Resenha do Blink-182 no Epicenter 2010

Autor Por Danilo Guarniero em 27/09/2010

Confira abaixo a resenha postada pela KROQ sobre o show do Blink-182 ontem no Epicenter 2010.

Na noite passada, uma boa parte das pessoas saíram depois que o Eminem terminou, mas esta noite isso não aconteceu. Assim que o Rise Against terminou seu show, quase todo mundo permaneceu lá esperando pela atração principal, o Blink-182. Eles entraram no palco da mesma forma que fazem em seu álbum ao vivo — The Mark, Tom and Travis Show — começando com “Dumpweed”.

Eles continuaram com “Feeling This” e todo mundo estava cantando cada palavra da música. Depois veio uma música que eu achava que seria tocada mais pra frente, “The Rock Show”, e todas as garotas ao meu redor começaram a enlouquecer.

Nessa hora eu achei um lugar no backstage da KROQ, onde eu estava ao lado de um dos guitarristas do A Day To Remember. Ele recusou a cerveja que eu ofereci, mas foi legal ver caras de outras bandas prestigiando essa performance exclusiva.

Após uma breve pausa, eles tocaram “What’s My Age Again”, seguido por um pequeno solo do Travis enquanto eles começavam “Violence”. Aí eles desaceleraram as coisas e começaram a tocar “I Miss You”, com Barker segurando a batida.

“Esse é o último show que estaremos tocando antes de entrar em estúdio,” disse o guitarrista Tom Delonge. “Não há outro lugar que preferiríamos estar a não ser aqui na California com a KROQ.” Foi bom sentir o amor não só da banda, mas também da platéia. Eles foram à loucura quando Mark mencionou a KROQ, e uma sensação de orgulho passou por mim depois de ver a reação da multidão.

“Stay Together For The Kids” foi a próxima, e teve uma hora que o telão focou no Travis enquanto ele tocava com a cabeça inclinada para trás e olhos fechados. É impressionante como ele é talentoso. Ele acrescenta viradas na bateria que não aparecem nos álbuns, e as executa perfeitamente toda hora.

Eu vi um cara segurando um bebê adormecido com um par de fones de ouvido da Beats By Dre. Eu não aguentei e ri, mas minha atenção logo voltou para o Blink novamente quando Tom disse, “Essa música é sobre se apaixonar”, e entraram em “Always”.

Depois disso eles tocaram “Stockholm Syndrome” e “First Date”, e terminaram dizendo “Vamos fazer esse show durar pra sempre, pois é o último até o ano que vem,” e aí foram para “Man Overboard”. Eles partiram para uma música mais rápida, “Don’t Leave Me” e finalizaram o set com “All The Small Things”, “Reckless Abandon”, “Josie” e “Anthem Part 2”. E aí uma enorme cortina desceu na frente do palco.

Um monte de caras perto de mim começaram a gritar “mais uma música!” várias vezes até as cortinas subirem, e de repente você vê Travis sentado na sua bateria, preso pelo seus cintos. Sua bateria se elevou no ar e começou a girar, tudo isso enquanto Travis mantinha uma batida perfeita. Após alguns minutos dele tocando, Mark e Tom voltaram ao palco e eles tocaram “Carousel”, e durante ela Tom exclamou “Nos vemos ano que vem com um novo álbum.”

O som super familiar da introdução de “Dammit” ecoou pelo festival, e as pessoas começaram a ficar frenéticas. Parecia que toda a multidão estava cantando junto, palavra por palavra. Assim que a música terminou, uma enorme explosão de confete foi jogada no povo e esles tocaram sua música suja e curta, “Family Reunion”, para fechar a apresentação.

O Blink-182 foi uma grande forma de fechar o Epicenter 2010. Os fãs pareciam super animados em ver o trio de volta e tocando na cidade natal de Travis. Todos eles pareciam felizes por terem tocado para uma platéia californiana que aguentou inúmeras horas de calor e exaustão apenas para ver o Blink, alguns pela primeira vez.

Epicenter 2010 foi invrível e esse fim de semana foi nada menos que maravilhoso. Obrigado a todos que vieram ou assistiram aos shows online.