Resenha: blink-182 com Matt Skiba – Like the old times

Autor Por brunobld em 19/03/2015

Foto por @clemente_310

O sentimento de ontem era praticamente um só em todos: curiosidade. Curiosidade pelo o que seria visto ali no palco, em uma banda digamos “reformulada”, pois era esse o sentimento que Mark e Travis trazia em suas entrevistas, cutucadas, e fotos do Instagram durante os ensaios.

E misturava também todos os sentimentos que um fã poderia sentir, a curiosidade, a decepção se não fosse legal, ou a empolgação pelas novidades que poderiam vir se desse tudo certo. Por motivos óbvios, quando a banda entra no palco, a gente esquece de tudo e acaba prestando pouca atenção nesses mínimos detalhes.

Passado a euforia dos primeiros acordes, era notável a segurança de Matt Skiba no vocal e na guitarra de Feeling This, e a casa de show onde estava no máximo 300~400 pessoas tinha um som impecável.

Clássicos como What’s My Age Again, The Rock Show e Going Away To College, tiram qualquer fã do chão, e não tem sentimento melhor ao ouvir essas músicas ao vivo, com seus ídolos ali na sua frente. A grande balada de todos os shows, I Miss You, faz todo e qualquer tipo de fã ou apenas um mero espectador que está ali de passagem cantar em voz alta.

Mark Hoppus pede para que apaguem todas as luzes, e o bate-cabeça come solto em Happy Holidays to Bastard. Que momento!

Dumpweed veio apenas para continuar a destruição que o trator blink-182 já estava fazendo. E o Matt Skiba ein? Dumpweed parecia soar como em 1999, como no Big Day Out em 2000, como nos melhores momentos que o blink-182 já teve em sua história. Who the fuck is Matt Skiba? Who the fuck is Tom DeLonge? Ali, era o nosso blink-182.

Mais de 10 anos sem tocar, e Mark veio com a grata e belíssima surpresa com Wendy Clear. Momentos que nos levam ao grande “The Mark, Tom and Travis Show”.

Always mais uma grata surpresa nos vocais de Matt Skiba, que segurou muito a bronca e sabia o que estava fazendo, veio depois com uma sequência avassaladora de energia com Don’t Leave, Easy Target, First Date e Heart’s All Gone.

Na minha humilde opinião, um dos ápices da noite era agora. Dysentary Gary com a segurança da voz de Matt Skiba. Ok, precisamos de uma pausa agora, pra poder cair a ficha. Estamos no show do blink-182. Ok, pausa com cover de Misfits de Skulls.

Nada melhor do que voltar com o hit de All The Small Things seguido da grandiosa e energética Man Overboard, a banda estava com tudo, estava feliz, estava empolgada e queria mostrar serviço no palco.

Quando Matt Skiba começou os vocais solos de Reckless Abandon, me bateu um pouco de tristeza (preciso confessar), nada contra o cara que tava segurando muito a bronca, sabia o que estava fazendo ali naquele palco, e inclusive estava fazendo piadas com Mark. Mas sim porque algumas canções do blink-182 são “incantáveis”, e uma delas é Reckless Abandon. Uma boa performance da música, tocada literalmente nos eixos, porém não era Tom DeLonge, com aquela voz rasgada com seus gemidos característicos.

Mas nada que Carousel possa fazer logo em seguida, com Mark Hoppus puxando aquela introdução no baixo que deveria ganhar Oscar e estátua, e com os vocais de Matt Skiba  que nos levam de novo para aquela época mais punk rock do blink-182.

Finalizamos o show com um monstro a parte, uma pessoa que não pode ser humana, pois quando Travis Barker começa qualquer solo de bateria, nós viramos meros humanos, e ele… bom, estudos ainda precisam ser feitos para descobrir o que ele realmente é, pois aquilo tudo que vemos na nossa frente, não pode ser real e nem humano. Violence, Dammit e Family Reunion, só nos deixam a vontade de querer mais e mais, e se tivesse que ficar ali mais 3 horas ouvindo todo o repertório que a banda pudesse oferecer eu ficaria.

Como diz o título da resenha: Like the old times. E que energia. Um show que como disse muitas vezes, feito de momentos. Momentos épicos que ficam na memória de qualquer fã para sempre.

Setlist do show:

  1. Feeling This
  2. What’s My Age Again?
  3. The Rock Show
  4. Up All Night
  5. Going Away to College
  6. Down
  7. I Miss You
  8. Happy Holidays, You Bastard
  9. Dumpweed
  10. Wendy Clear (Primeira vez desde 2004)
  11. Always
  12. Don’t Leave Me
  13. Easy Target
  14. First Date
  15. Heart’s All Gone
  16. Dysentery Gary
  17. Skulls (Misfits)
  18. All the Small Things
  19. Man Overboard
  20. Reckless Abandon
  21. Carousel
    Bis
  22. Violence
  23. Dammit
  24. Family Reunion