NY Times fala sobre o blink-182

Autor Por Danilo Guarniero em 18/09/2011

Veja abaixo a tradução um artigo que o NY Times publicou falando sobre o novo álbum.

AFIRMAÇÃO: Nenhuma banda punk dos anos 90 foi mais influente do que o blink-182.

Não, nem mesmo o Green Day.

O avanço popular do blink-182 chegou em 1999, com seu terceiro álbum, disco de platina quíntuplo, “Enema Of The State”, que pegou a essência de diversão do punk e deu um brilho, uma polida. Foram vários hits. Estavam entre as músicas mais grudentas da época, o que poderia ser suficiente.

Mas os membros da banda se tornaram estrelas dos vídeos quando a MTV ainda podia solidificar a imagem das bandas. Entre as boy bands e pop adolescente da época, o blink-182 era uma banda de brincalhões, espertos o suficiente para usar os artifícios visuais dos populares para seus próprios fins. Mas a fama não escolhe através das suas origens: depois disso o grupo se tornou tão famoso quanto os que eles parodiavam.

Isso, e a falta de vergonha, instantaneamente diferenciou o blink-182 das outras bandas punk da época. “Quando o Green Day estourou, eles eram muito rebeldes, com muita revolta em suas músicas,” o senhor Delonge disse em uma entrevista via celular. “Era muito atrativo para mim e para muitas pessoas, mas eu não podia me relacionar a eles, eles não eram os caras como eu. Quando o blink chegou, nós éramos muito similares à galera dos subúrbios: eles correm pelados por aí, enchem a cara, andam de skate, têm cabelos azuis. Com certeza não vão aonde seus pais vão. Nós éramos mesmo os moradores dos subúrbios.”

“Neighborhoods” (Geffen), é o sexto álbum do blink-182’s, e o primeiro desde que entrou em hiato em 2005. Durante esse tempo, os membros tiveram vários projetos.

Mas mesmo com o blink-182 em recesso, seu som e estilo podia ser ouvido no pop punk do Fall Out Boy ou na atual onda de bandas pop-punk brilhantes da Warped Tour como The Maine e All Time Low. Ou até mesmo em herdeiros pouco prováveis: os românticos indie do Best Coast fizeram um cover de “Dammit” recentemente, em um show.

“Eu era uma menina de 13 anos estranha, crescendo nos subúrbios onde todos jogávam polo aquático, futebol e ouvia ‘N Sync,” disse Bethany Cosentino, vocalista do Best Coast via e-mail. “Ouvi o blink-182 pela primeira vez e fiquei tipo, ‘Meu Deus, esse tipo de música é totalmente para pessoas estranhas como eu’.”

Ainda assim, mesmo que o blink-182 tenha emergido da cena punk da Califórnia, tocando com bandas como Guttermouth, NoFX e The Vandals, a transição para o mainstream não foi simples. “Nós éramos ostracizados, a banda-piada,” Hoppus disse.

Essa memória hesitou a chegar quando o trio começou a trabalhar em Neighborhoods. Delonge achou que precisava ser mais maduro e progressivo do que os trabalhos anteriores. “Eu pensava que tínhamos muito a provar,” ele disse. Mas vendo o blink-182 através dos olhos dos mais novos ajudou. “Me sinto totalmente diferente agora,” ele disse. “Estou aceitando muito mais o que [a banda] é, não quero mudar tanto quanto ela mudou.” Apesar disso, ele acrescenta, “se você pode provar que tem o poder de ficar, as pessoas vão se render.”