Resenha de Dogs Eating Dogs na Alternative Press

Autor Por Mona em 14/12/2012

A Alternative Press fez uma resenha do Dogs Eating Dogs, EP do blink-182 que será lançado dia 18 de dezembro.

Abaixo, você confere a tradução da matéria, com detalhes sobre todas as cinco músicas. Enquanto isso, a ansiedade só aumenta.

 

 

Tipicamente, EPs são vistos como lançamentos para tampar buracos entre turnês e álbuns. Mas o empenhado “Dogs Eating Dogs” do blink-182 é mais que isso. Considerando que levaram mais de dois anos, desde a reunião original de banda em 2009, para que lançassem novas músicas, o fato de que o EP foi conceituado, escrito, gravado e lançado em menos de dois meses é um atestado de quão importante o blink-182 se tornou novamente para Tom DeLonge, Mark Hoppus e Travis Barker. (Claro, poderíamos ter esperado um pouco mais se isso significasse uma capa com a arte mais legal, mas isso não importa). O fato é que os fãs de Blink não devem ignorar esse lançamento enquanto esperam o lançamento de um álbum completo, já que Dogs Eating Dogs é um grande esforço.

A música de abertura do EP, “When I Was Young”, é também a sua melhor. Uma abertura de 40 segundos te dá uma falsa ideia de calmaria (ou pavor, dependendo do quanto você gosta de Angels & Airwaves), mas então a música exige sua atenção com um verso acelerado puxado por chimbais rápidos, e os melhores vocais de DeLonge em algum tempo. Então o refrão chega, com Tom cantando “It’s the worst damn day of my life,” enquanto Mark entra com “It doesn’t hurt that much”. É um bom exemplo dos duetos do Blink, e gruda na sua cabeça.

A música que nomeia o EP, cantada por Mark Hoppus, tem mais que algumas semelhanças com “Lycanthrope” do +44, e também parece com algo como Alkaline Trio. (Apenas imagine Matt Skiba cantando e você entenderá). É a música mais raivosa e agressiva do EP, e tem uma energia que faltou em Neighborhoods.”We need to find some middle ground/It’s always sex or suicide”, Hoppus canta, enquanto repete o nome da música antes que DeLonge cante o restante do refrão.

A música seguinte, “Disaster”, é a oportunidade de Tom para trabalhar em um ritmo que lembra mais outra banda, Angels & Airwaves. A introdução contém o que parecem ser frequências de rádio manipuladas, toques de marcha na bateria e diversas notas de guitarra em delay. Mas felizmente, quando os vocais entram em torno da marca de um minuto, o ritmo acelera e o pedal de delay é trocado pelo pedal de distorção. As letras do refrão de Delonge são um pouco bobas (What do you fear, my love?/Your soul, it will float like a dove), mas seu entusiasmo é palpável.

“Boxing Day” é a primeira balada do trio desde “I Miss You”, em 2003, e as músicas tem muito em comum em suas letras (não só porque Hoppus se refere ao natal em ambas). O refrão de cada música é focado no poder do amor, especialmente quando o mesmo não está disponível ou  é impossível (“Don’t waste your time on me, you’re already the voice inside my head” de “I Miss You,” “I’m empty like the day after Christmas/Swept beneath the wave of your goodbye” de “Boxing Day”). E sim, a melodia dos versos de Tom DeLonge parecem um pouco com “All Star”, do Smash Mouth (uma vez que você percebe, é difícil reverter a situação), mas o resto da música é bem construído, com Barker tocando seu kit eletrônico que adiciona um elemento único por trás do acústico dos instrumentos de Mark e Tom.

“Pretty Little Girl” é a música que causará mais polêmica, já que tem participação do rapper Yelawolf. Não é tão estranho quanto quando Lil Wayne fez participação em uma música do Weezer, mas não adiciona nada à música, além de 35 segundos. (Caras, só porque Travis Barker teve uma ideia, não significa que vocês tem de fazê-la). O restante da música carrega uma vibração new-wave em seus versos, com o baixo de Hoppus trabalhando pesado por baixo de sintetizadores. A música atinge seu auge antes do refrão, com as batidas militares de Barker carregando a letra de Tom DeLonge (escritas para sua esposa): “If you break my heart then I’ll change your mind/And I’ll do it again/If you play the part and I will play mine/And I’ll do it again/If we miss the mark, if we hold on tight/We’ll be here to try it again.”

Levando em consideração o quanto era impossível que o blink-182 se reunisse novamente algum dia, o fato de que a banda superou suas diferenças e lançaram um álbum já é monumental. O fato de que eles aprenderam com os erros desse difícil procesos de gravação e usaram essa experiência para fazer músicas novas muito mais fortes que qualquer coisa no Neighborhoods é impressionante. Se esse é o tipo de música que o blink-182 escreve quando seus membros estão reunidos no mesmo estúdio, então tudo que precisamos é trancá-los durante as próximas gravações. Com sorte, dessa forma eles lançarão uma verdadeira obra de arte da próxima vez.