Já deu um abraço em alguém hoje?

Autor Por laisizzle em 12/12/2009

Hoje é dia mundial… Ou nacional… Ou, que seja, hoje é dia do abraço! Isso é piegas, é clichê, é cretino e é batido, mas sério, eu sou daquelas que acha que um abraço é a melhor coisa do mundo, principalmente quando se precisa de um. Um abraço de um amigo, de um pai, de uma mãe, de um irmão –  seja porque vocês se reconciliaram, porque estão há muito tempo sem se ver ou só porque acabaram de ganhar uma partida no videogame – pode ser um remédio ainda maior do que se espera.

Das duas uma: Ou você leu isso e disse “Que gay” ou “Own, que fofo!”; que seja. Assim como alguns dizem que através dos olhos podemos ver a alma, eu digo que através de um abraço podemos sentir se podemos contar com aquela pessoa ou não. Ainda acho que um abraço é a expressão máxima de uma amizade – porque, fala sério, se você abraça (com vontade) alguém que não é nem sua mãe, seu pai, namorado(a) ou parente, é um amigo que você preza demais. É uma das poucas formas onde você pode quase sentir o carinho entre você e aquela pessoa fluir e, para aqueles que não são adeptos do FREE HUGS, no te preocupes: Seus amigos não vão demonstrar a sua amizade só nos abraços.

No fim, você vai, além de compreender, ver que aqueles que são de verdade seus amigos souberam respeitar seus sentimentos, seus delírios e suas limitações. Souberam lidar com elas e permanecerem ao seu lado, independentemente das consequências. Eles não se importaram em ouvir as suas mesmas histórias e desabafos milhões de vezes e até ensaiaram sorrisos – mesmo que forçados – para demonstrar que estão ali, te ouvindo. Eles não se sentiram na obrigação de te proteger como se você fosse uma criança indefesa e sem consciência dos seus próprios atos, tampouco procuraram justificativas para os seus ataques infantis; eles te trataram com o devido respeito e souberam apontar seus erros e equívocos, sem a intenção de te magoar ou encher: Apenas com o intuito de te fazer melhorar e crescer.

Eles souberam rir e chorar, mesmo que inconscientemente, junto com você e, embora pareça piegas, você sabe que nada teria sido a mesma coisa sem eles ali. Imaginar uma ocasião, um momento ou uma situação sem a lembrança de algum deles com você lhe é inviável e até intragável. A sutil diferença entre um amigo e um colega não denota-se apenas na forma como eles te abraçam, mas também reside na forma como o amigo se posiciona perante as situações mais difícieis: Se ele escolhe aquilo que é mais cômodo a ele – como um colega faria – ou se ele cogita os seus sentimentos e opiniões antes de questioná-los ou descartá-los. Vai doer assistir aqueles que você julgava amigos demonstrarem o mesmo senso de noção e compaixão que amebas – mas vai servir para você notar quais eram aqueles que realmente valeram toda a confiança que você depositou neles.

Por mais que soe óbvio, no fim, amigos serão amigos – e, se eu fosse você, corria para dar um abraço em um hoje.

Laís Cerqueira Fernandes tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo e aspirante a escritora. E sim, super se aproveitou desse espaço para tentar fazer um apelo: Dê mais valor aos amigos… E aos abraços!