HitFix entrevista Tom DeLonge

Autor Por Danilo Guarniero em 26/08/2009

Confira a entrevista que o site HitFix fez com o Tom, onde ele falou sobre a turnê e um pouco sobre “Up All Night”.

Reunidos, e é tão bom. Depois de um hiato de 5 anos, a banda de punk adolescente decidiu se reunir com uma turnê neste verão. Hitfix conversou com o vocalista/guitarrista Tom DeLonge pouco antes de um show dessa turnê, que termina no dia 4 de outubro em New York (mas já existem rumores sobre datas Européias depois).

Tão famosos pelas brincadeiras de nível infantil no palco, quanto pelos hits como “What’s My Age Again,” “All the Small Things” e “The Rock Show,” DeLonge, Mark Hoppus e Travis Barker vêm ganhando uma das maiores audiências e as melhores revisões da carreira deles nesse verão. DeLonge falou sobre ansiedade, sobre quando iremos ouvir um novo album e sobre segurança com a Hitfix.

Qual é a parte mais animadora da turnê pra você?

Acho que o que mais se fala agora é o tamanho dessa turnê. Eu falo para as pessoas que nós costumávamos ter uma audiência de 8.000 pessoas por noite. Essa turnê tem umas 20.000/30.000, então eu acho que isso está nos deixando meio loucos.

Você contou ao San Diego Union Tribune: “Eu estou muito aflito agora sobre essa turnê e com o tamanho dela.” O que te deixa bem à noite?

Bom, seria legal se todas aquelas pessoas não estivessem olhando fixamente pra mim…

Exceto por isso…

Exceto por isso… mas o legal da banda é que se nós erramos ou fazemos algo horrível, isso faz o show ficar melhor e as pessoas dão risada e se sentem bem, então isso é bom… A maior parte das bandas, se algo dá errado, se sentem culpados, saem do palco e se despedem das pessoas. Nós não.

O que passa pela sua cabeça quando você entra no palco e vê o Travis e o Mark?

Às vezes, parece um pouco com “The Twilight Zone”. “Onde estou e como eu cheguei aqui?”, sabe. Mas ao mesmo tempo, pra ser honesto, parece que era o que deveria ter acontecido. A única coisa esquisita é que nós temos várias outras coisas acontecendo nas nossas vidas também.

Blink. Isso foi a única coisa que nós fizemos por um bom tempo, e agora, é como se tivéssemos companhia. Eu estou com o Angels & Airwaves, que irá lançar um album e um filme no começo do ano que vem. E os caras estão produzindo bandas o tempo todo, então todos nós temos nossos respectivos projetos que fazem parte das nossas vidas.

Então eu acho que antes, quando você olhava pra esses caras, éramos mais jovens com o nosso próprio mundo ao seu redor, mas agora nós temos esse mundo maior, e ao mesmo tempo a banda está maior do que nunca. Então, é demais.

Nós ouvimos sobre essas bandas que só se vêm durante os 90 minutos enquanto estão no palco juntos. É assim com vocês?

Não, acho que não. Veremos como isso vai funcionar. Todos nós levamos nossa família. Todos nós temos ônibus diferentes, com ceteza. Digo, eu tenho filhos, eles também, mas mesmo antes de termos filhos nós já tínhamos ônibus separados.

Não sei qual será o ritmo das coisas, mas eu sei que quando nós ensaiamos e começamos a tocar, é divertido, você sabe. E dos shows que nós já fizemos, nós já voltamos a dizer as merdas idiotas que sempre dissémos. É uma daquelas coisas rápidas que as pessoas dizem “Meu Deus, eu me esqueci do tanto que eles falaram!” Então, independentemente do que fazemos durante os dias, ou se saímos juntos ou não, não se preocupe, os shows sempre terão muita química, eu acho.

Vocês escolheram ótimas bandas para a abertura dos shows, que poderiam fazer turnês sozinhas: Taking Back Sunday, Fall Out Boy, Weezer, Panic At the Disco, Chester French. Qual foi o processo de escolha dessas bandas de abertura?

