Mark Hoppus entrevista Linkin Park (traduzida)

Autor Por brunobld em 24/09/2010

Confira logo abaixo a entrevista que nosso querido Mark Hoppus fez com o Linkin Park em seu programa, que já postamos o vídeo do youtube aqui, porém agora você pode conferir a entrevista traduzida:

Mark Hoppus: E ae caras… aparentemente vocês não gravaram um album novo, vocês completamente destruiram e reconstruiram sua banda ?!?

Chester Bennington: Bem por ae. É…a gente decidiu que…sabe…realmente queriamos fazer um album que nos desafiasse de um modo que nunca fomos desafiados antes e não cair nas velhas coisas que nos fazem sentir confortáveis

Mark: Tipo o que ? o que faz vocês se sentirem confortáveis ?

Chester: Ahh…você sabe…usar guitarras pesadas, por exemplo, nos refrões e…tipo…a estrutura das músicas, tipo verso-refrão-verso-ponte-duplo refrão, esse tipo de coisa ‘padrão’, coisas que fazemos… E queremos nos pressionar como compositores e tentar coisas novas e com a ajuda de Rick Rubin, sendo um excelente capitão, a magia começou a acontecer, por assim dizer.

Mark:
E vocês se pressionaram para se colocar em algum tipo de ambiente diferente ? ou continuaram gravando no estúdio ou em uma casa ? como vocês gravaram?

Rob Bourdon: Na verdade, o último album foi feito na casa do Rick. Já nesse nós voltamos para o estúdio onde fizemos o ‘Hybrid Theory’ e ‘Meteora. Então, na verdade nós ‘meio que’ escrevemos as músicas no estúdio, fomos ao estúdio sem ter terminado ainda as músicas e nós, meio que gravavámos e compunhamos ao mesmo tempo e, em algumas das músicas, o que você ouve na gravação foi algo foi gravado na primeira tentativa, a primeira da idéia que foi surgindo.

Chester: Uma vez nós estavamos falando de fazer um album que te tírasse fora da sua mente, e realmente te levasse a uma jornada, tipo… que te levasse até a música e fora da realidade por um momento e, nós queriamos entrar em um ambiente mais surreal durante o processo de fazer o album, mas sem tomar alguma droga ou coisa do tipo…

Mark: [risos]

Chester: …e a gente encheu o estúdio com, tipo, 3 mil balões…

Mark: Wow

Chester: …e ..nada te tira mais da realidade como, uma sala grande, um pouco menor que isso aqui, lotada de balões e você deita no chão e: YEAAAHH, HUHUHU ISSO É TÃO LEGAL

Chester: O que estavam trabalhando no estúdio odiaram essas coisas.

Mark: Nós precisamos de 5 mil balões, agora!!!

Rob: A gente nunca tinha sentido isso antes então foi bem divertido.

Chester: Os caras meio que, tiveram que passar uma semana enchendo os balões com a boca.

Mark: Eles estavam todos no chão e no teto ?

Chester: Eles estavam como uma equipe assoprando enchendo milhares, foi louco…

Mark: Sabe de uma coisa? Vocês serão uma grande estória, quando um daqueles que estavam lá estiverem com outra banda dirão: -sabe? uma vez eu estive com Linkin Park e eles me fizeram encher 5 mil balões, vocês serão como lendas urbanas

Mark: Então, como é trabalhar com o Rick [Rick Rubi]n?

Chester: É bom para nós, porque nós gostamos do fato do Rick amar música, de um ponto de vista genial de quem é um fã de música, e ele gosta de músicas boas não importando o estilo ou gênero musical que pertence. Então isso funciona muito bem para nós porque, se criamos uma linha de HIP-HOP, ele sente e nos permite que nos aprofundemos sem deixarmos de nos sentir honestos e sinceros, ao invés de tentar arrancar uma linha de hip-hop porque ‘isso é o que a gente faz’. E…ao mesmo tempo..pode acontecer de nos vermos uma vez por mês.

Mark: Eu já ia perguntar isso, vocês já puderam conhecer ele ?

Chester: Sim.

Mark: É…vocês já trabalharam dois albuns com ele, já deve ter dado pra conhecer ele bem, isso é legal.

