Mark Hoppus diz que há um futuro para o +44

Autor Por Danilo Guarniero em 08/10/2011

Em entrevista para o Up on the Sun, Mark não descarta a possibilidade de outro álbum do +44, além de comentar sobre a volta do blink-182 e o novo álbum.

Up on the Sun: Como vocês vêm aproveitando os shows?

Mark Hoppus: Os shows têm sido demais. Muito divertidos. É irado poder tocar músicas novas; as plateias estão incríveis. Está muito legal agora, porque tem gente que segue o blink desde o primeiro dia, que está levando os filhos aos shows, pessoas que acabaram de nos conhecer e pessoas que nunca tiveram a oportunidade de nos ver antes do hiato. São várias gerações.

Isso deve ser insano.

Sim, é muito bacana que depois de todo esse tempo nós tivemos essas mudanças nos shows.

Vocês estavam preocupados de voltarem e não terem um público nos shows?

Quando fizemos a primeira turnê depois da reunião, não sabíamos o que esperar. Não tínhamos tocado por um bom tempo, e aquela foi nossa maior turnê de todas. Então é sensacional. Não sei mais o que dizer sobre isso.

Então, como o novo álbum está soando?

É tipo uma mistura de tudo. Algumas coisas soam diferente de tudo o que já fizemos; outras soam como o blink old school, algumas soam como o nosso último álbum. Todos os diferentes projetos que nós trabalhamos estão ali também. Todo conhecimento que tivemos nesses 20 anos tocando com bandas.

“Up All Night” parece refletir isso. Ela reflete a história do Blink. Eu ouço um pouco de cada álbum.

Obrigado. É o que nós pensamos, também. Tem os elementos de tudo o que tem nesse álbum e o que fizemos no passado, e essa é uma ótima ponte.

Parece que um monte de bandas quando voltam, nem se preocupam em lançar novos álbuns, como Pavement ou The Pixies, e apenas fazem turnês para ganhar dinheiro. Não é o caso de vocês.

Não acho que seríamos capazes de fazer isso. Voltar apenas para fazer turnês e tocar músicas antigas para sempre não é o que queremos. Obviamente vamos tocar músicas antigas até o fim de nossas vidas, mas criaremos sempre coisas novas e nos revitalizaremos também. Acho que se você faz turnê só para se encher de grana, fica velho e chato.

Eu sempre tenho a impressão que vocês estão se divertindo de verdade. Vocês três têm muita energia nos palcos e quando estão juntos.

Nós nos divertimos. Isso é verdade. Sempre dissemos que estaríamos no blink enquanto for divertido, e por sorte, ainda é. Se não fosse divertido — bem, não foi divertido por um tempo, e por isso nos separamos — mas enquanto nós estivermos nos divertindo, tocaremos no blink para sempre.

Vocês voltaram há alguns anos. Foi difícil continuar de onde vocês pararam? Algumas coisas ditas durante o hiato fizeram as pessoas pensarem que vocês não voltariam.

Ah, sim. Quando nós separamos, não fomos gentis uns aos outros. Mas nós somos homens, quero dizer, assim que entramos juntos num quarto, conversamos no telefone foi tipo “Então, Estamos de boa? Está tudo bem? É, eu tô bem. Ok, beleza.” Nós nem tivemos que falar sobre isso [as coisas ditas durante o hiato], na verdade. Falamos sobre isso em termos gerais, mas não rolou nenhum estranhamento. Parece como se estivéssemos em casa.

Parece mesmo, pelos vídeos ao vivo que eu assisti.

Fazemos isso só porque gostamos. Somos muito, mas muito sortudos de não termos que tocar nessa banda como se fosse um emprego. Eu nunca vi o blink como um emprego. Sempre fiz isso, desde o primeiro dia, porque é algo divertido e criativo, e gosto disso.

Há algum futuro para o + 44?

Sim, com certeza há um futuro para o +44. Obviamente não estamos trabalhando nisso agora. O blink é a minha prioridade principal; e meu programa de TV, e minha família. Mas eu adoraria gravar outro álbum.

Você já apresentou diversas bandas no seu programa. É estranho introduzir bandas que você sabe que foram influenciadas pelo blink-182?

Ah, sim. Uma banda como o All Time Low, banda que eu sou amigo, na verdade, frequentemente diz que começou como cover de blink, mas não é estranho. É legal que tem bandas que nós influenciamos e estão se dando bem por aí. Eu só quero que o All Time Low me pague os royalties [Risos].

É uma reunião que você deveria ter com esses caras.

[Risos.]

Você já apresentou o Best Coast, e Wavves, que tiveram uma reconhecida influência de blink nos últimos anos.

Com certeza. Eu sinto isso. Quando nós começamos, éramos anulados por todo mundo. Todo mundo. Nós éramos a “banda piada”. Éramos os caras correndo pelados em “What’s My Age Again”, caras que falavam palavrões no palcos e agiam como idiotas. E as pessoas que gostavam da gente eram os excluídos na escola; de alguma forma esses estranhos cresceram e deram a volta por cima. É bom que as, depois de 20 anos tocando, as pessoas estão percebendo que nós escrevemos as melhores músicas que podemos, mas também não nos importamos de fazer piadas sobre nós mesmos.

Vocês estão se levando muito a sério?

Não há músicas engraçadas no álbum, mas nós tocamos toda noite e o Tom não cala a boca. Nós levamos a música o mais sério possível, mas ao mesmo tempo gostamos de nos divertir.

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