Bem, nós soltamos vários nomes, e várias dessas bandas entraram em contato, como o Fall Out Boy e o Weezer, em particular. E realmente encaixou no espírito dos shows. Sabe, Live Nation, a promotoria da turnê, estava rígida quanto um certo tipo – não um certo tipo, mas sim um certo tamanho – de bandas que eles queriam ver nos shows. E para ser honesto, não existem muitas bandas hoje em dia com uma forte consistencia – pelo menos que se encaixaria com o Blink-182. Nós ficamos muito felizes que depois de todo o trabalho de procura, vieram Weezer e Fall Out Boy. Fez muito sentido.

Vocês irão chamar alguém pra tocar com vocês?

Não sei. O Angels & Airwaves fez uma turnê com o Weezer e eles me chamaram pra cantar. Fui lá e cantei “The Sweater Song” com eles… Seria muito divertido com o Blink, nunca sabemos… Nós já chamamos o Robert Smith, do The Cure, pra cantar “Boys Don’t Cry,” nós tocamos como uma banda punk, 10 vezes mais rápido. Ele estava totalmente bêbado, se perdia e olhava para nós, tipo, “O que vocês estão fazendo?” e nós, “Ah não, não sabemos o que estamos fazendo também… mas tem umas 17.000 pessoas assistindo!” Eu não sei se iremos chamar alguém ou não.

Vocês pareceram cientes de que enfrentamos uma economia difícil agora. Assentos nos gramados estão a 20 dólares no máximo. Alguns ingressos estão abaixo de 6 dólares. Há alguma preocupação de que preços baixos podem começar a desvalorizar a experiência da música?

Acho que nós mesmos desvalorizamos a música subindo lá e fazendo as merdas que nós fazemos. Mas isso foi muito importante para nós, a economia e tal. Era algo que falei: temos que calcular preços baixos para os ingressos. O compromisso com TicketMaster, Live Nation e todos envolvidos foi incrível: 20 dólares com tudo incluso. Quero dizer, não dá pra fazer mais que isso. Normalmente todos os ingressos dessas bandas são uns 60 dólares, isso depois de ter pago o estacionamento e taxas de service. É patético. Quem tem esse tipo de renda hoje em dia? Especialmente nossos fãs que são mais jovens; eles não têm.

A Live Nation trouxe a State Farm como seguradora para essa turnê e a turnê do No Doubt. State Farm parece ser muito adulta para uma banda que comemora o não-amadurecimento.

Eu sei! Não é estranho? Também achei estranho. Mas eu acho que o modo que foi explicado para mim, e faz sentido, é que a State Farm está competindo com a Geico e outras empresas para novos motoristas. No fim, quando você tem 16 anos e começa a dirigir, você precisa de um seguro, então eu acho que faz sentido para eles, mas meu Deus, eu acho… Vou ser bem sincero, eu acho que várias dessas companhias vêm patrocinar o Blink e depois do primeiro show elas ficam, “Meu Deus, eles estão arruinando o nome da empresa, o que vamos fazer?”

Podemos falar sobre o novo álbum? Existem títulos de algumas músicas novas rodando por aí.

Começou quando minha filha escreveu uma história chamada “The Night The Moon was Gone” e eu achei um nome incrível. Essa será provavelmente uma música do Angels & Airwaves. A música que nós temos se chama “Up All Night”. É uma música incrível. Eu fico impressionado com a maneira que as músicas saem facilmente com o Blink. Está muito boa, acho que as pessoas irão gostar dela.

Ainda temos que nos programar sobre o álbum, porque eu vou lançar um filme e um álbum com o Angels & Airwaves. É o trabalho da minha vida e está quase pronto pra acontecer, então eu tenho que calcular quando e como as coisas vão se encaixar, já que o Blink continua recebendo convites para tocar nos maiores festivais do mundo. Então ano que vem sera muito importante com o Angels & Airwaves, mas o Blink é uma das maiores bandas do mundo. Não sei, temos um grande caminho para percorrer, mas todos esses caminhos são ótimos e muito animadores.