Por onde anda Scott Raynor?

Autor Por Mona em 03/04/2013

Scott Ansley Raynor nasceu em 23 de maio de 1978 e foi o primeiro baterista do blink-182, durante 6 anos (1992-1998). Muitos dos fãs da banda ainda se perguntam por onde anda Scott atualmente, e o Action182 preparou um post com algumas curiosidades sobre o paradeiro do baterista, que hoje mora em Los Angeles, e as polêmicas que o tiraram da banda que já vendeu mais de 30 milhões de discos pelo mundo.

blink-182 - scott raynor - mark hoppus - tom delonge - dude ranch - dammit

Em 2001, o site San Diego Punk entrevistou Raynor, que na época fazia parte da banda One Track Mind. Quando perguntado sobre em quais bandas esteve desde o blink-182, sua resposta foi: “Yeah Death on Wednesday, e foi um prazer tocar com esses caras, e agora estou na One Track Mind, mas vou tentar outras bandas, como A Big, A Bang, A Boom. E também a Trailer Park Queen”. Desde então o baterista passou por outras bandas, tentou abrir uma gravadora, e também fez (ou ainda faz) trabalho voluntário para a Stand Up Kids, organização que ajuda crianças de rua com comida e produtos de higiene.

“Eu nunca teria ficado pelado”, foi o que Scott disse quando questionado sobre o blink-182. Em 2004, ao ser entrevistado por Jason Tate para o abolutepunk.net, o primeiro baterista do trio californiano conta que sua amizade com Mark Hoppus e Tom DeLonge não sobreviveu à divergência de ideias que acontecia na banda. “Seguimos caminhos diferentes, e eles estão fazendo o que queriam, coisas que eu não teria feito, e vice versa”.

Veja o enorme sucesso que o blink-182 fez por toda a nação nos últimos anos. Você se arrepende de não estar lá?

Sim e não. Sou um músico e quero sucesso pelo que faço, mas não o tipo de sucesso que eles tem, entende?

Uma coisa que sempre me incomodou sobre o “novo blink” é que em todas as suas biografias, DVD’s e livros, você passa despercebido. Como se a banda só tivesse começado quando Travis entrou. Como você se sente sobre isso?

É, isso é o que mais me machuca sobre isso tudo. Me dediquei seis anos em algo que amava, e isso foi tirado de mim por pessoas que eu pensava serem meus amigos, e fui deixado para trás.

Na biografia do blink-182, originalmente publicada em inglês em 2010, Scott Raynor também forneceu algumas entrevistas sobre sua saída da banda. “O fato de que a Epitaph queria nos contratar ainda ocupa o lugar de uma das maiores conquistas da minha vida. Eu realmente queria ter assinado com eles, mas estar em uma banda significa transigência (…) Eventualmente, não havia mais parte do meu coração o suficiente na banda para justificar minha presença. Eu caí fora”.

Até então, os fãs podem ficar confusos. Os boatos sempre foram de que Scott era o problema na banda, e até então o baterista não admitiu nada disso. Porém, na biografia, ele conta: “Eu estava bebendo demais, estava sendo irresponsável (…) Eles me pediram para me internar em uma clínica (…) É uma grande dor, mas eu não tenho mágoas, nem deles, nem de mim mesmo. A banda teve razão em me demitir“.

Desde 2010 não há muito material recente sobre o que faz Scott Raynor atualmente, mas uma coisa é fato: ele não parou de tocar bateria em nenhum momento. Em 2011 o baterista apareceu pelo Twitter, agradeceu aos fãs que ainda lembravam-se dele, porém, não usou a rede social por muito tempo.

Scott Raynor - Twitter - Blink-182

Por fim, a última aparição de Raynor foi em um vídeo de sua banda atual (até onde sabemos), Fantasticas Bastidas.