Entrevista com Tom DeLonge

Autor Por daniimarconato em 06/11/2011
Esta é uma pequena entrevista que o Tom concedeu logo após ao fim da Honda Civic Tour.

Por que o blink-182 decidiu voltar depois do hiato?

Tom DeLonge: Bom, Travis sobreviveu ao acidente de avião que matou todos exceto ele. No momento do acidente, nós não estávamos nos falando e meio que nos odiávamos. Mas, naquele momento eu percebi o quanto aquela situação era estúpida. Ninguém sabia se o Travis voltaria a tocar bateria de novo. E eu tinha medo porque ele é um dos melhores bateristas do mundo. Eu pensei, aqui está um dos melhores músicos que já existiu e ele pode nunca mais tocar de novo. Então, nesse momento, eu queria ter certeza que ele poderia voltar a tocar bateria e eu queria estar do lado dele para apoiá-lo.

Em que ponto você acha que a banda amadureceu e mudou?

Tom DeLonge: Nós usávamos muita bebida quando começamos a sair. Mas você pode superar essa fase. Quer dizer quando você está em uma turnê você está festejando e se divertindo, mas você percebe que ficar gordo e doente e não poder cantar não faz nenhum bem. A única coisa que você pode fazer para ser profissional e vender, é sendo saudável, assim você aprender a cuida de você mesmo, muito, muito rápido.

Porque vocês colocaram o nome do novo álbum de “Neighborhoods”?

Tom DeLonge: “Neighborhoods” é uma referência ao subúrbio, onde eu cresci, e isso é uma boa descrição sobre o que nós três somos juntos, porque nós viemos de bairros muito diferentes. Mark cresceu no deserto, onde as bombas são testadas e Travis cresceu no leste de L.A, onde existem gangues e eu cresci em Poway. E mesmo agora, nós vivemos em diferentes bairros, Mark acabou de se mudar pra Londres, Travis vive no norte de Los Angeles e eu moro aqui. É estranho em como nós somos tão diferentes. E “Neighborhoods” é uma perfeita descrição de nós, em três mundos diferentes que se chocam e formam esse álbum.

Você acha que o tempo que você passou com o Angels & Airwaves influenciou “Neighborhoods”?

Tom DeLonge: Existem muitas conversas sobre o AVA ter influenciado esse disco. Mas você não pode se preocupar com isso. Nós poderíamos escrever qualquer tipo de música, e eu podia sentar e escrever coisas antigas também, mas os fãs não querem isso também. Eu acho que eles querem algo um pouco antigo e um pouco novo e depois misturar isso. E isso é o que nós temos tentado fazer, algo no meio, para que as pessoas não reclamem demais e possa realmente chegar a eles.

Quem são seus artistas ou bandas favoritas?

Tom Delonge: Eu escuto muito Frank Sinatra. Meu favorito seria ele, The Police, U2 e algumas bandas de punk rock como The Descendants e No Effects.

Você tem algum passatempo favorito?

Tom DeLonge: Meu passatempo favorito é pintar. É como música. Se você estuda arte, você estuda composição. Coisas que não podem ponderar de um lado e do outro. Se você tem uma música, você tem uma intro, os versos, o refrão uma ponte que liga você para outro, então é uma arte muito semelhante. A pintura é muito similar, mas em vez de um verso e um refrão você tem uma forma geométrica. Ela não tem que ser simétrica, mas como uma canção você tem que encontrar o peso ideal.

O que você gosta de fazer para relaxar?

Tom DeLonge: Eu sento no meu quintal com os meus óculos de visão noturna e olho para as estrelas. Eu realmente comprei esses óculos de visão noturna. Você tem que preencher uma papelada para eles dizendo que não vai levar isso para fora do país e dar aos terroristas no Irã ou algo do tipo. Eles são intensos e quando você coloca, você pode ver cerca de mil vezes mais estrelas. Você vê tudo: pássaros, aviões, satélites, cada constelação. Na verdade há tantas estrelas que você mal consegue dizer a qual constelação pertence.

Nós podemos esperar um próximo álbum do Blink-182 em breve?

Tom DeLonge: Vai ter outro álbum, mas pode demorar um tempo. E não podemos fazer muita turnê porquê o Travis não vai voar. Nós temos uma turnê no próximo verão na Europa, mas não há mais nada realmente planejado até agora. Mas vamos fazer isso e talvez lançar um disco ao vivo com um monte de piadas ruins, ou algo assim.

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