Blog do Mark e Critica do jornalista de rock da MTV.

Autor Por Márcio Medeiros em 11/02/2009

O Mark postou uma entrada nova no blog dele onde comenta uma materia feita pelo critico de rock da MTV.

“Não se preocupe, James, nós te cobrimos. Você pode ouvir Dammit o quão alto você quiser que nós não vamos contar pra ninguém! Obrigado pelas gentis palavras”

James, o jornalista de rock da MTV gringa, fez uma matéria sobre o blink-182 na vida dele. Desde quando ele era um adolescente, o periodo que ele deixou de gostar da banda, como ele se tornou um critico de rock amargurado até o dia que o blink-182 voltou. É como se fosse uma redenção por parte de James mostrando o significado do blink-182 em sua vida.

Quem estiver interessado em ler a matéria, segue a tradução:

Eu serei o primeiro a admitir que eu estou irracionalmente excitado sobre a possibilidade de uma reunião do blink-182. Existem várias razões para isso, quase todas voam em direção a razão do porque eu ter me tornado um escritor de rock em primeiro lugar. Então, naturalmente, além de estar irracionalmente excitado sobre uma reunião do blink, Eu também estou irracionalmente apavorado por ela. Esse assunto é complicado. Esse tipo de coisa geralmente é.

Veja, eu cresci como um fã de blink. Eu tinha o Cheshire Cat antes de eles adicionarem o -182 na capa. Eu costumava ouvir “Wasting Time” no meu 1988 Caprice Classic e botar em uma fita para minha namorada do colegial. Quando Dude Ranch saiu em 97, eu havia me separado dessa namorada em circunstancias piores do que as ideais e me envolvido em uma bosta de comunidade no colegio, então eu estava realmente no espirito de “Dammit” enquanto esse era claramente o fundo do poço da minha vida.

Quando o Enema of the State saiu, eu já havia me mudado de garota e de colegio, e eu não estava mais nesse de blink mais (Eu tava mais em coisas mais “importantes”, como The Party of Helicopters), mas eu ainda gostava dos singles e dos videos. A mesma coisa acontceu de novo – em niveis mais baixos – com cada lançamento subsequente. Eu me distanciei deles, porque o blink-182 era um ato de pop-punk estupido. Eu era um garoto que gostava de indie-rock. Eu era um critico de rock inciante, o que significa que eu estava ficando velho e cansado. Claramente não havia mais espaço na minha vida para algo estupido como “First Date” (mesmo o clipe sendo incrivel)

Os anos se passaram, eu me esqueci do blink, eu construi minha hostilidade. Eu comprei discos do Velvet Underground. Eu me tornei cínico e malvado e comecei a fumar cigarros e usar expressões como “influente” e “pós-rock”. Eu me tornei um jornalista. E esqueci como era ser um fã.

Nos ultimos anos que passaram, eu fiquei mais velho e mais estabilizado, essas qualidades negativas apenas cresceram. Parcialmente porque, como um jornalista de rock, eu sentia que era meu dever apontar porque eu pensava que a Britney Spears era feita de adamantium ou porque o Soulja Boy Tell’em fazia as melhores performances da nossa geração. Eu acreditei que tudo tinha que significar alguma coisa… ou o resto era insignificante. Lixo. Não arte.

Quando eu reportei que o blink estava entrando em hiatos indefinido em 2005, eu fiz como jornalista, e não como fã. Quando eu comecei a enviar emails para o Tom Delonge e para o Mark Hoppus, eu tratei eles como fontes e não como criadores de algumas das musicas mais importantes dos meus anos de estupidez. Isso é meio vergonhoso, olhando para tras.

Porque quando o blink anunciou que estava voltando, com planos de um novo album e uma nova turne, algo acendeu dentro de mim. Eu estava transbordando em uma onda de positividade, de uma excitação inebriante. Foi meio que apavorante, para ser honesto. Depois de pensar nisso por alguns dias, eu vi que não havia absolutamente nada negativo que eu pudesse dizer sobre um reunido blink-182. E vindo de um cara que trata quase tudo como negativo, isso significa alguma coisa.

Eu reouvi todos os meus cds antigos do blink. As primeiras coisas ainda são ótimas, e eu encontrei uma nova apreciação para o Enema e para o Take of. O self-(un?)-titled album – o tão discutido “maduro” disco – é realmente ótimo. Até o cd do +44 foi melhor dessa vez; meio que soa como o ultimo album do blink, só que sem o Tom cantando, o que é realmente ótimo de certa forma. Eu até consegui passar pelos dois albuns do AVA, e eu achei… na verdade, deixa pra lá, eles são ok pra mim também.

É uma nova era: uma era de positividade. Talvez o reunido blink servirá como uma inspiração, cortando através da névoa negra que envolve a mim e praticamente a industria toda. Ou talvez eles só chamem seu album de Boner Jams. De qualquer forma, por mim tudo bem.

Porque uma reunião do blink é uma coisa boa. Será libertadora. Vai me lembrar de como é ser um fã de novo, de porque eu entrei nesse mercado de escrever sobre música em primeiro lugar. Vai me dar algo pra conversar com meu sobrinho de 16 anos. Talvez eu deixe de ser um jornalista de rock cheio de ressentimentos . Eu excluirei “influente” do meu vocabulario (“chops” e “twee” também). Eu serei positivo. Eu serei animado.

Quem sabe? Claramente, as esperanças estão lá no alto. Então, Sr. Hoppus, Sr. Delonge, Sr. Barker. Eu clamo a vocês para tratarem disso com consideração. Vamos ser cuidadosos… vamos lembrar que vocês estão trabalhando com as minhas emoções. Let’s make this last forever. (and ever)

Traduzido por shiko.

Update

Mark is on fire hoje. Postou outra entrada recentemente.

“Johnny “Red” Kerr, 76 anos de idade, anunciante do Bulls de longa data, curte blink-182″.

No link postado no blog, há uma matéria sobre Kerr, falando que ele será homenageado e com algumas frases de amigos próximos sobre ele. E é nisso que entra o blink-182 na história. A frase é do Jim Angio, diretor da CSN, em 2005.

“Ele é uma das pessoas mais jovens que eu conheço. Nós dois tiramos nossos iPods e ele disse ‘Hey Ange, eu tenho blink-182!’ Quem de 72 anos de idade ouve blink-182?”