Coluna: O novo Tom não é novidade

Autor Por Wiu Eduardo em 13/04/2015

Desde Janeiro de 2015, quando Mark Hoppus e Travis Barker anunciaram que Tom DeLonge estava fora do blink-182 por tempo indeterminado alegando falta de comprometimento de Tom com a banda, a maioria dos fãs apontaram seus dedos na cara do ex-guitarrista e o crucificaram.

Muita gente ainda o julgou dizendo que DeLonge mudou tanto que estava mais pra Bono Vox com o último álbum do blink e o novo do AVA do que para o velho fucker boy em TOYPAJ.

Ok, essa foi até engraçada. (huehue)

Mas é fato que até antes do “Neighborhoods” ser lançado em 2011, Tom já era um artista diferente comparado ao noventista de piercing no lábio. E em pleno hiato do blink de 2005, pra ser mais exato no mês de Junho, o nome Angels And Airwaves foi registrado no escritório de marcas e patentes dos Estados Unidos. Ou seja, Tomas Matthew DeLonge vem mudando/evoluindo/crescendo enquanto artista à mais de DEZ ANOS.

tom-action182

O “novo” Tom não é novidade, assim como sua indesejada distância do blink-182. Não adianta dizermos que ele mudou, que ficou chato ou qualquer outro argumento teen para definir o multi-artista que tem se tornado Tom DeLonge. Pouquíssimos outros músicos conseguem mudar, e leia-se evoluir, como ele tem conseguido.

É claro que DeLonge mudou, é claro que nem todo mundo vai continuar com posters dele na parede do quarto, mas olha só, se você cresceu e guardou todos aqueles posters coloridos com Travis de moicano, Mark usando dickies e Tom de piercing que eram fantásticos no auge dos seus 16, porque os artistas na foto desse mesmo poster também não podem mudar?

Tom não é mais mesmo. Mark, Travis e Skiba (whothafuck) não são mais os mesmos. E isso não é novidade.

Artigo por @wiu