Front Magazine entrevista Mark Hoppus – Parte I

Autor Por nath em 30/05/2012

Leia abaixo a tradução da entrevista que a revista Front realizou com Mark Hoppus:

Oi, Mark! Este é um sobrenome estranho, Hoppus. Você é o único que nós conhecemos.
É suíço e alemão. Meu pai traçou toda nossa linha do tempo – Hoppus é uma unidade usada para medir quantidades de madeira seca.

Impressionante. Como estão as coisas agora?
Eu estou bem, tudo está muito divertido. Eu amo a reação que nós estamos tendo com o nosso novo álbum e com os shows que fizemos nos Estados Unidos. Nós tivemos que adiar nossa última turnê aqui, pois nós não tínhamos finalizado nosso disco, então adiamos para este verão e após o impacto inicial e após as pessoas perceberem o que estávamos fazendo, nós não tivemos tantos retornos e acabamos por adicionar mais shows. Nós vendemos todos os ingressos para o Eden Project em duas horas.

Quando vocês adiaram, as pessoas ficaram irritadas?
Oh, eles ficaram, justamente por isso. Foi algo realmente ruim ter que adiar a turnê. Foi uma das decisões mais difíceis e caras que nós já fizemos como banda, mas foi uma decisão correta. Nós não queremos ser uma daquelas bandas que dizem: “Olá, lembram-se daquelas coisas legais que fizemos há 10 anos? Bem, olhem elas aqui mais uma vez!”. Nós nem queríamos fazer uma turnê com músicas antigas, nem lançar um álbum de qualquer maneira. Foi uma decisão difícil, mas foi a melhor.

Você se importa com o que as pessoas pensam sobre isso? É difícil?
A pior parte para mim é que as pessoas não entendem como as turnês são feitas. Nós anunciamos o adiamento da turnê europeia e três semanas depois anunciamos as vendas de uma turnê pelos Estados Unidos. As pessoas – compreensivelmente, mas incorretamente – pensaram que nós adiamos para poder tocar nos EUA. Elas disseram assim: “Oh, vocês acham que vocês farão mais dinheiro lá”. Não era essa a questão. As duas turnês foram programadas ao mesmo tempo, sendo a Europa a primeira parte. Adiá-la nos deu tempo de finalizar as gravações.

Você disse que foi caro.
Oh, nos custou muito dinheiro. Depósitos feitos, equipe agendada, funcionários também. Foi uma decisão muito cara, mas eu apoiei.

Havia algumas canções que vocês nunca tocaram ao vivo, como “The Party Song”.
Nós fizemos isso na nossa última turnê. Eu acho que nós nunca tínhamos tocado essa antes. Havia pessoas na parte da frente gritando: “Party Song! Party Song!” – normalmente nossos sets são bem planejados por conta da produção, então quase nunca colocamos uma canção que não estava programada, mas eu gostaria de tocá-la, então comecei depois Tom e Travis entraram e nós cantamos o refrão. Fizemos isso em uma noite e algumas pessoas ouviram, pois elas estavam pedindo muito bem, então tocamos mais uma vez e deu tudo certo.

Nós estamos aqui em Londres hoje. Ei, Mark, porque você veio morar em Londres?
Nós gostaríamos de vivenciar novas experiências, tanto para mim e minha esposa, como para nosso filho. Eu sempre quis estar aqui, as pessoas são legais e eu gosto da história. Eu cresci no sul da Califórnia, que eu amo, mas é exatamente o oposto daqui. Está sempre sol, você tem que dirigir pra todos os cantos e não há história. O flat em que moramos aqui foi construído antes de Los Angeles existir.

Qual foi a coisa mais legal que você já aprendeu?
Página 3! Eu aprendi sobre isso hoje e foi algo fascinante para mim. Eu quero aprender mais sobre o mundo em geral e eu sou abençoado por ter um trabalho em que eu viajo para diferentes lugares e que eu vivo onde eu quero.

Após cinco meses, tem alguma novidade para ser usada por aqui?
Nem um pouco. Até o frio amargo é uma mudança agradável. Eu tenho que usar minhas jaquetas e casacos agora. Vivendo na Califórnia eu tinha um monte de casacos legais que estavam guardados, mas agora eu posso usá-los.

Como as pessoas nas ruas tratam vocês por aqui?
É estranho. Eu sou reconhecido mais do que eu era em Los Angeles. Eu acho que o blink tem uma relação especial com o Reino Unido. É diferente de qualquer lugar no mundo. Eu acho que é pelo motivo do Reino Unido ter uma relação forte com a música, uma lealdade com a música, especialmente como o rock. Há uma conexão real.

 

Tradução: Márcio Medeiros (Colombia).