Archive for the ‘Colunas’ Category

Minha primeira vez – Parte II

Wednesday, August 25th, 2010

Leia a primeira parte: Minha primeira vez – Part I

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Era dia 24 de Agosto. E assim que chegamos ao local da nossa primeira vez, começamos as preliminares.

Pra lá e pra cá… não conseguiamos ficar parados.

Era díficil imaginar como seria. Era complicado conseguir durmir.

A maneira de tocar. Como seria?

Ficava pensando comigo mesmo: será que vai ser como antigamente?

Depois de tanto tempo esperando, consegui entrar. Que alívio!

Foi na praia mesmo. Um lugar maravilhoso. Digno de primeira vez…

Até pareço uma menininha falando desse jeito, mas é verdade… coincidências a parte, estava ouvindo blink-182 na minha primeira vez.

Começou com Dumpweed e acabou com Dammit. Mas nossa, foi tão rápido, intenso e precoce assim?

Haja folêgo.

Mas não, não era nada de sexo ou essas coisas horríveis da vida…

Foi a minha primeira vez.

Há exato um ano, dia 25 de agosto de 2009. O show começou exatamente as 21h do horário local.

Blink-182 tocava em Jones Beach – New York. E eu estava lá, e estava completo.

É um sentimento que talvez ainda não consiga explicar. Talvez, com um pouco do efeito de “Inception”, não sei definir o que foi sonho e realidade.

Bastava deixar fluir, bastava deixar a música entrar na cabeça e assistir aqueles três que acompanharam meu crescimento de longe.

Ou fui eu que eu cresci acompanhando os três de longe?

Bom, isso talvez não importa. Pelo menos não importava mais. Nada mais importava.

Foi a realização de um sonho. E esse show foi só o primeiro de uma série de quatro shows.

Um show do blink-182 é o melhor “banho” para lavar sua alma.

Sinceramente, não haverá nenhum show que baterá esses quatro. Mas talvez um quinto… no Brasil. Ano que vem.

Aí vocês podem me contar como foi essa tal de primeira vez.

Que tal? Encontro vocês lá?

Bruno Clozel (BLD) nada mais é que um em seis bilhões. Porém com um pouco de sorte e muita força de vontade de conquistar aquilo que deseja e tem como objetivo. Nada é por acaso. Nada é coincidência. O seu destino quem traça é você.

Me siga no Twitter: @brunobld

Minha primeira vez – Parte I

Sunday, August 22nd, 2010

Foi difícil. Perdi minha virgindade há 1 ano.

Sei que tenho 22 anos e perder a virgindade com 21 é um pouco tarde, mas quando o amor é verdadeiro nunca se pode julgar o tempo.

Foram anos de luta, nesse meio tempo uma grande briga. E que briga…

Era complicado para ambos os lados aceitar as diferenças e as exigências, mas o tempo nada mais é que o melhor cicatrizante de qualquer ferida.

A ferida precisava se curar…

Voltamos. Mas as coisas não eram mais a mesmas e a minha esperança de ter a minha primeira vez estava cada vez mais longe.

Porém, com o tempo, fui percebendo que nada era mais como antes, mas talvez ficaram ainda melhores. Díficil, porém não impossível.

Descobrimos (e redescobrimos) o significado de vários sentimentos que foram espalhados pelo caminho. Era uma volta triunfal.

Mas eu ainda era frustrado. Eu ainda era virgem. 21 anos e virgem. PORRA! Onde está o meu Deus agora?

Foi quando vi uma luz. Foi um momento de explosão pura. Uma ideia. Uma chance. Era tudo o que eu precisava para ir de encontro com meus objetivos.

Fui procurar saber o que era preciso. Todas informações de como fazer. Fazer com jeitinho para que nada desse errado. Era uma tarefa díficil.

Entre o primeiro contato que tive e o decorrer das ações aconteceram algumas turbulências.

Quase TUDO foi por água abaixo. Quase…

Entre uma e outra resposta positiva dos responsáveis estava quase lá… faltava pouco.

Continua…

LEIA A SEGUNDA PARTE, CLIQUE AQUI!

Bruno Clozel (BLD) tem 22 anos, dono do Action182, pode ser muitas coisas e pode não ser nada. Talvez seja alguém mais completo ao final dessa história.

Me siga no Twitter: @brunobld

Comentem… seja lá o que estão pensando! ;)

Sério, Leandro? II

Thursday, August 12th, 2010

- Ei, o que aconteceu contigo, Leandro, escrevendo duas colunas na mesma semana? Está desempregado?
Não, não virei estatística, não por esse motivo. Estou escrevendo mais esta coluna simplesmente porque sou uma pessoa deveras bem informada, cuja cultura faz o Jô Soares sair de sua poltrona e sentar no sofá ao lado.
- Desempregado não está, mas com essa atitude convencida também não vai conseguir muita coisa…
Certo, exagerei. Bastante.
- Melhor assim…

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Apenas estou aqui para deixar claro que pretendo passar menos tempo “em branco” com vocês, caros leitores do Action, pois… bem, não é claro o motivo. O que interessa é que mais colunas estão saindo do forno, mais comentários irônicos e belas mulheres de biquíni em fotos reveladoras!

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Usarei este espaço para trazer algumas informações interessantes, outras menos interessantes e muitas informações totalmente irrelevantes, em um pacote promocional de pura cultura selecionada para a formação de vossas bagagens. O Bruno, conhecido pela alcunha “BLD”, preparou um carnezinho pro senhor e pra senhora, com suaves prestações.

Letrinhas miúdas do contrato:
Cláusula  nonagésima oitava – O mero acesso ao site automaticamente inscreve o usuário, gerando o carnê cuja primeira prestação vence no dia seguinte ao acesso.
Cláusula nonagésima nona –  Uma prestação equivale à R$ 250,99 (duzentos e cinquenta reais e noventa e nove centavos). Eventual multa, em decorrência de atraso no pagamento, de 20% sobre o valor de uma prestação.

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Terça-feira, 10 de agosto de 2010, em um conglomerado qualquer:
Notícia – FHC ensina Maquiavel: “Às vezes, o presidente deve mentir”.
Notícia corrigida – Maquiavel ensina FHC: “Às vezes, o ex-presidente também deve omitir”.

P.S.: ainda mais quando apoia a candidatura de um companheiro de partido.

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Sensacional a primeira música liberada do novo álbum do Weezer, que se chamará Hurley. Power Pop de excelente qualidade. Aliás, Power Pop é o caralho… é Rock de primeira! Procurem por Memories. Se você for mais esperto, clica AQUI e vai direto ao assunto.

P.S.: Quando do lançamento do álbum, planejo escrever uma crítica. Aguardem, é pra setembro.
P.S.2: Se a capa do disco for essa foto do Hurley (do Lost, lembra), é clássico na hora.

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Momento Dr. Ataufo Roberto, PHD.

Época da aparência → quando o ter superou o ser, o material sufocou o espiritual. Houve um deslocamento da capacidade de julgamento da sociedade. Tem sucesso quem possui bens, quem é considerado rico. Disso, passa-se à análise de questões subjetivas, quando julga-se digno, bom, justo, esforçado, etc., aquele cujo montante de bens materiais e posição social são mais elevados do que a da grande maioria.

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“All the memories, how can we make it back there, back there
I want to be there again”

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Futebol com uísque: Chivas é um bom nome pra time de futebol, mas os mexicanos não precisavam levar o nome do clube tão a sério.

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Última, mas não menos importante: cliquem AQUI e participem do processo democrático e legislativo brasileiro ao demonstrar a sua preocupação com o modo que os animais são tratados em nosso país. Leia o Projeto de Lei 215/2007, de autoria do Deputado Tripoli, que quer instituir o Código Federal de Bem-Estar Animal. Aproveite e deixe o seu apoio no abaixo-assinado.

Objetivos do Código Federal de Bem-Estar Animal:

Art. 2º São também objetivos desta Lei:
I. promover a melhoria da qualidade do meio ambiente, garantindo condições de saúde, segurança
e bem-estar público;
II. assegurar e promover a prevenção, a redução e a eliminação da morbidade, da mortalidade
decorrentes de zoonoses e dos agravos causados pelos animais;
III. assegurar e promover a participação, o acesso à informação e a conscientização da sociedade
nas atividades envolvendo animais e que possam redundar em comprometimento da saúde
pública e do meio ambiente.

Art. 3º Constituem objetivos básicos das ações de proteção aos animais:
I. a prevenção, a redução e a eliminação das causas de sofrimentos físicos e mentais dos animais;
II. a defesa dos direitos dos animais;
III. o bem-estar animal.

Leandro Dani / @LeandroDani

Uma questão de estética

Sunday, August 8th, 2010

A busca pela beleza sempre foi uma constante na história da humanidade. Desde tempos remotos vários tipos de estereótipos de perfeição física foram adotados, esquecidos e então retomados. A submissão ao conceito de “belo”, sempre foi incentivada devido à pressão social exercida pelos padrões definidos pela aristocracia e/ou mídia.

Atualmente, o Brasil é um dos cinco maiores recordistas em intervenções cirúrgicas com finalidades estéticas, sendo a lipoaspiração uma das mais populares. Tal fato pode ser explicado pela sedentariedade da população, fator principal pelo aumento de casos de sobrepeso e obesidade no país.

Ao invés de praticar exercícios físicos e seguir uma dieta saudável, mantendo o equilíbrio entre a saúde e o bem-estar físico, as pessoas simplesmente abrem mão da longevidade, pois uma cirurgia ou tratamento estético pode restaurar sua beleza, o que gera um grande desinteresse no que se diz respeito a própria saúde.

Além disso, existem aqueles que se submetem aos esteróides anabolizantes e suplementos ilegais, a fim de acelerar o desenvolvimento da massa muscular, obtendo resultados tão monstruosos que acabam comprometendo o sistema cardiovascular, podendo ocasionar fatalidades.

Entretanto, obesidade e hipertrofia muscular não são nada quando comparados com o mais trágico dos casos : a anorexia.

A anorexia é o maior exemplo do exagero da valorização dos padrões estéticos. A submissão é tamanha, que existem casos em que o distúrbio psicológico age sobre os sentidos, convencendo o sistema nervoso, fazendo com que ele entenda o evidente caso de subnutrição como um falso caso de sobrepeso ou obesidade, incentivando a continuidade da perca de massa, até que o inevitável aconteça…

É necessário que ocorra o despertar da auto-conscientização e do auto-respeito para que esta triste realidade possa ser esquecida. Porém, para que tal atitude ocorra, a busca pelo conhecimento e a desvalorização da futilidade tão abordada na mídia devem ocorrer anteriormente.

Chega de viver em um rio de ignorância, onde o fútil é iluminado pelos holofotes enquanto o conhecimento é desprezado e banalizado.

Matheus Jordão completa 18 anos no próximo sábado, é técnico em mecatrônica e pede desculpas pela ausência no Colunas. Vestibular é foda.

SWU – Começa com você!

Friday, August 6th, 2010

Engajamento. Esta é definitivamente a palavra que o SWU adotou para ter como base nesse grande evento que será realizado entre os dias 9 e 11 de outubro deste ano.

Tive a oportunidade de participar de um bate-papo promovido pela organização do evento onde foram chamados vários representantes de diversos canais de mídia para se discutir todos os assuntos colocados em pauta nesta “mesa redonda”. E lá estava eu representando o site Tenho Mais Discos Que Amigos!.

Milkon Chriesler, conhecido por Mac, um dos sócios da The Groove Concept e um dos responsáveis pelo SWU, conta primeiramente que o SWU será um complexo de entreterimento visando um todo, e não apenas a música ou o rock em um palco e sim toda a arte e cultura que envolverá todo esse complexo.

Todo esse conceito começou no Maquinaria, já com algumas medidas ecológicas como a reciclagem de lixo no próprio festival, e agora está influenciando de ponta a ponta o SWU, que tem como principal objetivo comunicar as pessoas em prol da mobilização e conscientização ecológica.

Todo o lixo do festival, por exemplo, será reciclado dentro do festival, garante Mac. O festival que contará com muita arte, música de diversos estilos, mistura de culturas, entre outras coisas que o tornarão um ambiente muito agradável, quer apresentar este novo conceito de entretenimento, modelar a cultura para um novo tipo de experiência que ainda não é muito explorado no Brasil.

Comunicar e não só fazer, experimentar, interagir, aproveitar, conscientizar, se divertir… tudo isso será encontrado dentro do festival de música e arte que atualmente é o maior na América do Sul.

Mas nem tudo de sucesso se estrutura com críticas boas e um dos pontos mais discutidos no debate foram os preços dos ingressos da área premium e o por quê da área premium existir.

Antes de tudo, a área premium já é um ritual famoso em diversos shows (principalmente os de maior porte) da cidade de São Paulo e não foi criada apenas no SWU, porém minha principal questão não eram os preços implantados e sim o que esta área vai oferecer áqueles que pagam um preço muito maior pelo ingresso. Quem vai de área premium no SWU terá benefícios como acesso diferenciado, áreas exclusivas, lounges, além de banheiros e área de alimentação separada.

Mas qual será o tamanho da área premium? Quão prejudicado será aquele que não tem condições de pagar por este ingresso mais caro? A resposta é simples e objetiva: dez metros. Dez metros é a distância que o fã da pista normal que ficar na grade ficará do palco.

Antes de qualquer critíca é preciso conhecer o outro lado da moeda, e neste ponto sou contra a quem critica pelo alto preço, pois há um motivo para tudo, e lembrando que não será só sua banda favorita que tocará, e sim muitas outras atrações além de uma mega estrutura. Brasileiro é assim, oito ou oitenta, amor ou ódio, mas como diz aquele velho ditado “falem bem ou mal, mas falem de mim”, é o que faz o festival faz e vai ganhando o conhecimento do público em geral.

Outro ponto importante discutido foi sobre a censura de 18 anos implantada pelo festival, porém, este fato fica fora das jurisdições dos organizadores do evento e fica para a parte burocrática determinada pelas leis de nosso país. (nosso país que pune quem ama cultura e não pune quem realmente deve ser punido…)

Para quem vai acampar, pode esperar uma grande infraestrutura da fazenda Maeda, as pessoas poderão usufruir de tudo aquilo que a fazenda oferece não só em diversão, mas também nas refeições. “Você poderá pescar, por exemplo.”, garante mais uma vez Mac. Em breve as informações de acesso ao local e de como funcionará o camping e mais preços serão divulgados.

A ideia do festival é continuar no futuro, ainda sem uma data certa e uma periodicidade definida, mas é um projeto a longo prazo que com o passar das edições irá melhorar, e ficar mais acessível a todos. Mas para isso acontecer, é preciso que este primeiro dê certo.

E o SWU tem tudo para dar certo, não só pelos shows mas pelo conceito diferenciado apresentado (que na minha modéstia opinião é algo necessário para nossa cultura e nosso país) e pela experiência que será promovida para o público que comparecer.

Aliás, quando perguntado ao Mac sobre qual será o diferencial do evento, a resposta é simples: A experiência.

Gostou? Odiou? Mande sugestões: @brunobld

Para saber mais visite o site oficial e o twitter do SWU.

Sério, Leandro?

Friday, August 6th, 2010

Cara, faz tempo que eu não escrevo aqui no action. E, para celebrar este não-acontecimento, resolvi escrever sobre nada.
- Sério, Leandro?
Sim, nunca fui mais… ah! Para com isso.

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Não sei se vocês notaram, mas ontem (quinta-feira, 05/08/2010, às 22h), aconteceu o primeiro debate entre os presidenciáveis.
- Sério, Leandro?
Sim, desta vez falo sério. Digo… pelo menos foi o combinado entre eles… debate mesmo, mesmo, ficou para um próximo encontro.

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Enquanto o “debate” corria louco e selvagem na Band, resolvi cuidar os TT’s do Twitter. Pra quem não sabe, TT significa Trending Topics. Pra quem ainda não sabe, Trending Topics significa (na minha livre tradução poética) algo como “assuntos mais comentados”. E, se você sequer sabe o que é Twitter, saiba que o telégrafo deixou descendentes – e, eles cresceram.

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Parece que ontem, exatamente ao mesmo tempo em que determinada candidata gaguejava, em algum lugar no estado de São Paulo, dois times de futebol se digladiavam por uma vaga na final da Libertadores.
- Sério, Leandro?
Não posso confirmar, pois recebi essa informação de um amigo que tem um amigo que tem um primo que ouviu do porteiro do prédio em que mora sua namorada que, por sua vez, estava traindo ele com uma colega da faculdade quando, do nada, surgiu um cara com uma informação sobre um jogo sendo transmitido ao vivo em algum canal da Islândia, onde o comentarista fez referência ao tal jogo da Libertadores.

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Tópicos mais comentados pelos tuiteiros durante o debate:

Trending: Brazil – 22:35h
1 – Emma Watson
2 – Mick Jagger
3 – Rogério Ceni
4 – Pretty Little Liars
5 – Black Eyed Peas
6 – Geisy Arruda
7 – Ricardo Oliveira
8 – Arcade Fire
9 – Ronaldinho Gaucho
10 – #SPFC

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Enquanto isso, em São Paulo:
Gol do São Paulo… a torcida vibra, a vaga está próxima… só mais um golzinho!

P.S.: não é porque eu sou gremista que vou parar de comentar o jogo de ontem, mas porque falar de política é muito, muito mais emocionante!
P.S.2: eu sei ser irônico.

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Voltando ao maravilhoso mundo do Twitter, notamos algumas ligeiras mudanças.

Trending: Brazil –  22:38h
1 – João Carlos Martins
2 – Emma Watson
3 – Mick Jagger
4 – Geisy Arruda
5 – Black Eyed Peas
6 – Debate Presidencial
7 – White Collar
8 – Arcade Fire
9 – Marina Silva
10 – Ronaldinho Gaúcho

P.S.: Nesse momento, a Geisy Arruda estava se elegendo presidente do Brasil. Isso ainda iria dar pano pra manga… ou para o vestidinho rosa?

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Em alguns momentos, devo confessar que fiquei preocupado com o pouco interesse por política demonstrado pelos tuiteiros brasileiros. Mas eu estava enganado, muito enganado. Foi então que, surpreendentemente, ocorreu uma mudança significativa nos TT’s:

Trending: Brazil – 23:15h
1 – Plinio Arruda
2 – Rogério Ceni
3 – Emma Watson
4 – Mick Jagger
5 – Celso Roth
6 – Black Eyed Peas
7 – Arcade Fire
8 – Debate Presidencial
9 – Reforma Agrária
10 – Governo Fhc

Pela primeira vez um assunto como reforma agrária aparecia como tópico mais comentado no Twitter. Sim, o povo brasileiro, enfim, demonstrava ser um povo altamente politizado, preocupado com o futuro de seu país, com políticas de inclusão social e repartição de renda e terras.

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Bastante impressionado, procuro ler alguns dos tuiteiros preocupados com os destinos de nosso país. São comentários da mais profunda crítica política, verdadeiros “tratados-em-síntese” (seja lá o que isso queira dizer) sobre a partilha de terras e oportunidades no Brasil:

Fulaninha_AMA_Vampirinhos*  TTbr : Reforma agraria (?) Quem é o retardado que twitta sobre reforma agrária?

* A identidade dessa tuiteira foi preservada por motivos óbvios…

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Com o fim do debate e do jogo, a vida retorna ao “normal”.

Trending: Brazil – 23:51h
1 – Plinio Arruda
2 – Industria Naval
3 – Celso Roth
4 – Rogério Ceni
5 – Mick Jagger
6 – Emma Watson
7 – Black Eyed Peas
8 – Arcade Fire
9 – Tinga expulso
10 – Ricardo Gomes

P.S.: não deve ser um bom sinal o Mick Jagger ter se mantido entre os TT’s durante todo o debate.
P.S.2: ele estava torcendo para o São Paulo.
P.S.3: todos se perguntavam: “quem diabos é esse tal de Plínio”? Um amigo de um amigo meu que tem um primo recentemente separado da namorada disse que ele estava participando do debate. O Mick Jagger apoia essa campanha.
P.S.4: Porra, São Paulo!

Leandro Dani / @LeandroDani

Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada

Tuesday, July 27th, 2010
Primeiro: queria pedir para vocês gentilmente perdoassem o meu título. Juro que foi a primeira música que me remetesse a “amigo” que eu consegui lembrar.
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Segundo: é, eu sei, já falei um bocado sobre amigos em uma coluna minha, mas sabe como é. Quis falar só sobre amizade em uma outra.
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Terceiro: pois é. Eu esperei, propositalmente, o Dia do Amigo passar para poder falar dele. Não do dia, e sim do amigo. Só para poder frisar bem essa parte de que, hey! Todo dia é dia do amigo, faça-me o favor.
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Alguém já falou que amigos são a família que a gente escolhe. Um tal de Mark Hoppus já disse, se referindo a um grande amigo dele que por acaso se chamava Tom Delonge, que eles eram tão próximos que era como se fossem “a mesma pessoa em diferentes corpos”. Minha prima Luana escreveu no status do Orkut dela que “Na prosperidade, nossos amigos nos conhecem; na adversidade, nós conhecemos nossos amigos” (se alguém souber o verdadeiro autor da frase, favor entrar em contato). E se eu estou citando todos eles, meus caros leitores, é porque assino embaixo de tudo que disseram.
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Com essas citações e com sua experiência, provavelmente você consegue diferenciar um amigo de um colega. Além da velha e engraçadinha tática que aprendemos que nos diz que “colega tenta apartar sua briga, mas amigo que é amigo chega na voadora!”, eu gosto de associar a amizade com um porto seguro. Sabe? Aquelas pessoas (no plural apenas se você for alguém bem sortudo) que você sabe que vão te segurar quando você ameaçar despencar, que você consegue confiar de olhos fechados, que você conhece tão bem que seria capaz de captar o que elas estão sentindo apenas observando-as. Às vezes nem isso; basta apenas vocês trocarem olhares e pronto. Nenhuma comunicação verbal precisa ser feita.
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Já tentei imaginar a vida sem essas pessoas (é, pode ser que eu tenha tendências masoquistas). Sem alguém para dividir as alegrias e sucessos, sem ninguém que me abrace quando eu preciso (ou não!) e até mesmo sem algum deles para me repreender por alguma besteira que eu fiz.
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Todo mundo tem – e precisa – de um porto seguro. O que muda é que poucos têm ciência disso e, geralmente, só passam a ter depois que perdem. É, eu sei: tipicamente clichê. E eu, como alguns, já pedi uma das pessoas que construíam o meu.
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Às vezes você tem que cair para saber quem irá te levantar.
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Não existe decepção pior do que o abandono de um amigo – do que a sensação do desalento, de se sentir sem chão. Ver uma vida de familiaridades escoar pelo ralo e as lembranças não passarem de ecos em sua mente.
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Às vezes você precisa sentir na pele como é assistir um irmão se tornar um estranho.
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Você pode até valorizar seus amigos antes de passar por isso, mas é como já foi dito: Só depois de perder uma é que aprendemos a atribuir o real valor às nossas amizades.
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Afinal, o que seria de nós sem os nossos irmãos de alma, os habitantes do nosso porto seguro? Eles aprendem, crescem (tanto com o passar dos anos quanto com o aprendizado adquirido por vocês ao longo dos mesmos) e se dividem conosco. Sem eles e as gargalhadas, abraços e às vezes até lágrimas que caracterizam todos os momentos que passamos juntos, certamente seríamos – nós e a nossa vida – bem, bem mais sem graça.
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Fica aqui o meu recado: Cuidem bem das suas amizades, muchachos, porque também é através delas que as pessoas te conhecem (vai dizer que conhecer seus amigos não pode dizer muito sobre você?) e nós, mais do que ninguém, sabemos como grandes amigos podem ser importantes (até na volta de uma banda, hein? Quem sabe?).
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E que fique aqui também o meu abraço para todos os meus amigos – os virtuais (porque sim, vida longa à amizade virtual!) e os “reais” – e para todos vocês que leram isso e se sentiram, pelo menos por alguns segundinhos, tocados. Deveríamos sair pra tomar alguma coisa. Certeza que temos algum potencial de amizade!
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Laís Cerqueira Fernandes tem 17 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo, aspirante a escritora e, se tem algo de que ela se orgulha, é dos seus amigos.

Qual é a nossa idade, mesmo?

Friday, May 21st, 2010

Ontem cometeram o sacrilégio de me dizer que a juventude é a melhor fase da nossa vida – e, quando eu digo “juventude”, não quero dizer essa fase que eu, você e especialistas chamamos de “adolescência” e os mais velhos chamam de “aborrecência” como se esse, meu Deus, fosse o melhor neologismo do mundo. Quem me disse isso estava falando dessa fase, dos 16 anos pra mais, onde já nos consideramos espertos o suficiente, nos viramos muito bem e começamos a nos tornar plenamente independentes. Bom, claro que há exceções (tipo aquele menino que todo mundo conhece que ainda faz piadinhas dignas de um garotinho na segunda série).

Então, voltando à nossa afirmação inicial… “ARE YOU KIDDING ME?” foi o que eu quis berrar para a pessoa que me falou esse absurdo, acompanhado, logo em seguida, por outra pergunta: “Hey, sério, você não teve infância?”.

Porque não é possível. Eu, com meus 17 anos recém feitos, posso falar disso sem pestanejar: Não é de todo ruim, mas está longe – bem longe – de ser a melhor fase que eu já vivi. Eu posso sair, mas ainda dou satisfações quando chego em casa. Não sou mais criança ou adoslecentezinha, nem tampouco madura o suficiente porque ainda não tenho 18. Mesmo quem já passou dessa fase sabe que é um período de dúvidas e confusões internas; geralmente é quando decidimos que faculdade cursar, por que trabalho optar, por sair ou não de casa. E, deixando esse papo um pouco “adolescente revoltado” de lado, quem é que não sente saudades da infância?

Infância: essa sim é a parte boa da vida. Charles Chaplin não estava de brincadeira quando disse que o fim ideal para a nossa vida seria virar criança, não ter nenhuma responsabilidade, se tornar um bebezinho de colo, voltar para o útero da nossa mãe e etc (sim, sim, é aquele texto que diz que a nossa morte deveria ser um “ótimo orgasmo” porque, supostamente, foi como tudo começou. Você já deve ter lido esse em ums milhares de “about me” pelo Orkut. É, também doía no meu coração vê-lo banalizado assim!). Quer coisa melhor do que essa época em que tudo é novo – aquele primeiro pôr-do-sol foi com certeza o mais lindo de todos -, mais leve e, ao mesmo tempo, muito mais intenso? Derramar leite e achocolatado na sua blusa branca hoje lhe renderia um bom palavrão e vários pensamentos sobre como se livrar dessa mancha maldita que você  provocou ou, quem sabe, trocar a blusa. Quando criança, isso dispararia uma adrenalina em você e o faria pensar em mil planos para tentar esconder a blusa da sua mãe ou, quem sabe, conseguir tirar a mancha antes dela ou seu pai chegarem. O nome disso não era exagero – é intensidade.

Isso mesmo. Intensidade deveria ser a palavra-chave para a definição de infância, quando brincávamos pra valer, chorávamos pra valer, brigávamos pra valer, vivíamos pra valer. Não essa intensidade fajuta em que vivemos hoje, onde para cada saída com os amigos tem horas a mais de estudo, ou uma ida ao bar só é liberada depois de fazer um trabalho para a faculdade ou sair de mais um dia no emprego.

Já na adolescência começamos a acreditar – veementemente – que já somos gente. Queremos mais daquilo que chamamos de liberdade e ainda exigimos proteção e tratamos as obrigações com descaso. Sentimos tudo de forma extrema – ou com importância ou ignorância completa. Isto ou aquilo, 8 ou 80. Mal sabemos – ou sabíamos – que, como diria um tal de Art Linkletter, “as fases do homem são infância, adoslecência e obsolescência”. Tudo o que passamos na segunda é só um preparo para a última, ao mesmo tempo em que é uma despedida saudosa da primeira. E não precisa correr pro Dicionário (eu também fiz isso, juro) porque eu já trouxe o significado de obsolescência prontinho pra você: é “O fato ou o processo de tornar-se obsoleto” e, “obsoleto”, meus jovens, é nada mais, nada menos, aquilo “que caiu em desuso; arcaico”.

E eu sei que, agora, você provavelmente vai dar mais valor e, ao mesmo tempo, ter mais saudade dos tempos que você se achava o rei ou a rainha do mundo mas, sempre que as coisas ficavam feias, corria para a sombra da sua mãe, pai, tio ou avó. Mas meu papel aqui não é só te deixar loucamente nostálgico com essa coluna e sim te lembrar que eu tenho certeza que você, e a grande maioria aqui, é exatamente como eu: Carregamos um pedaço da nossa infância (e, quem sabe, um pouquinho da parte boa da adolescência) ainda conosco e elas ainda se fazem presentes em várias ações e pensamentos nossos. Bom, eu defendo que isso não é criancice, não: É um método de sobrevivência. Porque, cá entre nós, gente como a gente (e como esses crianções que costumamos idolatrar e fizeram a grande “What’s My Age Again” virar um hit) nunca vai ter uma obsolescência de toda obsoleta. E isso, meus caros, é o que importa.

Laís Cerqueira Fernandes tem 17 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo, aspirante a escritora e tem um orgulho fora do normal em vestir uma tal blusa com os dizeres “What Is My Age Again?”. Será que alguém aqui sabe do que ela tá falando?

Sobre Condenados à Morte

Monday, May 10th, 2010

Como é a experiência de estar na pele de um condenado à morte, caminhando em direção a seu último suplício? Como são esses últimos passos que se dão, consciente da morte certa e irrevogável? O escritor russo Fiódor Dostoiévski explorou este tema em algumas páginas de seu livro O Idiota, publicado em 1868. E não é por acaso que ele tenha sido capaz de abordar esse difícil tema com tamanho apuro e genialidade. Ele próprio, quando jovem, pôde viver essa peculiar situação na própria pele. Sentenciado à morte por crime político, Dostoiévski se encontrava já prestes a ser fuzilado quando foi lida a ele e aos demais condenados uma comutação da pena. Em vez de ser executado, o escritor foi mandado à Sibéria, para onde, na antiga Rússia, os prisioneiros eram de costume enviados. Essa experiência, assim como os anos passados na prisão na Sibéria, sem dúvida foi responsável pela maturidade temática que o escritor iria alcançar alguns anos mais tarde. Poucos são os capazes de experimentar essa situação tão extrema à qual alguns homens são submetidos, e sobreviver para relatar aos outros.

Os que leram até este ponto de meu texto sem dúvida se perguntam: está bem, e por que isso me interessa? Cito um pequeno trecho da referida obra de Dostoiévski para deixar clara a minha intenção. Neste ponto do livro, o protagonista está relatando a alguns ouvintes o que um conhecido lhe contara sobre a experiência de ser condenado à morte — este “conhecido” sendo uma referência clara ao próprio Dostoiévski. O protagonista relata o que se passava pela cabeça do condenado minutos antes do fuzilamento:

Por perto havia uma igreja e sua cúpula dourada brilhava sob o sol claro. Ele se lembrava de que havia olhado com uma terrível persistência para essa cúpula e para os raios que ela irradiava; não conseguia despregar-se dos raios: parecia-lhe que esses raios eram a sua nova natureza, que dentro de três minutos ele se fundiria a eles de alguma maneira… O desconhecido e a repulsa causada por esse novo, que estava prestes a acontecer, eram terríveis; mas ele dizia que naquele momento não havia nada mais difícil para ele do que um pensamento contínuo: “E se eu não morrer! E se eu fizer a vida retornar — que eternidade! E tudo isso seria meu! E então eu transformaria cada minuto em todo um século, nada perderia, calcularia cada minuto para que nada perdesse gratuitamente!”

Para aquele homem, frente à certeza da própria morte, como que diante de um precipício ao fundo do qual se encontrasse o nada absoluto, e sem a menor esperança de poder dar um passo atrás, a idéia de não aproveitar cada segundo da existência parecia absurda. Para um condenado à morte, o tempo é como o ar para aquele que se afoga, ou um punhado de comida para o faminto percorrendo o deserto, que padece sem a menor esperança de conseguir alimento. Como nós podemos desperdiçar tantos minutos todos os dias, pergunta-se ele, quando poderíamos usufruir cada pedaço de vida que se espreme entre cada segundo e cada milésimo de segundo! No entanto, é exatamente isso o que todos eventualmente fazem, como o protagonista de O Idiota logo se prontifica a esclarecer. Quando lhe perguntam se o condenado, depois de absolvido, havia aproveitado cada minuto, como pensara durante aqueles momentos de angústia, ele responde:

(…) não foi nada desse jeito que ele viveu, e perdeu muitos e muitos minutos.

Esta é a sina humana. Apesar de sermos capazes de perceber a absurda maravilha de se estar vivo e de participar do mundo e das coisas vivas, mesmo assim nós desperdiçamos a maior parte de nosso tempo fazendo atividades que, aos olhos de um condenado à morte, seriam alvo de assombro e de desprezo. Passamos longos dias enfiados em casa, tomados de preguiça, nos ocupando de coisas insignificantes, nos satisfazendo com uma mera sombra de uma verdadeira vida. Ou então vivemos perseguindo valores e prazeres que, no final das contas, nos trazem apenas o aspecto mais vazio possível da felicidade. Além disso, a maior parte de nós pouco vive para o presente, e põe todas as suas esperanças em um futuro que nem ao menos se pode dizer que existe! Desafio mesmo o leitor mais otimista a passar sua vida a limpo, e em seguida afirmar que, de fato, aproveita os seus dias com a intensidade e a profundidade que lhes são devidas. Nós deveríamos ser capazes de empenhar todos os nossos esforços para perseguir uma existência única e infinitamente original, vasculhando em cada mísero grão ao nosso redor por toda a vida que se esconde nele. No entanto, por que é tão difícil fazê-lo?

Nós nos esquecemos de como cada minuto, cada momento é capaz de encerrar uma vida completa, repleta de significado. Em outro momento do livro, o protagonista narra sobre uma ocasião em que pôde testemunhar uma execução por guilhotina na França. Em minha opinião, esta é uma passagem (da qual copio somente uma parte) que encerra uma grande beleza poética e uma aguda percepção humana:

Eu acho que enquanto estão conduzindo o condenado, este acha que ainda resta uma vida infinita para viver. Eu acho que a caminho ele pensava: “Ainda falta muito, ainda restam três ruas para viver; esta aqui eu estou atravessando, depois ainda resta aquela, depois aquela outra onde existe uma padaria à direita… ainda chegaremos à padaria!”

Para o condenado, que se agarra desesperadamente aos últimos fios de vida que tem diante de si, cada rua pela qual passa, cada pessoa que vê ao seu redor, deve lhe parecer um recipiente de uma vida infinita, de milhões de possibilidades que, caso lhe fosse dada a oportunidade, ele não deixaria de aproveitar. Quem dera se pudéssemos viver nossa vida como um condenado que caminha ao cadafalso (e não é isso o que de fato ocorre, não caminhamos todos para a inevitável morte?), porém sem todo o temor e a angústia que o acompanham, mas somente com a felicidade de se reconhecer vivo e com a sabedoria de distinguir todo o valor que se esconde mesmo nas menores coisas! A sina de sermos humanos é a de que necessariamente teremos que morrer um dia, mas o dom que nos é dado é sermos capazes de reconhecer a beleza mesmo na mais ínfima migalha. No espírito de um condenado, eu digo: que a vida jamais seja um amontoado de tempo desperdiçado, ou uma coleção de experiências vazias! Nós sabemos que vivemos agora, e isso é tudo. Jamais poderemos saber se teremos a oportunidade de voltar para fazer tudo de novo.

Dica: Para os que gostam de ler, e que se interessam pelo tema, visto de uma maneira “filosófica”, ou melhor dito, por uma perspectiva humana, recomendo também os romances O Último Dia de um Condenado, de Victor Hugo (obra que impressionou muito o próprio Dostoiévski), e O Estrangeiro, de Albert Camus.

