Por Uma Vida Menos Ordinária

Autor Por Fernando Belucci em 15/07/2009

Em meio um mundo novo, com internet acessível à (quase) todos, downloads de músicas, filmes séries, revistas, livros, HQs, até uma pizza se possível, vemos como estamos evoluindo (regredindo, diriam alguns) cada vez mais rápido. Não faz que era comum ir ao cinema, mais do que atualmente, existia videocassete (agora virou lenda, tente procurar um… É mais fácil encontrar uma loira de vestido branco no banheiro masculino), nem faz tempo que comprávamos CDs!

É mesmo, não faz tempo que pagávamos uma nota por CD com 12, 11 até 10 músicas, delirávamos no encarte, aprendíamos a gostar até das músicas menos legais do álbum. Hoje baixamos coletâneas inteiras de algumas bandas, nem ouvimos, temos tanta coisa pra fazer neste PC e ao mesmo tempo: NADA.

Como ouvi uma vez: estamos na era em que há mais disponibilidade de informação e há mais gente desinformada. Não falo saber notícias, da morte do Michael Jackson (uma grande perda), não falo sobre o jornal da tarde, da noite, do Sarney. Falo do demais, a internet é como um carro com tanque cheio e temos um mundo todo pra conhecer, e no máximo damos uma parada no UOL e vemos como anda as coisas. Tanto assunto interessante pra aprender, não podemos esperar uma pessoa falar que algo é interessante para começarmos a nos interessar. Já que existe uma infinidade de informação, que pelo menos não sabemos só o que nos querem contar, conheceremos o desconhecido, já que levamos só isso da vida mesmo.

Se você conhecer lugares bacanas e diferentes, entrar em um site de armazenamento de músicas para bandas independentes, como no caso do site “trama virtual”, vemos que o mundo (principalmente musical) não existe só naquela casca que mostram pra gente. Muitas bandas saíram daquele poço negro, que preferimos esperar alguém tirar uma balde do fundo dele e falar: “nossa, isso é bom!”

Há infinidades pros nossos parâmetros, tem milhares de bandas querendo ser ouvidas, milhares de filmes querendo ser assistidos. Milhares de garotas legais querendo ser conhecidas (não larguem as namoradas, garotinhos…).

É chato ver o mundo cada vez mais padronizado, onde fica cada vez mais preconceituoso… Parece que não, mas há mais hoje preconceito com situação financeira, beleza, cor de pele, peso que nunca houve. Enquanto não notamos (incluo eu) que tudo que está na casca não nos interessa, pois daqui a 30 anos esse encontro de fãs de Blink (ou qualquer banda) não terá esse povão bonito, seremos só velhos barrigudos (e barrigudas, garotas) falando sobre algo que passou. Que o respeito venha HOJE, em épocas que ler Marx e conseguir uma receita de bolo tem a mesma facilidade. Cultura e respeito são ruim só pra quem nunca teve. Indecisão e desinformação só existem mesmo dentro de nós, somos nós que decidimos o que é problema na nossa vida.

Fernando Belucci tem 24 anos, estuda Jornalismo, é  escritor e roteirista de quadrinhos, um blog de contos… Espera não ofender muita gente, só espera. E recentemente é o mais novo locutor. Só não vale pedir música pelos comentários.