Coluna: O blink-182 tem futuro com Matt Skiba?

Autor Por Wiu Eduardo em 30/04/2015

Se desde de Janeiro você acorda de manhã, leva as mãos a cabeça e escorre aquela lágrima no seu rosto em uma clara reação de desespero sem conseguir responder esta pergunta, a gente te ajuda!

A gente tem se perguntado todo dia, “o que vai ser do blink agora?“, “será que vai ter cd novo com skiba?” e principalmente “será que o blink-182 tem futuro com Matt Skiba?“. Pois é blinkers, é hora de parar, avaliar os fatos e enxergar claramente a resposta pra essas perguntas.

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Aliás, Matt Skiba deu uma entrevista recentemente para a Billboard onde falou sobre seus projetos e o seu futuro com o blink-182, clique aqui e leia.

Assim como Tom DeLonge, Matt Skiba tem 39 anos de idade e uma grande carreira tendo feito parte de importantes bandas do cenário underground dos Estados Unidos como Jerkwater e Blunt, mas ficou realmente conhecido quando fundou o Alkaline Trio em 1996 e o qual faz parte até hoje.

Skiba tem um respeitável histórico na música, principalmente no movimento hardcore pois foi após o primeiro disco “Goddamnit” de 1998 que ele e o Alkaline Trio foram postos no mesmo nível das respeitadíssimas grandes bandas do estilo naquela época, Fugazi e Embrace, que hoje já não existem mais.

Sem querer comparar os dois incríveis músicos que são, vamos aos fatos para analisar como se saem individualmente Matt Skiba e Tom Delonge no blink-182.

Matt Skiba cantando:
– Se ao vivo o Tom canta completamente diferente dos álbuns, e alguns diriam apenas “mal”, Skiba canta mole e transmite pouca ou quase nenhuma empolgação;
– Talvez por ser de uma escola que não caminha muito por outras referências se não o próprio punk rock californiado, Skiba não faz NADA de diferente ao vivo em relação a como soa nos discos. Quase um robô;
– Skiba apesar de se mostrar bastante empolgado os shows que fez com o blink até agora e em suas posteriores entrevistas, ele não demonstra a mesma coisa enquanto no palco e falta um pouco de carisma, ao mesmo o suficiente pra ser o guitarrista do blink-182 (!).

Tom DeLonge cantando:
– É claro que Tom nunca foi um grande vocalista ao vivo, mas o blink-182 nunca teve a pretensão de soar perfeitamente ao vivo e Tom sempre valorizou muito mais a diversão na performance do que somente a qualidade dela;
– Apesar de desafiar algumas vezes e até mudar o tom de voz pra não soar “errado”, Delonge sempre manteve as apresentações, fossem em shows ou programas de tv, extremamente agitadas;
– O trio ficou conhecido por sua filosofia de se divertir muito enquanto toca, e nos palcos, Tom Delonge sempre foi 50% de tudo o que a banda inteira transmite.

Skiba tocando:
– apesar de vir do punk rock, não mantém a essência nos shows que fez com blink até agora e toca a maioria dos riffs do blink de forma mais “groovada” do que palhetada como é uma comum características dos guitarrista desse estilo de fato;
– justiça seja feita, Matt Skiba consegue reproduzir as músicas ao vivo de forma mais fiel ao álbum o que pode ser uma característica de certo ponto de vista;

Tom tocando:
– Talvez por ter sido quem compôs as músicas e as conhece muito bem, Tom consegue mudar alguns acordes sem desconfigurar a música, o que é importante acontecer quando uma banda de rock toca ao vivo, pois se for pra apenas reproduzir a música original basta colocar o cd pra tocar;
– Tom não usa milhares de efeitos enquanto toca, como ele mesmo já disse aqui sobre sua gibson, prefere tirar os sons na mão trabalhar com um ou outro auxílio de pedais;

Tudo isso sobre Matt Skiba fica claro em:

E sobre Tom, assistindo ao último show com ele no RedBull Sound Space em 2013:

Desde que fundou o Alkaline Trio, Matt Skiba lançou NOVE álbuns com a banda e praticamente não levou mais de dois anos entre um e outro, exceto pelos três anos de espaço entre os lançamentos de 2005, com o “Crimson” e de 2008 com aquele que foi a volta à raiz punk rock chamado “Agony & Irony”. E além dos álbuns houveram ainda DEZ EPs lançados desde a fundação do Alkaline em 96 e dezenas de turnês pelos Estados Unidos.

Desse modo, fica clara a gigante vontade que Matt Skiba tem de fazer música, tocar e se divertir.

Já Tom DeLonge nunca teve essa mesma característica de Skiba de dar sempre continuidade nos projetos e manter a constância do trabalho lançando sempre novidades da mesma banda. Não é atoa que apenas no AVA Tom conseguiu manter alguma continuidade já que a banda existe em plena atividade desde 2005. Digo isso porque apesar do blink ter mais de 20 anos, sabemos bem quais foram os períodos realmente ativos do trio enquanto ainda com Tom Delonge.

Mas Tom tem algo especial que o diferencia de Skiba. Ele consegue trabalhar com estilos musicais totalmente diferentes, além de lançar livros, animes, filmes… (ok chega). Delonge é um oceano inesgotável de ideias com diferentes estilos. Por isso Tom já teve o próprio blink, o Box Car Racer, Angels and Airwaves (atual), sua recente divulgada carreira solo e seus diversos outros projetos como a gravadora To The Stars e a sua marca de vestuário Macbeth.

CONCLUSÃO

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É como dizem que mais importante do que a confiança pra que um projeto que envolve mais de duas pessoas dê certo, é extremamente necessário haver interesse mútuo! Isso é o que fará com que todos os envolvidos mantenham-se engajados e interessados (ora essa!) em fazer o que se propuseram e no caso da nossa querida e favorita banda, o blink-182 tem sim futuro com Matt Skiba, tem MUITO futuro, se os três se mantiverem com a mesma vontade.

Acredito cegamente que se o interesse mútuo se mantiver, podemos aguardar por mais um álbum o qual seu nome virá acompanhado de um belo e histórico “blink-182 with Matt Skiba“.