Junho, o mês da explosão do blink-182

Autor Por brunobld em 17/06/2012

Estratégia muito usada por várias bandas na década de 90, lançar os álbuns no mês de junho, tinha um motivo simples: era a data limite basicamente, para se lançar e cair na estrada no verão do hemisfério norte.

E isso aconteceu com o blink-182 em 3 oportunidades, que por sinal, foram consecutivas e de seus álbuns que fizeram a banda explodir na época.

O Action182 preparou um especial sobre cada álbum, onde alguns membros da equipe falaram um pouco sobre o que cada um representa particulamente.

Dude Ranch – Lançado em 17 de junho de 1997

Bruno Clozel – Diretor do Action182
O quartinho da liberdade do blink-182. Se fosse dividir uma casa e fazer com que cada cômodo da casa fosse um álbum da banda, esse seria o famoso quartinho da bagunça, onde você vai pra se divertir. Com músicas consagradas como Dammit e Josie, umas que são completamente alternativas e outras que pessoalmente ficam na minha cabeça como Apple Shampoo e Untitled. O puro e verdadeiro crappy punk rock.

Afonso Rezende – Convidado especial do ActionCast
Eu fiz o processo inverso da normalidade… comecei ouvindo o álbum ao vivo do Blink e depois fui conhecendo a versão de estúdio das músicas. E me surpreendi muito quando ouvi o Dude Ranch! As músicas possuem um som ‘mais puro’, uma pegada intensa, que com certeza contagia bastante! É a mais completa energia, passada pra nós, através de uns hits e do velho e bom punk rock californiano.
Thais Santarosa – Editora e Tradutora do Action182
A primeira vez que peguei um Dude Ranch nas mãos foi em 2005, acredite você. E eu chorei. Era muito difícil encontrar cds como esse na cidade. Esse album, para mim, revela e muito o espírito adolescente escondido em cada um de nós, até mesmo quando você já não é mais um adolescente.
Danilo Guarniero (Pan) – Editor do Action182
Por muito tempo, este foi meu álbum favorito do blink-182. Numa época onde eu não tinha internet e precisava pedir para que amigos gravassem as músicas pra mim, lembro que gostava de chegar da escola e me desconectar totalmente do mundo (não era tão difícil, já que eu não tinha internet na época), ouvindo esse disco com headphones e prestando atenção apenas nos arranjos, nada mais. Sempre percebia algo novo a cada dia. Com certeza foi um dos discos que construíram meu interesse por música.
Iuri Winchester – Designer ActionClothing e membro do ActionCast
O perfeito “formato inicial” da banda. Depois de terem começado a brincar no Buddha, investido no Cheshire Cat, a porra realmente veio a ficar séria com o Dude Ranch. Não tão séria até porque é sobre o Blink 182 que estamos falando, mas foi nesse disco que conseguiram juntar suas letras de musica “idiotas” com boa melodia, riffs e batidas! O resultado foram 2 clipes, muitos trocadilhos, e a imagem de estereótipos Pop Punk pela qual são lembrados até hoje, e na qual influência jovens até hoje! Na verdade só influência os jovens retardados, mas essa é a intenção.

Enema Of The State – Lançado em 1 de junho de 1999

Bruno Clozel – Diretor do Action182
Você ouve uma vez e fica insatisfeito. Insatisfeito porque é tão bom que não consegue só ouvir uma. É uma porrada atras da outra, uma melodia que fica na cabeça, pra outra vir, e ficar também. Faz parte da vida de todo fã e da minha não é diferente, cresci a adolescência ouvindo ele e vou continuar assim sempre, com certeza. E quem aguenta uma porrada atras da outra nos ouvido? Se for o Enema, eu aguento quantas vezes for preciso.
Thais Santarosa – Editora e Tradutora do Action182
Eu tinha completos onze anos e o que mais me lembro dessa época era de um cd que o meu irmão gravara com vários artistas. Eu repetia duas de suas músicas por horas: “All the small things” e “What is my age again?” A minha primeira banda. O meu primeiro passo para o rock’n roll.
Camila Pompei – Editora e Tradutora do Action182
Eu ganhei o Enema of the State em 1999. Foi durante a promoção de uma boy band em uma rádio pop,  e na época, eu tinha 12 anos. Eu nunca tinha ouvido falar na banda até então, e esse CD veio junto com o prêmio. Tipo um brinde, sabe? Enfim, quando ouvi o álbum todo, aquilo me consumiu. All the Small Things, What’s My Age Again, Don’t Leave Me e Adam’s Song mudaram a minha vida e a minha percepção musical.
Afonso Rezende – Convidado especial do ActionCast
Esse é o álbum da transição do Blink 182. É aquele em que ‘separou os homens dos meninos’, colocando a banda em evidência no cenário mundial. O crescimento dos caras apareceu tanto nas melodias quanto na qualidade musical do álbum, que, diga-se de passagem, tem uma produção infinitamente superior aos outros que o antecederam. Foi o começo dos grandes hits, tocados até hoje, e cantados de cor por todos nós.
Danilo Guarniero (Pan) – Editor do Action182
Ouvia bastante esse disco quando eu estava já saindo da pré-adolescência, uma época conturbada a qual a gente, normalmente, se arrepende. Eu era idiota e achava isso legal por causa dessa maldita banda chamada blink-182 e seus clipes/vídeos engraçados. Eu fazia de tudo pra ser o Tom, minha música favorita era Aliens Exist e jurava que acreditava em ETs (mas nunca realmente acreditei). Aliás, até hoje quando ouço o Enema lembro de quando quebrei minha clavícula de uma maneira imbecil e ficava ouvindo esse cd o dia inteiro durante a recuperação. Ainda bem que os tempos mudam, mas ótimas músicas continuam sendo fodas.
Iuri Winchester – Designer ActionClothing e membro do ActionCast
Sai Scott, entra Travis! A banda que ja tinha formado personalidade própria encontra um baterista em ascensão acelerada, e a junção foi perfeita.
A falta de noção também foi perfeita, afinal não é em qualquer lugar que você encontra um disco onde na capa tenha uma atriz pornô, e os dois maiores singles serem clipes de caras correndo pelados na rua e zuando fodidamente bem zuado o cenário Pop da época, como Britney Spears e Backstreet Boys.
Ponto pros moleques do fundão pois souberam como sacanear alguém, e ganharam até um sequência “ao vivo”, mas não vamos entrar em detalhes!

