Entrevista com Mark e fotos da gravação do clipe de After Midnight

Autor Por brunobld em 16/12/2011

Veja as fotos do dia de gravação do clipe de After Midnight. Em breve a entrevista traduzida sobre a gravação que saiu no site da Spinner!

O blink-182 foi catapultado para a fama no final dos anos 90 com preciosas músicas de temática patética. Após uma sequência de álbuns bem sucedidos e aclamados pela crítica, a banda entrou em hiato por tendo indeterminado após lançar o Sefl-Titled em 2003, um disco com uma coleção de músicas que mostrou a banda dando passos importantes e profundos emocionalmente que nunca havia dado antes.

Sete anos depois, o blink-182 está novamente reunido e gravou Neighborhoods, seu álbum mais ambicioso até o momento. A banda pegou aquela escuridão e todo o potencial de músicas para estádios e o resultado é trabalho mais musical e de tonalidade complexa que eles já colocaram em um disco. O baixista e vocalista Mark Hoppus conversou com a Spinner sobre o retorno da banda e o clipe mais recente, “After Midnight”. Como brinde, confira nossa galeria de fotos que mostra os bastidores da gravação do clipe.

Como se deu a gravação do clipe de “After Midnight”?

Nós fizemos a sessão da perfomance da banda em um hangar que foi construído nos anos 1940 para a fabricação de balões. É a maior construção de madeira autônoma no mundo, então há um aspecto interessante para você. Foi realmente muito legal filmar lá, a maneira como iluminaram e como filmaram o local. O local ainda passava um clima industrial e orgânico. Foi uma boa combinação das duas coisas, porque é obviamente uma estrutura gigante e de madeira e a maneira com que as pessoas jogaram água naquilo tudo fez parecer realmente orgânico.

Qual o conceito por trás do vídeo?

Nós buscamos diversos diretores para este clipe. Acho que tivemos 30 inscrições diferentes de diretores diferentes e tratamentos diferentes, alguns dos quais eram grandes e outros que não eram tão bons. Este clipe com Isaac (Rentz) nos golpeou duramente. Nós confiamos no Isaac, ele fez um grande trabalho no clipe de “Up All Night”. Nós apenas dissemos às pessoas que queríamos algo que incomodasse. Queríamos algo que fosse um pouco estranho. Nós não queremos abandonar por completo “Up All Night”, mas queríamos algo que incomodasse um pouco, pois esta música é uma música sobre um amor perturbado. Isaac veio com essa ideia de um cara e uma menina presos dentro de um asilo de loucos. Eles acham outro, eles escapam pela noite e tem uma noite de romance imprudente antes de voltar para suas celas.

Qual a relação entre “After Midnight” e “I Miss You”?

Eu acho que é mais liricamente. Tom fez uma revisão de diversas músicas do blink para o final da segunda estrofe. Quando nós escrevemos a música, nós dividimos a carga de trabalho de escrever as letras e de escrever o refrão entre Tom e eu. Eu escrevi o refrão e Tom as estrofes e nós não sabíamos sobre o que o outro estava escrevendo, mas de alguma forma, elas se juntaram em uma mesma coisa como foi com “I Miss You”.

Teu processo de composição tem mudado com a evolução das suas músicas ao longo dos anos?

Não necessariamente. Eu acho que há mais fluidez. Voltando lá para o início quando começamos a banda e nossa vontade de escrever músicas punk rock de três acordes, nós escrevíamos as músicas e ela permanecia do mesmo jeito durante todo o processo. Agora com o Pro Tools e com as mais diversas coisas que você pode fazer com as músicas, eu me sinto muito livre em mudar um ideia em qualquer etapa da composição. Do tempo que começamos a gravá-la até mandar para a mixagem, a música pode mudar milhares de vezes. Nós estamos mais abertos à ideias diferentes e diferentes tomadas das músicas. Mas o meu processo continua em escrever uma música com um violão e depois colocá-la em um contexto maior.

A relação interpessoal mudou dentro da banda deste que vocês se reuniram?

Sim, está muito diferente agora do que há sete anos. Está bem melhor agora, todos estão abertos à novas ideias.  Todos se respeitam bem mais, todos estão mais dispostos a ouvir um ao outro e saber o que precisam ou querem. Nós estamos abertos a diferentes músicas. Tudo está mais aberto e solidário. Nós estamos em um lugar melhor agora.

Agora que você é pai e bem estabelecido, como é se pegar tocando suas músicas mais antigas? É estranho?

É muito bom. Eu amo isso. Eu realmente amo tocar essas canções. É como uma tatuagem, ela lembra você de certa época de sua vida. Ela te lembra de onde você estava quando você a escreveu e o que estava acontecendo em sua vida quando a escreveu. Essas músicas são pedaços de um scrapbook de todas as nossas vidas. Eu acho que ela são realmente canções muito boas e mesmo sabendo que temos tocado por 25 anos, sempre que entramos no palco e as tocamos, continua sendo engraçado.

Como você tem exposto seu filho para a música? É inapropriado algumas vezes.

Sim, claro. Meu filho me acompanha muito nas turnês e me pergunta o motivo de eu ter poder falar palavrões no palco e ele não. Eu não espero que meu filho nunca fale um palavrão. Meu objetivo é tentar explicar para ele que há lugares onde você pode algo e há outros lugares que não pode falar. Eu coloco isso para ele assim: quando você está na escola e está no parquinho, você pode correr, pode ser um idiota, pode gritar, pode brincar com seus amigos. Mas quando você está na sala de aula, você tem que sentar lá e ouvir o que o professor está dizendo, não pode levantar sua voz e esperar sua vez para falar. Palavrões são como isso. Há lugares que você pode dizer “f***” e há lugares que não. O truque de ser um humano está em aprender o que é essa diferença.