Fatos sobre o Box Car Racer, o começo do fim do blink-182

Autor Por Danilo Guarniero em 22/10/2015

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O Box Car Racer foi um projeto paralelo de Tom DeLonge (e Travis Barker) criado durante uma pausa do blink-182 em 2001/2002. Após as gravações do Take Off Your Pants and Jacket, do blink-182, Tom DeLonge se sentiu pressionado e queria fazer algo diferente do que fazia com o trio. Influenciado por esse sentimento, ele teve a ideia de fazer um projeto que mostrasse mais sobre suas influências de bandas como Fugazi e Refused, além de explorar letras mais obscuras.

O primeiro e único disco foi gravado em um período de seis semanas, em dezembro de 2001. Após gravar o disco e fazer uma turnê com o The Used, Tom declarou que a banda estava acabada, e que na verdade o projeto não era para ser uma banda duradoura, mas sim algo para ele poder explorar mais seu outro lado.

Apesar disso, existiu um conflito entre ele e Mark que acabou refletindo no blink-182. Mark Hoppus foi chamado para participar da faixa Elevator, mas Tom não o convidou para fazer parte da banda, porque isso seria como criar praticamente um novo Blink. Isso fez com que o baixista se sentisse traído, como ele viria a comentar em 2003: “Foi mesmo um saco. Eu levei muito para o lado pessoal. Foi uma coisa muito complicada para a banda. Quando Tom e Travis começaram o Box Car Racer eu me senti excluído, o baixista esquecido.”

“No final de 2001, parecia que o blink-182 tinha acabado. Ninguém tocou no assunto, mas parecia que era o fim,” Mark Hoppus comentou, anos depois.

Esse projeto foi, de fato, uma coisa ótima (não só pelo belo disco que lançaram em si, mas para o Self-Titled do blink-182, já que Tom levaria essa influência para gravá-lo), mas isso acabou criando tensões entre os membros, o que poderia ser o começo do hiato da banda.

De qualquer maneira, abaixo estão mais algumas pequenas curiosidades que você deve conhecer sobre o Box Car Racer:

Box Car Racer e Snoop Dogg

Box Car Racer e Snoop Dogg

Travis Barker tocou em uma outra banda chamada Box Car Racer

Um dos nomes que foram pensados para a banda por Tom foi “The Kill”, e o disco poderia se chamar “Et tu, Brute?”, mas acabou virando o Box Car Racer e o disco recebeu o mesmo título. Ele foi tirado de uma banda que o Travis tocou na adolescência mas que nunca deu certo. O Tom gostou muito desse nome, e também achou legal a relação com o nome do avião usado na segunda guerra mundial, “Bockscar”, que geralmente era escrito errado como “Boxcar”

 

O baixo no disco foi gravado pelo próprio Tom DeLonge

Como esse era um projeto que Tom gostaria de experimentar, ao invés de chamar alguém para gravar o baixo, ele mesmo fez questão de compor e gravar essas partes. Para os shows e clipes, Anthony Celestino foi chamado para tocar baixo. Aliás, DeLonge praticamente compôs tudo sozinho (tirando a bateria) e, quando chegaram no estúdio, fizeram apenas alguns ajustes nas letras. Mas como ele não sabe tocar bateria e não queria contratar um músico, o jeito foi chamar o Travis mesmo.

O disco do Box Car Racer tem uma história central

Apesar de muitos não se darem conta, o primeiro e único disco do Box Car Racer é um álbum conceitual sobre o fim do mundo. Ele segue a história de um garoto, sem nome, que está enfrentando o fim dos tempos enquanto pensa em vários aspectos da vida, como relacionamentos, religião e sua própria existência. As únicas músicas que fogem desse tema são “My First Punk Song”, que é uma música bem-humorada com influências das bandas hardcore punk que Tom gosta, e “Elevator”, que tem participação de Mark Hoppus nos vocais.

Agora a capa faz mais sentido!

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