Take Off Your Pants and Jacket – Lançado em 13 de junho de 2001

Bruno Clozel – Diretor do Action182
Foi o primeiro álbum da banda sendo composto desde o ínicio com Travis Barker. O que eu mais gosto desse é que cada música tem sua particularidade, seu “jeitinho especial” e aquela batida diferente que te faz ficar feliz em qualquer momento do dia. O álbum que me fez na época deixar que o blink-182 fosse apenas uma banda de singles como Dammit, All The Small Things e What’s My Age Again?, para uma banda que começava a fazer parte de todos os momentos de uma vida e que me presenteou com minha favorita: Roller Coaster.
Thais Santarosa – Editora e Tradutora do Action182
Foi o meu grito de liberdade. Meus pais morriam de medo de ter uma roqueira na família. Esse foi o primeiro cd que comprei de uma banda, e o significado dele na minha vida é indescritível. Fico feliz em ter feito parte de toda essa caminhada da banda até hoje.
Danilo Guarniero (Pan) – Editor do Action182
Atualmente, meu disco favorito do blink-182. Esse é um dos álbuns que eu escuto em momentos em que estou mais pra baixo. Tem algo nele que me dá uma injeção de alegria sem igual. Além disso, considero como um marco na carreira do trio tanto no sentido criativo, como no de energia. É o álbum que abre uma distância enorme entre o blink-182 e todas as outras bandas de pop punk convencionais, transformando simplicidade e originalidade em uma obra de arte.
Iuri Winchester – Designer ActionClothing e membro do ActionCast
PERFEITO, simplesmente perfeito! Se eu parar pra elogiar esse disco da forma que ele merece daria em média 2 páginas por música (eeeeê Iuri, vai lá chupar as bolas deles então). Enfim, depois de sacanearem com geral eles resolveram peitar quem dizia que sucesso de moleque não duraria muito tempo e fizeram essa obra que mantém as raízes cômicas, quem tem letras trabalhadas e tem sonoridade profissional.
Inclusive eu acredito que o sucesso e grandeza desse disco os fizeram ir tão alto que de uma forma indireta contribuiu pras turbulências do disco seguinte, era muita responsabilidade dar sequência a algo tão perfeito!

Camila Pompei – Editora e Tradutora do Action182
Eu esperei ansiosamente pelo TOYPAJ. Foi uma época bem rebelde e complicada pra mim, e as letras se encaixavam perfeitamente com os aqueles diversos momentos da minha vida. Toda vez que ficava mal, eu ouvia Shut Up, Anthem Part Two e Give Me One Good Reason, e as coisas fluiam melhor. Bons tempos, que não voltam mais…

Afonso Rezende – Convidado especial do ActionCast

Falar sobre o TOYPAJ é o mesmo que falar em CONSAGRAÇÃO. É aquele momento em que você sabe que tá no caminho certo, fazendo as coisas certas, só esperando o momento da glória. E na minha opinião, ela veio de vez nesse álbum! O número de hits fala por si só. Com certeza o TOYPAJ é um daqueles álbuns em que, fatalmente, você indica para um amigo ouvir.

E você? Nos conte um pouco pelos comentários e compartilhe com os outros fãs quais são seus sentimentos e o que cada um desses álbuns representa para você!