa. Então, para provar nosso nível de dedicação, ele está em uma jornada de 12 dias só pra chegar no Reino Unido para os shows. Ele tem que sair de Los Angeles, atravessar os EUa de ônibus e depois pegar o navio.

Houve alguma sensação estranha na volta de vocês ao estúdio?

Não houve nenhuma sensação diferente. O motivo pelo qual estamos em turnê depois que o blink voltou é que nós queríamos voltar ao ponto em que éramos uma banda respeitável, e não apenas três caras em um estúdio. Na primeira vez que nos reunimos, estávamos todos muito respeitáveis uns com os outros, e não é necessariamente a melhor forma de criar música. As pessoas precisam ter a habilidade de ser completamente sinceras umas com as outras e falar claramente e verdadeiramente sem medo de alguém ficar com um sentimento estranho, sabe? Então queremos voltar para a estrada e não só voltarmos a ser amigos novamente, mas sim uma banda de verdade. Não apenas três caras no estúdio junto — queremos ser o blink-182 novamente, onde é normal fazer gozação uns dos outros de uma boa forma, ou dizer, “sabe, acho que é uma idéia legal, mas e se a gente tentasse desse jeito?”

A reunião pareceu nascer do acidente do Travis, em 2008. Até que ponto isso foi essencial?

Foi definitivamente essencial. Mesmo antes do acidente nós estávamos, em nossas mentes, preparados para reformar pelo menos nossas amizades — óbviamente nós não falamos sobre a banda de forma alguma. Acho que todos nós estávamos prontos para deixar o passado para trás e ao menos voltarmos a ser amigos, pois ficamos juntos por muito tempo para apenas esquecermos tudo.

Você acha que o blink-182 ainda é um nome relevante na cena musical em 2010?

Sim, com certeza — só pelo acompanhamento e interesse pela turnê no verão passado e a expectativa que estamos trazendo pro Reino Unido também. Na verdade, eu estava muito atordoado e surpreso com a enorme reação de quando o blink voltou. Não sabíamos se as pessoas ainda ligariam. Nós ficamos separados por cinco anos e poucas bandas têm a chance de voltar e ter a reação que nós tivemos, então cabe a nós fazermos um grande álbum para retribuir.

Você notou a visível mudança na cena musical enquanto vocês estavam separados?

Tudo é cíclico, sabe? O Pop vai e vem em ciclos, o rock vai e vem em ciclos, o hip-hop vai e vem em ciclos, então tudo muda e envolve coisas diferentes. Nós somos o blink-182 e temos apenas que manter nossas cabeças baixas e fazer o nosso negócio, sem se preocupar com o mundo lá fora.

Falando em música pop, você ouviu o cover de “All The Small Things” do Jedward?

Eu ouvi o cover. É engraçado, pois de repente nos forums online e no meu Twitter as pessoas começaram a falar dessa banda fazendo cover de All The Small Things — era tudo desde “finalmente uma banda boa tocando essa música” até “como vocês podem deixar alguém fazer um cover de suas músicas?” — nós nunca demos permissão para eles, mas não acho que deveríamos. Acho que qualquer um pode fazer covers de músicas de qualquer pessoa.

Não ouviu esse cover? Então clique aqui e tire suas próprias conclusões.
Você acha que eles acabaram com a música?

Acho que não — é grudenta e eles podem fazer o que quiserem, é a banda deles. Eles escrevem as próprias músicas? Não conheço muito sobre a banda, pelo que eu vi parece que eles só fazem covers. Eu ouvi a música e realmente não tenho nada a dizer – eles só estão fazendo o trabalho deles, tá tudo bem.

Vocês tocarão no Reading and Leeds festival no fim de agosto. Você acha que o blink-182 é uma boa banda para festivais?

Sim, sempre é interessante quando você toca em seus próprios shows, mas quando você toca em festivais você tem que converncer outras pessoas, então é mais difícil. Eu estou animado para os festivais. Crescer tocando baixo na garagem do meu pai e vendo na televisão bandas como Green Day, Nirvana e Sonic Youth e todas essas bandas no Reading — é tipo um festival ícone para tocar e ter que voltar e tocar novamente. É bem legal.