Chester: E algumas pessoas pode não achar isso interessante, mas isso nos permite ser mais artistas, realmente tirar a informação:
“eu gosto dessa faixa, eu gosto dessa faixa, eu sinto o que estão fazendo aqui mas eu não ouço uma música, isso soaria ótimo há dez anos atrás na gravação de alguém.”
Sentimos que isso realmente nos ajuda de ‘o que está funcionando e o que não está’ e ele sai, e nós temos que criar música, não é como alguém do nosso lado ” ow, pare ae “

Mark: O que me parece pela experiência de conversar com quem já trabalhou com ele é que realmente é “Só sobre as músicas”. É quase que, todo o resto, claro que ele trabalha com grandes engenheiros [de som] para conseguir boas músicas e, tudo se baseia em ‘isso é uma boa música’, ‘isso é uma música ruim’. É mais ou menos assim que ele trabalha?

Rob: Sim. E também é o fato de ele não ficar o tempo todo indo ao estúdio, todo mês, semana , ele tem idéias novas toda vez, porque o que acontece facilmente no estúdio é que você foca muito em algo, trabalha muito e acaba perdendo toda a perspectiva e nós só vamos por uma estrada. E, para mim pessoalmente, se eu ponho muito tempo em algo eu quero que seja bom porque eu gastei duas semanas nisso e tem horas que a gente vai e ‘eu não estou sentindo’

Chester: Tem algumas músicas que a gente trabalha e trabalha e, nós produzimos até um ponto em que praticamente nos forçamos a acreditar que é uma boa música…e nos convencer de que temos algo especial e desperdiçamos todo o nosso tempo na realidade, então… Eu acho que o nosso relacionamento com o Rick é importante porque nós somos bons engenheiros na banda e sabemos o que queremos fazer e algumas vezes podemos ficar perdidos naquela música…

Mark: Vocês sentem muita pressão ? foram 3 anos desde seu último lançamento, vocês sentiram algum tipo de pressão mais do que o normal nesse album?

Chester: Infelizmente a tour e tudo tão envolvido nos negócios desses dias te tira do estúdio por tanto tempo…muita gente não percebe que a nós temos feito tours, nos estimos na estrada últimos nos últimos 5-10 anos e o resto do tempo tem sido no estúdio então…não é como se agente saísse e fizesse um novo album e depois ficasse passeando por 3 anos, a gente não fica tomando drinks na piscina e rindo tendo vida de rockstar. A gente trabalha muito e eu acho é um desafio para nós, e a pressão vindo pra gente é de fazer mais albuns e com mais frequencia e sem ter a change de ir lá fora e tocar isso.

Mark: E honestamente a sensação é de um album completo e não apenas uma coleção de músicas, eu realmente gosto de como a primeira música que veio como uma pré-intro e volta novamente na The Catalyst, certo ? O que eu achei muito legal e tenho que dizer que foi muito bem feito.

Chester: É, é defitivamente um album que nós, eu na verdade recomendei que nós mostrássemos essa faixa e…

Mark: Dae a gravadora amou essa…

Chester: E a gravadora e as radios olharam e ‘okay…yeah…certo….’

Rob: Você esqueceu de ‘fazer sentido’

Chester: Uma música de 5 minutos………Nós tínhamos uma opção para isso, as pessoas podem fazer isso.., mas esse album realmente é algo que você coloca os fones de ouvido e deixa ele [o album] te levar para uma viagem…essa foi a idéia que tivemos o tempo todo.

Mark: Falando de conceitos, o que é o isso na capa do album ? o que exatamente é isso ? É tipo o Rorshac ? [Personagem do Universo de ‘The Watchmen’] , O pior é que toda vez que eu olho eu só penso no monstro que vive no meu armário com um chapéu

Chester: Hahaha, isso é exatamente o que você disse.

Mark: Isso foi demais, muito obrigado por virem no show, eu realmente gostei

Chester: Obrigado

Mark: O novo album do ‘Linkin Park – A Thousand Suns’ está a venda, muito obrigado por assistirem.

Obrigado ao Douglas Ricardo por traduzir a entrevista!

Para assistir a entrevista na integra veja o vídeo logo abaixo: