Mark Hoppus trabalhando em novo projeto misterioso com Chris Holmes

Autor Por Danilo Guarniero em 03/09/2013

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A Kerrang publicou, em uma recente edição da revista, uma pequena matéria sobre o blink-182 em comemoração aos 21 anos da banda, que traz uma entrevista com Mark Hoppus. Nela, o baixista fala sobre os altos e baixos de completar 21 anos de banda, novo álbum, turnês, entre outras coisas. Ele também revela que está trabalhando em um novo projeto com o Chris Holmes,  amigo com quem ele já produziu álbuns de diversas bandas como New found Glory e Motion City Soundtrack. Leia a tradução abaixo:

Em agosto, o blink-182 completou 21 anos. Para o baixista Mark Hoppus, esse marco significa que o trio de pop punk é mais da metade de sua vida inteira. Então, será que ele se sente velho? “Não, ter 21 anos é demais,” sorri Mark, conversando com a Kerrang! diretamente de sua fazenda no interior da Inglaterra. “Eu não acho que eu vou me sentir velho até que a banda complete 23 anos, porque a própria letra de What’s My Age Again diz: ninguém gosta de você quando você tem 23 anos…” Falando nisso, como uma banda comemora esse momento importante quando um dos membros mora no Reino unido e os outros moram do outro lado do Atlântico? “Nós conversamos pelo telefone e começamos a planejar a gravação do nosso próximo álbum…” Mark responde. Ah, como nós amamos aniversários!

Antes de falarmos de música nova, o que você traz de bom dos últimos 21 anos?

“Em sua maior parte, os shows! Quando eu penso nos momentos bons da nossa carreira, acho um dos melhores foi quando enchemos o clube Soma, em San Diego, pela primeira vez. Acho que cabiam umas 1.500 pessoas e quando lotamos aquilo foi extraordinário — nunca achamos que seríamos grandes daquele jeito. Nós também tocamos no Madison Square Garden com todos os ingressos vendidos, sem contar quando nós fomos a atração principal no Reading and Leeds Festival. Quando tocamos no Hollywood Bowl, tinham umas fotos de vários artistas muito famosos junto com a gente e eu ficava tipo, ‘Nós não temos nada. O que estamos fazendo aqui dividindo o palco com esse pessoal?'”

E a pior parte?

Provavelmente o hiato da banda. Mas isso se tornou uma coisa que nos amadureceu. Por pior que tenha sido na época, hoje em dia não parece ter sido tão ruim quando olhamos para trás. Foi mais azedo e cheio de rancor do que deveria ter sido, mas eu acho que era necessário acontecer para todos os envolvidos.”

Bom, falando sobre o novo álbum… as gravações são mais fáceis ou mais difíceis hoje em dia?

“É completamente diferente de como era antes. Quando começamos, tudo era gravado em fita, então você deveria ter as músicas 90% escritas antes de entrar no estúdio. Agora que nós temos nossos próprios estúdios, o processo de gravação nos dá muito mais tempo e oferece muitas oportunidades para sermos criativos. Nós temos que nos dar um prazo ou então ficaremos brincando no estúdio por anos. Esperamos entrar no estúdio no ano que vem e ter o álbum já lançado no final da primavera, começo do verão (americano). Nós não temos pensado em nenhuma música nova por enquanto.”

Vocês entrarão em turnê pelos Estados Unidos em breve — depois disso vocês vão começar a compor as músicas? [nota do editor: quando a matéria saiu, o blink-182 ainda não estava em turnê. Você pode ver todas as datas da turnê atual aqui

“Isso. Sempre compomos quando nós três estamos juntos, porque quando não estamos em turnê, o Tom está em San Diego, o Travis em Los Angeles e eu em Londres. Então não nos falamos tanto assim. Mas quando nos juntamos, tudo se ajeita e nós começamos a fazer piadas. E é aí que começamos a compor e nos reconectar em todos os sentidos. Nós provavelmente vamos mostrar ideias uns para os outros quando formos ensaiar para a turnê, e também nas passagens de shows e bastidores dos shows.”

Fazer turnês é tão legal quanto antes?

“Com certeza, e é diferente agora também. Antes, nós viajávamos de van e dormíamos na casa de outras pessoas (ou mesmo na própria van) e tirávamos uns 50 dólares por show. Mas era tão divertido que nenhum de nós ligava que estávamos dormindo no meio da estrada. Agora nós viajamos com muito conforto, tocamos shows gigantes e nos divertimos. Então, é diferente, mas é tão legal quanto.”

O que você está fazendo na sua vida pessoal?

“Nós lançamos a companhia de roupas Hi My Name Is Mark no mês passado, então eu estou trabalhando nisso, e também fazendo colaborações com outros artistas diferentes. Eu e meu engenheiro de som e co-produtor do Neighborhoods, Chris Holmes, também começamos a trocar músicas há alguns meses. Eu tinha umas ideias na cabeça e o blink não estava fazendo nada na época mesmo, então decidimos nos juntar e fazer algo divertido. Temos provavelmente umas 7 ou 8 músicas em vários estágios de finalização. Eu ainda não escolhi um nome para o projeto; ainda precisamos pensar nisso. É tipo um mix de guitarras com com eletrônica… até agora. Eu e ele vamos cantar. Possivelmente no fim desse ano e começo de 2014 nós liberaremos umas músicas.”

E como você mantém contato Travis e Tom? O que eles andam fazendo?

“Eu e o Travis nos falamos por mensagem na maior parte do tempo, enquanto eu e o Tom nos comunicamos por e-mail. O Travis acabou de voltar de uma turnê com o Transplants. Não sei exatamente o que é, mas eu também sei que ele vem trabalhando em umas coisas no estúdio desde que ele voltou. Como sempre. O cara não descansa muito — sempre precisa se manter ocupado. E sobre o Tom, a última coisa que eu soube dele é que ele estava indo em uma caçada ao Pé Grande. Ele e um monte de amigos alugaram uma Caravan e dirigiram ao norte da Califórnia, para onde o Pé Grande foi visto há muito tempo. Não acho que ele esteja trabalhando em coisa nova para o AVA agora. Creio que ele esteja concentrado em ver o Pé Grande e escrever filmes.”

Antes de ir, tem algum plano de colocar uma turnê pelo Reino Unido nessa agenda cheia?

“Não posso dizer muita coisa sobre isso, mas nós estamos animados para voltar… no ano que vem.”