Novo disco do blink-182 será lançado em 2015

Autor Por Danilo Guarniero em 06/08/2014

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No dia 22 de agosto, o blink-182 irá tocar no Hamburg Crash Fest (veja todas as datas da turnê europeia do blink-182 aqui). Aproveitando a ocasião, o site RockFreaks.net fez uma entrevista com Mark Hoppus falando sobre esse festival, sobre o disco novo do blink-182 (que começará a ser gravado no fim desse ano e deve sair ano que vem), sobre o +44 também sobre as surpresas que aguardam os fãs na atual turnê, entre outras coisas. Leia abaixo a tradução na íntegra:

Pra começar, você pode nos contar em que lugar do mundo você está e o que está fazendo agora?

Neste momento eu estou na zona rural inglesa na casa da nossa fazenda que temos, e antes de pegar o telefone eu estava guardando meus equipamentos que eu usei para tirar o mel da minha colmeia de abelhas. Então tive que lavar tudo e guardar hoje.

Parece incrível! As pessoas estão falando um bocado sobre o próximo disco do blink-182. Houve um papo sobre vocês começarem a trabalhar nele no começo do ano, mas a que ponto dele vocês chegaram até agora? 

Estamos basicamente bem no começo do processo. Iríamos começar a gravar no começo do ano, mas tínhamos algumas coisas acontecendo em nossas vidas pessoais e nos impediu de entrar em estúdio, então agora o plano é entrarmos em estúdio no final do ano. Agora nós temos o início das ideias de músicas e estamos muito animados para entrarmos em estúdio e ter um disco o mais rápido possível.

Vocês planejam gravar de forma convencional, com todo mundo junto no mesmo estúdio ou farão isso remotamente, como foi o caso de “Neighborhoods”?

Espero que nós possamos estar a maior parte do tempo no mesmo estúdio. Na verdade, eu estou me mudando de volta para Los Angeles no final desse verão americano, então todos estaremos no sul da Califórnia e será mais fácil nos encontrarmos.

É muito cedo para perguntar se vocês querem um produtor envolvido?

Acredito que, como um todo, nós queremos um produtor no estúdio com a gente. Acho que precisamos dessa opinião imparcial. Mas o negócio é que precisa ser alguém que a gente conhece e respeita. Foi sempre assim com o Jerry Finn, que foi nosso produtor por anos e trabalhou no “Enema Of The State”, “Take Off Your Pants And Jacket” e o “Blink-182”. Ele era um grande amigo que amávamos e respeitávamos completamente suas opiniões como compositor, produtor e engenheiro de som. Jerry parecia pegar o melhor de nós de uma forma completamente única, e vai ser difícil achar isso em outro produtor.

Se olharmos para o último disco de vocês, “Neighborhoods”, ele foi bem diferente dos demais. Olhando para trás agora, por que você acha isso? É porque vocês amadureceram ou superaram o estilo pop punk em algum ponto? O que você acha que foi?

Acho que foi apenas uma progressão natural como compositores. Começamos a carreira fazendo um punk rock bem básico, ou um pop punk, e eu acho que vamos sempre ter esse lado. Na nossa essência, as músicas do blink-182 são melódicas e grudentas, mas queremos fazer coisas diferentes com essa essência também, ao invés de só fazer o mesmo disco um atrás do outro, porque aí acho que a gente enferrujaria. Queríamos fazer uma coisa diferente e tentar ideias diferentes. O Tom gosta bastante de bandas como The Police, Coldplay e U2, com esse som grandioso e expansivo de stadium rock — tipo hinos, com grandes movimentos e essas coisas — enquanto eu sou muito fã de um indie rock compacto, guitarras sujas e músicas rápidas. E tem o Travis, que curte de tudo, de heavy metal e hip hop até um rock old school.  E em algum lugar nessa dinâmica, nós três estamos juntos sempre misturando as músicas com nossos equipamentos. Quando nós três estamos juntos e colocamos as mãos em uma música, aí que fica legal de verdade.

Pois é, dá pra perceber essa diversidade no Neighborhoods. Enquanto isso, não sei se você sabe, mas tem uma banda sueca de pop punk chamada Future Idiots que regravaram as músicas desse disco como se tivessem o som “clássico” do blink-182 antigo. Você ouviu?

Que legal! Apesar de eu ainda não ter ouvido. Mas é uma ideia legal, vou ter que dar uma olhada depois, é demais!

Ah, vou ter que perguntar o que você achou na próxima, então. Mas voltando a falar do som mais maduro de vocês, o que você pensa hoje sobre os disco s mais antigos como “Cheshire Cat” e “Dude Ranch”? Vocês ainda curtem eles e incluem músicas desses trabalhos no setlist? 

