Entrevista com Tom DeLonge sobre “Love”.

Autor Por Márcio Medeiros em 05/02/2011

Na passagem do Angels & Airwaves pelo Reino Unido, Tom DeLonge concedeu uma entrevista para o RockSound.tv sobre o filme “Love”. Confira abaixo a tradução.

Parece justo dizer que este filme foi uma caminha épica para todos os envolvidos.

Tom DeLonge: “Parece sim, quando você como ela foi feita. Basicamente nos últimos dois ou três anos as pessoas tem construído estações espaciais ou fizeram grandes escavações no campo para podermos filmar uma guerra civil. Fazer este filme tem sido insano e quando as pessoas assistirem vão perceber o motivo de tanta demora para fazê-lo, espero que eles também se surpreendam com o que conseguimos produzir.”

Qual a parte mais ambiciosa do filme?

“A filmagem da guerra civil. Qualquer cena de guerra é muito difícil pois você tem o perigo das explosões e um grande número de atores correndo, além dos problemas com a fidelidade das cenas que você está filmando por conta da fumaça, poeira e chamas. E por cima de tudo isso a sonorização; como você produz o som sobre tudo isso que está acontecendo ao redor de você? Cenas como essa são as mais caras que você pode fazer. Isso demorou seis meses para planejar, cavar os campos e a mina, depois nós trouxemos nosso diretor, seu irmão e um tempo depois sua mãe, várias vezes, e alguns meses depois construímos e pintamos canhões feitos a partir do zero com itens que compramos na loja de ferragens do local. Quando você olhar o produto final vai parecer como um filme com um grande orçamento, mas feito por duas pessoas na maior parte.”

Porque vocês construíram seus sets de filmagem?

“Dinheiro. Nós íamos alugar a estação espacial do filme Apollo 13 mas no final das contas nós construímos nossa própria estação. O local de filmagem que temos no filme demorou oito meses para ser construído na garagem dos pais do nosso diretor em uma área rural de Los Angeles.

Foi enlouquecedor fazer este filme? Alguma vez você se arrependeu de começá-lo foi isso foi sempre o que o AvA quis fazer?

“Ambos. Foi enlouquecedor entrar em algo como isso e atualmente eu não sei o que aconteceria se parássemos. Nós desencadeamos um monstro e eu tinha preocupado de que eu tinha que entregar algo que eu tinha prometido para meus fãs por tanto tempo mas o Angels sempre foi algo muito ambicioso e pronto para a dominação do mundo. Nenhuma banda faz algo como isso pelo fato de ser muito difícil, mas foi exatamente o que nós fizemos. É para isso que estamos aqui, para fazermos algo com esses riscos.”

É grosseiro falar de dinheiro, mas é algo muito interessante, em termos gerais quanto vocês gastaram para fazer este filme?

“Nós gastamos entre 500 e 600 mil dólares no filme, algo que gastamos em um álbum. Por isso que demoramos muito tempo para fazê-lo; você pode alugar uma estação por algumas centenas de milhares mas com 60 mil dólares vocês pode construir a sua própria se você quiser gastar seis meses para fazê-la. A Panavision nos deu alguns alguns equipamentos de filmagem de milhões de dólares por nada pois eles acreditaram em nosso filme, sobre o que ele era, o princípio e a filosofia por trás dele. Eles também acreditaram em nosso diretor, Will, eles sabiam que ele era um prodígio. Muitas coisas mágicas aconteceram com tudo isso e que nos ajudou a fazer todo o filme, e quando nós contratamos o Will, eu não sabia que ele poderia escrever, construir sets ou que ele trabalhava para a Panavision; muitas coisas foram estabelecidas em nossa frente então eu sabia que nós tínhamos que fazer isso de qualquer maneira. Sem tudo isso, o filme teria custado algo em torno de sete milhões de dólares.”

Aproveitando o post sobre o Tom DeLonge, abaixo você confere uma guitarra pintada para ele pelo mesmo pessoal que fez a arte do disco “I-Empire”.