Das Telas Para Os iPods

Autor Por brunobld em 12/12/2009

E o ganancioso mundo da indústria fonográfica acaba de ganhar mais uma estrelinha de Hollywood: Robert Patinson declarou que pretende lançar um álbum após o término da gravação dos filmes da saga Crepúsculo. Esse tipo de notícia não é nada recente, são vários os atores que se aventuram no mundo da música e vice-versa.

Esses atores aproveitam de sua fama pra se intrometer em outra área na qual eles conquistam fãs com sua imagem e não com sua música. Por mais que eles sejam ótimos em seu mundo, a grande maioria não possui talento algum e acabam apelando para músicas comerciais, sem qualidade alguma.

O pior de tudo são os programas e filmes feitos com a intenção de lançar futuros “músicos” a partir desta pré-divulgação da imagem de “ator/atriz”, remetendo a questão da praticidade defendida por mim na minha última coluna.

Ainda que existam casos em que pode-se captar uma qualidade sonora no trabalho desenvolvido por alguns desses atores/atrizes, os casos são raríssimos e ocorrem com maior probabilidade em filmes no qual a intenção não é lançar uma banda real, e sim interpretá-la. É caso da banda de George Clooney em “O Brother, Where Art Thou?” (2000) e de William Lee Scott em “Killer Diller” (2004).

Pena que são essas bandas medíocres pré-produzidas que são valorizadas atualmente e roubam a cena de novas bandas que possuem talento, como “White Lies” e de projetos paralelos de músicos renomados, como o Them Crooked Vultures, que reúne nada mais nada menos do que Dave Grohl (Foo Fighters), Josh Homme (Queens of the Stone Age) e John Paul Jones (Led Zeppelin) em uma mesma banda.

Matheus Jordão
tem 17 anos, é estudante  do Segundo Módulo do Curso Técnico em Mecatrônica e tem uma irmã retardada.