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Faixa-a-faixa: Mark Hoppus e Matt Skiba comentam todas as músicas do disco “California”

Autor Por Danilo Guarniero em 14/07/2016

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Para a revista NME, Mark Hoppus e Matt Skiba comentaram um pouco a respeito de cada uma das faixas que estão no disco California.

Abaixo está um pequeno resumo:

Cynical

(Mark) Ótima música de abertura do disco. Ideia do John Feldmann que fez muito sentido. Travis tá fazendo essa virada enorme na bateria, erra e grita um “AAARGH” de frustração. Mantivemos isso.

Bored To Death

(Matt) Primeira música que o blink-182 compôs com John Feldmann. Mark e John começaram a trabalhar nela juntos. Mark gravou o primeiro verso e eu ouvi ele gravar. Então eu tentei escrever o que aquele trecho representava para mim, minha percepção disso. A continuação no segundo verso é sobre algumas coisas que passei e estava passando – de ir para um lugar difícil na minha vida para estar aqui, em um momento brilhante, essa transição. Do meu ponto visto, é muito mais fácil dizer “estou entediado” ou “estou nervoso” do que “eu estou mal”.

She’s Out Of Her Mind

(Mark) É uma das mais simples do disco. Nós tentamos superar cada um dos refrões que criamos, então a música é uma fusão de diferentes ideias de refrões.

Los Angeles

(Matt) Essa foi a primeira ruptura do que as pessoas esperam do blink-182 – mas de uma forma muito boa. Tem bastante potencial. Existe um clube de armas em Los Angeles que eu vou às vezes e preciso dirigir pelo subúrbio para chegar lá. É escuro e sujo, e isso contrasta com a ideia de beleza de LA. Essas duas coisas é o que fazem Los Angeles o que ela é.

Sober

(Mark) Compusemos com o Patrick Stump (Fall Out Boy). O primeiro verso é uma história de quando o Matt trabalhava entrando cartas de bicicleta em Chicago. O segundo verso é uma história fictícia sobre um romance estilo Sid [Vicious] e Nancy [Spungen] – duas almas perdidas que estão perdidas no mundo e só têm a si próprios.

Built This Pool

(Mark) É uma música que eu venho trabalhando em cima há muito tempo. Sério! Um dia o Travis chegou pra gravar uma música no estúdio e o produtor John Feldmann disse: “vou tocar isso aqui pra você, manda uma batida com quatro compassos e finaliza”. A música acabou e o Travis disse “é realmente isso?”

No Future

(Matt) Quando eu ouço a música é como duas músicas diferentes. Compusemos a música juntos. Estávamos no verso e na hora que chega no refrão, John Feldmann deu a ideia de mudá-la de rumo totalmente.

Home is Such a Lonely Place

(Mark) Ponto alto do disco. Ela foi concebida depois de uma conversa que tive com o John sobre o dia em que nossos filhos saírem de casa para estudar, trabalhar e construir suas próprias famílias. Você está feliz por eles, mas como pai está triste pelo seu filho ter que ir embora. Meu trecho favorito do disco é dessa música. “O lar é tão solitário sem você”, gosto dessa parte porque o lar é algo que deve trazer conforto, mas às vezes também pode ser o pior lugar do mundo.

Kings Of The weekend

(Matt) É uma das músicas que eu menos tenho envolvimento, no sentido de composição. Fiz algumas partes da guitarra, mas é uma música que eu jamais escreveria, por isso é legal cantá-la. É uma faixa que eu facilmente seria fã, olhando de fora.

Teenage Satellites

(Mark) Eu gosto mesmo do espírito dessa. Quando você ouve, dá vontade de conquistar o mundo. Foi a última ou penúltima música composta no disco. Começou quando eu estava sozinho no estúdio, fiz uma nota oitavada na guitarra do Matt e o John [Feldmann] gostou, pediu pra gravarmos isso e continuamos a compô-la dali.

Left Alone

(Matt) Tem simplesmente aquele estilo clássico do Travis de tocar bateria, todos os fãs bateristas vão ser obrigados a tirar essa. Essa faixa foi uma das que eu pensei que poderia ser o single também. Estava entre essa música e “Bored To Death” – elas são similares, mas diferentes quando ouvimos lado a lado.

Rabbit Hole

(Mark) É tudo o que eu amo no Blink – rápida, cativante e meio obscura. Nunca vai ser um single, mas provavelmente uma música que tocaremos ao vivo pelo resto de nossas vidas.

San Diego

(Matt) Eu estava preocupado que essa música não fosse entrar no disco, mas felizmente entrou. Há alguns sentimentos mistos sobre essa cidade na banda. Não entrarei em detalhes, mas é óbvio que a banda surgiu lá. Então não é para desdenhar da cidade, mas sim fazer algo que seria similar pra mim com Chicago: tenho memórias de lá, é de onde vim.

The Only Thing That Matters

(Mark) John [Feldmann] colocou na cabeça que o baixo e a bateria juntos fizeram essa música soar meio country punk, então acabamos mudando essa um pouquinho. Essa é uma música rápida e legal que vai ser legal tocar ao vivo.

California

(Matt) Consigo imaginar a gente tocando essa música no último dia da turnê, em Los Angeles, com todas aquelas luzes. Toda vez que eu ouço me dá um nó na garganta. Eu sou um cidadão de Chicago com orgulho, porém também sou um californiano grato. Eu amo esse som sobre nosso belo estado. Eu tinha o sonho de sair e tocar punk rock, viver em Los Angeles, e isso é basicamente o que eu faço hoje. É uma faixa mais lenta, mas muito poderosa.

Brohemian Rhapsody

Um dia eu fui tomar café com o John Feldmann e ele disse “vocês precisam escrever outra música de zoeira, você tem algo?” e eu disse “ah, eu pensei em algo outro dia, mas tem algo nela que eu não posso botar o dedo” e ele adorou, disse que precisávamos voltar para o estúdio e gravar. Então, corremos de volta para o estúdio e pegamos a guitarra. Estava pronta em meia hora.