Curiosidades sobre os misteriosos primeiros anos do Blink

Autor Por Danilo Guarniero em 13/05/2016

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O blink-182 é uma banda que já acumula mais de duas décadas de história. Muitas das coisas que a banda fez pôde ser arquivada nesta grande ferramenta chamada internet, especialmente no fim dos anos 90 e posteriormente com as redes sociais.

Mas, no início da banda, essa super exposição não era comum. Aliás, no começo mesmo a banda nem era tão conhecida, por isso muita coisa se perdeu. Outras, começaram a aparecer com o tempo (como versões demos e gravações antigas que podemos encontrar facilmente no Youtube hoje sob o selo de “raro”).

Confira algumas curiosidades dos primeiros anos do blink-182 (ou melhor, do Blink)

Os primeiros shows do blink foram em 1993

A banda se formou de fato em 1992, mas começou realmente a fazer show no ano de 1993. Apesar de haver alguns desencontros sobre qual foi efetivamente o primeiro de todos, existem alguns indicativos:

De acordo com a irmã de Mark, Anne Hoppus (que escreveu a biografia oficial do blink-182, “Tales From Beneath Your Mom”, a primeira apresentação de todas foi em uma casa de show para maiores de 21 anos chamada Spirit Club. Na ocasião, o dono do lugar pedia para a banda diminuir o volume dos instrumentos a cada 5 minutos. 15 minutos depois, mandou desligar tudo e deu alguns suquinhos Snapples como consolo pelo esforço.

Pat Secor (que esteve envolvido em uma polêmica com a demo tape do Buddha que você já leu aqui) diz que se lembra do primeiro show do blink ter sido em uma escola de ensino fundamental, durante uma apresentação no recreio.

Tom DeLonge diz que o primeiro show foi na casa de show SOMA e até estava vendendo algumas réplicas de cartazes e setlists dessa época – incluindo esse suposto primeiro show.

Independente de quando ou qual tenha sido, todos esses foram em 1993, o ano em que o Blink realmente começou a pegar firme e a se portar mesmo como uma banda.

 

 

 

Outros membros já passaram pelo blink-182

Então, não foi apenas Scott Raynor (e agora Tom DeLonge) que passaram e saíram do blink-182 durante a trajetória da banda. Mesmo que brevemente.

Em 1993, Mark Hoppus teve que escolher entre sua namorada e a banda. O vacilão escolheu a namorada e saiu. A banda adicionou um baixista chamado Cam Jones para substituí-lo e gravaram algumas demos – depois disso, Mark quis voltar para o Blink e o Tom, só de zoeira, fez Hoppus participar de uma audição para ver se ele deveria mesmo voltar.

Em uma entrevista a uma fanzine em 94, Mark Hoppus comentou sobre o blink ter arrumado um novo baterista chamado Mike. Se você leu a biografia do blink-182, percebe que o autor cita Mike Krull como sendo esse cara que substituiu Scott Raynor em shows quando este teve que sair da banda para morar em outra cidade com seus pais. Mais tarde, Raynor voltou a tocar com o Blink em 95 (com a banda juntando dinheiro para ele poder voar para San Diego e ensaiar/fazer shows) e, eventualmente, voltou definitivamente para SD quando convenceu seus pais que o deixassem ir morar com Mark Hoppus e a família dele.

“Cheshire Cat” era para se chamar “Inbreed”

Na mesma entrevista para a fanzine citada acima, Mark Hoppus citou as gravações do primeiro disco da banda, e disse que seria chamado “Inbreed”. Obviamente, nós sabemos, a banda não tem um disco com esse título – ele estava se referindo ao Cheshire Cat.

Veja mais curiosidades sobre Cheshire Cat, o primeiro disco do Blink.

Tom DeLonge tocou em uma banda chamada Tiltwheel

Por conta dessa situação com o Scott Raynor, o Blink tinha um baterista chamado Mike para substitui-lo. Mas mesmo assim, o trio estava tocando muito pouco; a banda estava praticamente extinta.

Enquanto isso, Tom DeLonge tocou algumas vezes com uma outra banda chamada Tiltwheel. Existe até uma música dessa banda, que foi composta na época que o Tom estava com eles, que se chama “Bl’ink” e foi liberada em uma compilação da gravadora Stiff Pole.

Na verdade, esta é uma música que você pode achar similar com algo que já ouviu:

Sim! Se a música que você está pensando é “Does My Breath Smell?”, do Blink, é essa mesmo! A música, que surgiu primeiro na demo tape do Buddha em 1994, foi “re-escrita” pelo Tiltwheel enquanto o Tom estava na banda. Segundo Davey Quinn, integrante do Tiltwheel, “nossa banda reescreveu uma das músicas deles [do Blink] quanto o Tom estava tocando com a gente e essa música está numa compilação da Stiff Pole. Chamamos a música de BL’INK! porque somos engraçados mesmo.”

Aproveitando que estamos falando nos anos de 1994 e 1995, fique com este show do blink-182 de quando a banda estava em turnê com o 7 Seconds. No início, Tom DeLonge anuncia “nós também éramos conhecidos como Blink, mas adicionamos o número por razões sexuais” – a banda adicionou oficialmente o 182 em agosto de 1995.