Get ready for Action

Autor Por laisizzle em 06/12/2011

Faz alguns anos que o BLD, criador desse sitezinho aqui, resolveu brincar no twitter que queria que alguém escrevesse a biografia dele. “Pô, não tem nenhum jornalista querendo escrever minha biografia aí não?”, foi o que ele disse, por aí.

Eu, na época uma estudante desesperada do Ensino Médio, li esse tweet e ri da coincidência – horas mais cedo, minha professora de Redação tinha nos dado a tarefa de escrever uma biografia sobre alguma figura que admirássemos. Serelepe que sou, mandei uma reply para o BLD brincando, dizendo que podia fazer uma e que, olha só, eu já queria ser uma jornalista – será que servia?

Assim que mandei a reply, me arrependi. Pronto. Agora vão achar que eu sou uma stalker. Que eu sou retardada. Que eu sou a pior piadista infame de todos os tempos.

Pior é que, minutos depois, BLD tinha me adicionado no MSN e eu estava com a janela dele aberta, pensando desesperadamente em perguntas para compor a minha biografia dele.

Algumas coisas acontecem porque as pessoas acreditam em você.

Quando me perguntaram uma vez porque diabos eu chamo o BLD de pseudo-primo, preferi não explicar falando do ActionCast que, anos atrás – anos, gente! O tempo tá escorrendo muito depressa! –, sugeriu que eu devia ser parente dele porque, na mesma semana, a biografia que eu tinha escrito dele havia sido publicada, eu tinha sido convidada para ser colunista e ganhado uma promoção (que saudades desses dias, gente. Golden days, I’ll tell you).

Digo que o chamo de pseudo primo porque o considero muito. “Sou muito grata a ele” é o que eu respondi uma vez pra minha mãe, quando ela me viu mandando uma reply e disse, como quem questiona a minha sanidade, que eu não tinha nenhum primo chamado Bruno. “É por isso que eu o trato assim. Como da família”.

É mais ou menos assim que eu também vejo o Action182. Afinal de contas, ele fez (e faz) parte do meu crescimento – hoje, a menina que, nervosa, não sabia como entrevistar o BLD para fazer uma biografia, já corre atrás, consulta e entrevista várias pessoas sem hesitar e com uma paixão enorme por ser estudante de jornalismo. Hoje, a menina que morria de vergonha de mostrar seus textos, de alguma forma, tem coragem de postá-los em um site cujas visitas por dia são altíssimas. Olhar pra trás e me dar conta do efeito que aqueles tweets despretensiosos sobre uma biografia tiveram na minha vida chega até a assustar.

Tudo isso porque acreditaram em mim.

E essa crença é só um resultado daquela que todos vocês tem. Que todos nós temos. Nós, que rimos, choramos e, acima de tudo, nos divertimos aqui no Action. Nós que acreditamos em um sonho que surgiu oito anos atrás. Um sonho tão grande e bonito que trouxe para mais perto da gente os nossos ídolos, e que os fez embarcar junto com a gente; tão junto que o próprio Mark desejou um feliz aniversário ao site.

Tudo isso porque acreditamos no Action.

Já dizia o barbudo do Raul Seixas:

Sonho que se sonha só

É só um sonho que se sonha só

Mas sonho que se sonha junto é realidade

 

A dimensão desse sonho é incalculável. Maior que ele, só a realidade que corresponde às expectativas dele – e que, de vez em quando, até o supera.

Maior que esses dois?

Só a paixão que nos une.

 

 

Laís Cerqueira Fernandes tem 18 anos, é estudante de Jornalismo há quase um ano, ainda insiste nisso de ser escritora e queria mandar lembranças a todos vocês que sonham esse sonho junto com ela.