“O blink-182 ainda pode fazer exatamente o que quiser”

Autor Por Danilo Guarniero em 13/08/2014

 

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O site Gigwise fez uma resenha do último show do blink-182 no O2 Academy Brixton, que rolou no dia 8 de agosto (foi a segunda noite nessa mesma casa, a primeira foi dia 6). Em meio a letreiro com palavrão pegando fogo e as músicas tanto novas quanto antigas da banda, o site chegou à conclusão que eles ainda pode fazer exatamente o que quiserem que ainda iremos continuar os amando.

As fotos e vídeos desse show você viu aqui no Action182 e agora acompanha na íntegra a resenha do show que envolveu piadas com Justin Bieber e um Mark Hoppus que se importa com cada centavo que os fãs investiram para estar naquele show que, segundo o site, foi uma das únicas vezes que a banda deixou as músicas falarem a maior parte do tempo.

“Tocaremos sucessos atrás de sucessos, o que é que nem no sexo, eu só quero fazer mais e mais com vocês,” brinca Tom DeLonge suado. Como era de se esperar, as referências sexuais e piadas cruas já estão a todo vapor, mas quando o blink-182 começa a tocar as músicas logo no início com ‘Feeling This,’ ‘What’s My Age Again,’ e ‘Rock Show’, você perceber que eles vão deixar a música falar mais alto (pelo menos uma vez).

O blink 182 não só se tornou conhecido pelas piadas no palco, mas também pela incapacidade de tocar um set sem os deslizes e momentos altamente desafinados de Tom DeLonge – admita, todos nós estávamos lá pra testemunhar o desastre. Eles alongaram sua performance e apostaram nos clássicos para trazer a maior experiência de um show do blink-182, como deve ser.

Mark Hoppus até voltou atrás depois de errar uma nota durante “Always”, pedindo para Travis Barker continuar do último verso: “Eu errei a última nota e quero ter certeza que vocês recebam cada nota que vocês pagaram.” O que é respeitável, já que os£40 (aproximadamente R$150,00) para o ingresso não deram em árvore. Mas como a banda está acostumada a tocar em locais do tamanho de estádios, vê-los no Brixton Academy é o mais “íntimo” que você poderia chegar e é uma experiência especial para os fãs.

Mais para o final do set, Mark Hoppus, por algum motivo, menciona Justin Bieber, e como uma reação relâmpago, a plateia começa a vaiar com toda a força, ligeiramente deixando o afobado Hoppus com um pé atrás tentando defender o artista dizendo que ele é um “bom garoto”. Foi um momento bizarro, mas vocÊ percebe que basta apenas uma menção a uma figura pública odiada para a multidão se unir contra um inimigo comum, o que é bem hilário.

Continuando de onde pararam, a banda tocou ‘First Date’ e‘All The Small Things,’ que são conduzidas energeticamente pelas seções rítmicas e habilidade que Travis Barker tem de sincronizar a banda. É, com certeza, prazeroso assistir ver Barker tocando e não tem como negar que existem poucos bateristas no mundo que conseguem mesclar seu talento com o exibicionismo para entreter.

De volta para o encore, a banda faz um retorno que é muito bem-vindo ao palco, enquanto a multidão reverencia a palavra “FUCK” pegando fogo.

Fechando com Dammit e o seu ‘I Guess This Is Growing Up’ nós somos levados a pensar que a banda está acabando o show com um pingo de maturidade, mas eles rapidamente provam que estamos errados quando a próxima música é ‘Family Reunion’, que começa com a letra “Shit, piss, fuck” etc. etc.… (Você sabe). Depois dessa última música, quando achamos que está tudo acabado, Hoppus volta ao palco para brincar com a bateria do Travis, o que é uma forma divertida e leve de dar um fim ao show.

Eles podem não ser alguns dos músicos mais técnicos do planeta (exceto Barker), mas a parte do Justin Bieber, as insinuações sexuais e a nostalgia pop punk te pegam em cheio e valem exatamente o que você pagou para ver um show do blink-182. E essa noite provou que eles literalmente não dão a mínima, podem fazer o que quiserem depois de duas décadas que nós vamos continuar os amando por isso.

Acompanhe fotos e vídeos da atual turnê do blink-182. Clique aqui para ver todas as datas!