Mark Hoppus e sua paixão pelo Chelsea

Autor Por rutinha em 24/04/2012

Leia abaixo uma entrevista feita com o Mark pela ESPN, onde ele fala sobre esportes e sua paixão pelo Chelsea:

Verão passado, Mark Hoppus do Blink-182 decidiu que estava cheio do sul da Califórnia. Ele viveu toda a sua vida lá – entre todas as viagens e turnês – e precisava de uma mudança. Então ele levou sua esposa e seu filho de 9 anos para viverem em Londres por um ano.

O clima é mais frio, ele anda a pé ao invés de carro e há edifícios históricos em todos os lugares – marcando completamente o contraste do concreto ensolarado do Sul da Califórnia. E em Londres, todo o mundo ama futebol, algo que o roqueiro de 39 anos tentou adotar. Ele deu o seu apoio ao Chelsea FC, o caro time da English Premier League que ostenta as estrelas internacionais Didier Drogba e Fernando Torres.

O gol do Drogba quarta à noite os ajudou na vitória de 1-0 contra o Barcelona na primeira partida da semifinal da Champions League. A segunda partida da série será semana que vem na Espanha.

E, apesar de ter se mudado para outro país, Hoppus retornou com seus antigos colegas para criar um novo álbum, “Neighborhoods”, que foi lançado em setembro – o primeiro álbum em oito anos do trio composto por Hoppus, Tom Delonge e Travis Barker. Ele viaja de volta para Nova York para apresentar seu programa de televisão, “Hoppus on Music”, que vai ao ar na Fuse nas noites de quinta-feira.

O Blink-182 também está embarcando em uma grande turnê, que começa em 10 de maio em Thackerville, Oklahoma, e termina em 21 de julho em Lisboa, Portugal.

Nós conversamos com Hoppus sobre o seu novo time, a maneira estranha como ele é tratado pelos torcedores de futebol ingleses e quais partes do futebol ele acha que “não fazem sentido.”

Quando você se mudou para Londres, você decidiu apoiar o Chelsea FC na English Premier League. Como é que foi?

Tem sido uma experiência educacional para mim, com certeza. Quando o Blink tocou por aqui, isto sempre me fascinou, a paixão e o fanatismo das pessoas pelo seu time. Eles são dedicados, fãs ao longo da vida que estão totalmente comprometidos com seus times. Então, eu comecei a segui-los e eu estou como eles. Quando eu me mudei para Londres, eu queria escolher o meu time local. O mais próximo de mim é o Chelsea, então ele se tornou meu time local. Uma vez declarada a sua lealdade a um time, qualquer pessoa que não o apoie tem o dever de te arruinar, de te dizer que você é um idiota e que você fez a escolha errada. [Risos]

Chelsea é um dos times mais caros e mais bem sucedidos do mundo. Você se preocupa em ser chamado de favorito?

Eles meio que têm a reputação de serem os Yankees da Premier League. Eles têm um monte de dinheiro  e eles vão pagar pelos melhores jogadores, mas o melhor time em qualquer esporte em todo o mundo fará o que for preciso para obter os melhores jogadores.

Como foram as interações com os torcedores ingleses?

É estranho porque eu vou twittar sobre isso ou postar no meu Facebook quando o Chelsea estiver jogando. E uma vez nós perdemos um jogo, então eu falei “Ei, foi muito ruim para nós, mas parabéns ao Manchester United, foi um grande jogo.” E as pessoas aqui falavam “Por que você sempre felicita o outro time por ele ter ganho do seu?” Você deveria culpar os árbitros, as condições no campo, a posição do sol. [Risos] Você nunca diz “parabéns”.

Espera um pouco… então você está dizendo que nós, americanos, somos mais educados que os britânicos?

[Risos] Eu acho que em geral, o Reino Unido é mais educado que os Estados Unidos. Em relação aos esportes, porém, eu acho que eles envergonham todos os outros em termos de “é o meu time ou a morte”.

É só futebol o tempo todo ou você está acompanhando outro esporte no Reino Unido que não seja necessariamente popular por lá?

Vivendo aqui, eu realmente acompanhei os dardos pela televisão. [Risos] Campeonato de dardos. Outro interesse, eu não tenho noção de nada sobre estes dois esportes, mas estou interessado em cricket e rugby. Eu não sei nada sobre eles. Eu sei que o cricket leva, tipo, cinco dias para se jogar uma partida.

Você sempre foi fã de esportes?

Nos últimos anos eu fiquei mais por dentro dos esportes. Quando eu estava crescendo, os esportes que eu gostava eram independentes, como o skate. Eu realmente gostava de skate, e não necessariamente transmissões esportivas. Nos últimos cinco ou seis anos, tenho estado mais por dentro do futebol americano, e um pouco de NBA. Eu também gostei de hóquei por um bom tempo. Basicamente, eu só sei o suficiente para sustentar uma conversa num jantar. Eu consigo ter uma opinião e mantê-la. Não posso cuspir todas as estatísticas, mas pelo menos posso finalizar uma conversa.

O seu interesse por esses esportes ajudou a quebrar o gelo em sua nova cultura?

Totalmente. Eu acho que para os homens em especial – e as mulheres também – ele quebra o gelo. Eu tive a sorte de ter sido convidado para a Carling Cup [um torneio de futebol Inglês, no qual o Liverpool ganhou nas penalidades contra Cardiff City em 26 de fevereiro]. Eu estava em um grupo de 12 pessoas que eu nunca tinha visto, mas ainda podemos falar sobre o jogo e jogadores diferentes, e como seu time e o meu time estão indo. É uma boa forma de superar diferenças culturais. Eu estava falando sobre como eu não sabia nada sobre cricket ou  rugby. Então, é definitivamente uma boa maneira de quebrar o gelo e conhecer novas pessoas. E para alguns caras num jantar, é tudo o que temos. [Risos] É tudo o que realmente temos. Então você pergunta se há bons filmes rolando, ou se existem boas bandas novas. É isso aí.

Para um cara tão intenso – sempre viajando, sempre criando música e até mesmo a sua música tem ritmo acelerado – o futebol parece ser um esporte lento para você.

Meu Deus, OK, como um americano eu não posso suportar um 0-0. Eu não posso suportar o fato deles permitirem empates e tudo isso em primeiro lugar. Como você pode ter um jogo e não ter um vencedor? Isto é errado.[Risos] Está errado ao meu ver. Isso não faz sentido. Você assiste a um jogo por 90 minutos e ninguém pontua e as pessoas apertam as mãos e vão embora. Está errado. Não. Alguém tem que ganhar. Isso é uma falha fundamental no sistema que temos. Isso nunca deveria acontecer. Alguém tem que sair do estádio vencedor e perdedor, é a única coisa que faz algum sentido.

Eles dizem “Ah, um empate hoje”. Que chato isso! Eles vão dizer que houveram grandes tentativas e grandes defesas. ‘Oh, a defesa estava incrível hoje!’ [Risos] Defesa incrível. Isso não faz sentido. São eles tentando se encobrir porque parece uma perda de tempo.[Risos] Mas eu sou um visitante em uma terra diferente, então eu tenho que aguentar o melhor que posso. Mas isso não faz sentido.