Heart’s All Gone: de volta ao básico

Autor Por nath em 05/08/2011

É fácil comparar a mais nova musica do Blink-182, “Heart’s All Gone”, com “Up All Night”, a primeira música que eles lançaram do seu próximo álbum, Neighborhoods. Ainda mais porque as semelhanças começam e terminam bem aí: são duas músicas do Blink-182 e as duas estarão no novo álbum.

Talvez, então, seja melhor contrastar as duas músicas, porque elas são diferentes em praticamente todas as maneiras consideráveis. “Up All Night” foi lançada com bastante festa: no site da banda e ao vivo na rádio KROQ – e foi recebida pelos fãs da mesma forma. Por outro lado, “Heart’s All Gone”, chegou sem aviso prévio: só um link na página do Google Plus de Mark Hoppus que te levava a um novo site com a simples instrução de “command the A”, para MAC (ou, se você estiver em um PC, “CTRL+A”).

Fazendo isso no novo site, não só a letra da música era revelada mas também a música em si. E foi quando as diferenças entre as duas músicas se tornaram aparentes. Enquanto “Up All Night” sintetizava todos os outros trabalhos da banda (Plus44, Angels & Airwaves, Box Car Racer) em algo totalmente novo, “Heart’s All Gone” faz completamente o oposto: é muito mais uma explosão do passado – tanto do Blink como do cenário da Costa Oeste de onde eles surgiram.

Com uma guitarra vertiginosa, vocais gritantes e batidas em cascatas, “Heart’s All Gone” soa como algo retirado do Dude Ranch ou do Take Off Your Pants And Jacket, mas ao mesmo tempo relembra os clássicos da Costa Oeste, como Bad Religion, Pennywise ou até NOFX.

Também soa algo tipo “Stockholm Syndrome” do álbum Self-Titled e tem um toque meio dark no instrumental que parece uma sequela espiritual de “I Miss You” (ou até de “Adam’s Song”). Realmente, relembra o passado…e isso dá esperança aos fãs do chamado “clássico Blink” (ou seja, tudo antes deles “ficarem sérios”). Ao contrário de “Up All Night”, que não esconde ser um retrocesso.

Claro que, dadas as suas diferenças para “Up All Night”, “Heart’s All Gone” também levanta uma pergunta bem interessante: como extamente irá soar o resto do Neighborhoods? Pode uma banda formada por três homens com gostos totalmente diferentes até fazer um álbum coeso? Ou é exatamente este o ponto? Pelo o que estamos vendo, o novo Blink-182 pode se adaptar muito bem a tudo. E isso só torna a expectativa muito maior, não é?