Mark volta a falar sobre a situação do blink-182 e sobre Tom DeLonge

Autor Por Jorge Ferreira em 21/05/2015

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Mark deu uma entrevista essa semana para a galera do podcast Geeknation. Ele falou com mais clareza sobre a situação do Blink-182 com o ex-guitarrista Tom DeLonge. Confira a tradução de uma parte da entrevista abaixo:

Não sou capaz de dizer um dia ou uma hora exata que o blink-182 irá voltar. No estado atual é um divórcio amigável com o nosso ex-guitarrista Tom DeLonge. Esperamos que a situação se resolva sem a intervenção excessiva de empresários e sem toda aquela burocracia jurídica e que possamos seguir em frente.

Tom foi o meu melhor amigo durante muitos anos. Se você parar pra pensar sobre os amigos que você fez durante o ensino médio e na universidade, com quantas dessas pessoas você ainda mantém contato? Quase nenhuma. Estivemos sempre juntos, na mesma van, ônibus, quarto de hotel e no palco por mais de 20 anos. E foi realmente fantástico. Tom é um grande compositor, criativo e cheio de entusiasmo. Ele me inspirou a fazer coisas que eu nunca pensei que poderia fazer, escrevemos ótimas músicas juntos. Sem ressentimentos de minha parte. Estou ansioso para ver o que vai acontecer quando a situação toda se resolver.

A primeira vez que o blink-182 se separou foi muito difícil para todos. Para mim, principalmente, porque eu sempre quis ser o Mark Hoppus do blink-182, não gostaria de fazer mais nada. Quero ser conhecido por isso. É parte da minha identidade. Por esse motivo, não ter a blink-182 naquela época foi estranho. Perder um grande amigo e não ter um trabalho durante alguns anos foi muito difícil.

Dessa vez, quando nos foi informado que o Tom estava fora da banda e não queria mais trabalhar conosco, foi tipo: “Ah, tudo bem.” Eu fiquei decepcionado, é claro, porque eu não podia esperar para entrar em estúdio e continuar gravando essa coisa legal que estamos fazendo por mais de 20 anos, mas é a decisão dele.  Por outro lado, eu pensei: “Ah, finalmente ele saiu, finalmente ele se resolveu.”

Era chato termos que dar desculpas durante as entrevistas sobre o novo álbum, dizendo que “estava chegando” e, na verdade, o Tom nunca tinha tempo, sempre estava ocupado fazendo várias outras coisas. Então quando ele finalmente admitiu e falou “eu estou fora”, eu quase disse: “Cara, estou orgulhoso de você. Finalmente agora você está livre para fazer o que quiser.”

Sabe, uma banda é como uma família. No nosso caso é até mais interessante, porque a banda sempre foi reconhecida como os três integrantes juntos. Não é como outra banda qualquer que as pessoas não reconhecem o baterista ou o baixista quando o encontram na rua. Elas sabem quem é o Travis Barker, sabem quem é o Tom DeLonge. Tem até mesmo pessoas que disputam para saber qual é o membro preferido da banda. (risos)

Então, o que quero dizer é que o Tom é uma grande parte do blink, ele representa uma importante fase na história da banda. Mas é emocionante pensar que finalmente podemos seguir em frente. Claro que eu estou um pouco assustado de pensar que poderemos soar de uma forma diferente a partir de agora, mas, até por conta disso mesmo, é emocionante.