Bom… é interessante, porque você olha pra trás as imagens de feitas há 15 anos e você está vestindo roupas esquisitas e tem um cabelo idiota. Daí você fica se perguntando por que você era assim, mas você também olha pra outras coisas que foram memórias incríveis e é a mesma coisa com as músicas. Quando tocamos uma música como “Carousel” ou “Dammit” – Tocamos “Carousel” desde o primeiro dia que eu conheci o Tom, foi a primeira música que eu escrevi, 22 anos atrás, e ainda é legal tocar. Todas essas músicas são como tatuagens e cada uma delas tem seu próprio significado ou memória/história por trás.

Algumas pessoas também perguntaram sobre o +44, eu sei que você vem enfatizando que o Blink é seu foco principal, mas como estão as coisas agora? Pensa em gravar um novo disco do +44 no futuro?

Não ativamente, mas eu amo aquele disco. Foi um disco muito único naquele momento da minha vida e tem muita emoção que foi colocada ali — muito das coisas que eu me encontrei e coloquei nas letras — e nós nos divertimos nas gravações e fazendo turnê. Então eu amo o disco, mas agora não temos planos para outro. Mas não vou dizer que não vai sair, porque foi muito divertido e eu amaria fazer de novo algum dia.

Várias pessoas da Dinamarca especulam sobre quando vocês vão tocar aqui. Vocês obviamente têm um show aqui perto no dia 22 de agosto no Hamburg Crash Fest que nós faremos a cobertura. Mas o que podemos esperar da performance nesse festival?

Traremos umas coisas das antigas junto com coisas mais novas… Acho que criamos um setlist muito bom que mostra de onde viemos, onde estamos e esperamos que mostre onde queremos chegar no futuro. Tem coisas de todos os discos e muitas ideias legais, como um jogo de luzes interessante e outras surpresas. Apenas divirtam-se.

Aqui na Dinamarca, o maior festival é o Roskilde Festival, e todo ano parece que quando os rumores das bandas que vão tocar começam, as bandas que as pessoas sempre estão esperando são Rage Against The Machine e Blink-182. Queríamos saber se o Roskilde Festival de fato contatou vocês ou se existe alguma probabilidade de vocês tocarem aqui em breve. 

Não temos nenhum outro show marcado além do que já foi anunciado nesse verão, mas eu adoraria tocar na Dinamarca e, definitivamente, assim que tivermos músicas novas vamos fazer várias turnês por anos, então espero que nos encontremos aí.

Você não pode revelar se houve alguma negociação passada com o festival, apenas por curiosidade? 

Eu não sei se fomos contatados ou não. Toda vez que marcamos uma tour, nosso agente está em contato com muita gente diferente, só que eu não consigo saber se houve contato com algum festival em especifico.

Hm, que pena. Eu tinha uma pergunta parecida sobre o Groezrock Festival na Bélgica, onde os rumores da participação de vocês estavam surgindo, mas acho que é a mesma resposta.

Não, não sei nada sobre isso agora, também.

Eu estava lendo um pouco sobre esse seu novo projeto, Nothing and Nobodym e eu estava me perguntando se o blink-182 é a sua prioridade número 1.

Sim, o Blink é sempre meu amor e prioridade principal. É onde eu tenho a maior satisfação da minha vida, depois da minha família, então isso vai sempre ser onde eu coloco grande parte da minha energia, criatividade e paixão. Também temos imprevistos, quanto o Tom e o Travis estão fazendo as coisas deles, então eu e meu amigo Chris Holmes começamos a trabalhar em algumas músicas há mais ou menos um ano. E quando terminarmos essa turnê, teremos três  meses livres antes do blink-182 entrar em estúdio, então eu e o Chris vamos fazer esse álbum nesse tempo. É só um projeto divertido que eu faço enquanto o blink-182 não está em atividade.

Como você acha que isso vai ser? Uma coisa mais ao seu gosto, com guitarras sujas e um indie rock mais compacto?

Acho que sim, mas teremos várias partes bem eletrônicas também, porque o Chris é bem adepto aos teclados, sintetizadores e guitarras, e estamos conversando com vários bateristas. O futuro está aberto, mas será sempre separado do blink-182.

Já que eu estou ficando sem tempo e sem perguntas, vou fazer uma que eu sempre faço: dizer uma música que te anima no momento e que você recomendaria aos leitores. 

Eles deveriam conhecer uma banda chamada Hop Along, eles deveriam conhecer a banda chamada Paws e deveriam conhecer o novo disco do Cloud Nothings. Todas essas são bandas que estão fazendo coisas ótimas nesse momento!

Com certeza concordo sobre o Cloud Nothings e vou dar uma ouvida no Paws também, já que tudo que sai da Escócia parece ser incrível! De qualquer maneira, já que eu não tenho mais perguntas, vou deixar a oportunidade para você falar o que quiser. 

Obrigado pela entrevista e espero que todos curtam o Crash Fest. E espero poder tocar na Dinamarca em breve!