MARCELO CAMARGO tem 24 anos, estuda atualmente filosofia, mas não sabe exatamente o que quer da vida. Adora ler, escrever, ir ao cinema, ouvir música, jogar video-game e conversar com amigos. Espera que o Action182 possa ser um lugar aberto à reflexão assim como à diversão. Espera também que ele não precise ser condenado à morte para aprender a usufruir melhor o seu tempo.

Morte: A mudança extrema.

Monday, March 29th, 2010

Há tempos que estou para fazer algum texto sobre isto, há tempos que penso em fazer, mas não faço. Mas e daí? Aqui estou eu.

A Morte é algo que entristece as pessoas, mas por que? Elas não sabem ver a Morte como ela deve ser vista ou não sabem nada sobre ela?

Ninguém sabe sobre a Morte, até morrer, e quando morrem não estão aqui para falar e contar sobre a vida que existe após o fim da vida, se existe é claro.

Morte triste é aquela que é forçada, que leva a pessoa por intermédio de alguém. Morte feliz é aquela que o destino preparada, os olhos se fecham, e sua alma vai embora.

Isso no conceito popular. Ou até talvez, que o seu Deus leva a pessoa embora, levando em conta sua religião.

A Morte pode ser dolorida, ou tranquila. Pode ser rápida ou demorada. Sofrida ou sem sofrimento. Nunca diria prazerosa… não sei…

Em nossa vida há mudança. Nascemos, crescemos, vivemos, chegamos ao nosso máximo, adoecemos, morremos. A vida é uma mudança constante.

E nela, existe a Morte. A última de nossas mudanças. Talvez a melhor de nossas mudanças.

As pessoas temem a Morte ou a dor? Temem a saudade ou a solidão?

A tristeza que você sente, ás vezes significa o tamanho da saudade que você sente da pessoa que partiu.

Aquela que deixará um buraco que nunca mais será tapado. Ou aquela que com o tempo perderá o lugar para uma nova.

Se prepare para a Morte, de todo o ruim talvez ela não seja o pior, talvez ela seja a mudança extrema do ser humano, talvez seja para melhor.

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Me siga no Twitter: @brunobld

Bruno Clozel (BLD) tem 21 anos, é designer, fotógrafo, baterista e dono do Action182. Ah, também é polêmico. Desculpe pela sinceridade e por achar isto da Morte. Sinto dor, tristeza e saudade quando alguma pessoa querida por mim parte para outra. A verdade ás vezes doí mas te faz mais forte. Meu texto talvez te deixe mais confuso e não é verdade absoluta, muito menos parcial, porém a Morte é uma verdade segura e certa, e um dia você descobrirá ela.


OBS: Um grande Mestre partiu hoje, ele, Armando Nogueira, jornalista e ex-diretor da TV Globo, comentárista entre tantas outras coisas que fazia com prazer e qualidade expecional. Foi dele a inspiração do título do texto e a inspiração final para terminar e publicar o mesmo. Segue um pequeno trecho, no qual este grande ser humano, citou:

“Existe uma mudança extrema na vida do ser humano, que é a mudança da vida para a morte, eu não sei o que virá depois, mas eu tenho uma desconfiança: É que quem morre muda e quem muda melhora. Muitos amigos morreram e tenho notado que todos eles melhoram com a morte. Eu não estou desejando a morte, mas também não estou considerando a morte o fim do mundo. Pode ser o começo de outro mundo, pois a vida é exatamente MUDAR.”

Uma carta ao Mark Hoppus

Monday, March 15th, 2010

Resumidamente: você é meu herói.

Me estendendo: você é meu exemplo. O jeito que você fala e age são a minha fonte de inspiração e até mesmo de força. Eu não sei se você tem noção do quanto é especial, mas tenho certeza que se soubesse como os seus gestos e composições conseguem me afetar, você saberia. Se soubesse como um sorriso seu consegue melhorar meu dia ou como sua voz tem maior efeito sobre mim do que o usual, acho que seu ego ficaria tão inflado que seria insuportável.

Mas você merece. Eu digo isso sem te conhecer pessoalmente ou conviver contigo diaraimente – você merece, sim. Não só por mim, mas por várias outras pessoas que você ajudou, incentivou e construiu, mesmo sem saber. Por todos os seus fãs e suas conquistas, por todo o seu caráter – isso não é algo que se possa forjar e manter ao longo dos anos perante o público – e sua humildade. Por todos os “and you” nos agradecimentos dos encartes dos CDs e o “but most of all thanks to all the fans. This is all because of you. I cannot thank you enough” no encarte do Greatest Hits porque, afinal de contas, você sabe reconhecer que você nos deve agradecimentos assim como nós também devemos agradecimentos a você. Eu espero – e tenho certeza que vários outros fãs também – que você tenha uma vaga idéia do orgulho que temos de tê-lo como ídolo, fonte de inspiração ou até mesmo herói.

Resumindo de novo? Eu – ou melhos, nós - amamos você. We can’t thank you enough. Feliz aniversário!

Laís Cerqueira Fernandes tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo, aspirante a escritora e sim, ela realmente tem essa tendência a ficar brega e melosa em datas que considera importantes. Mas hey, a intenção foi boa!

Todas as pequenas coisas

Monday, March 8th, 2010

O meu dia estava, se me permitem o vocabulário, uma merda. Eu tinha acabado de sair de um teste de física, a minha cabeça estava latejando e eu estava andando embaixo do sol usando calças compridas e uma blusa preta (tudo bem, tinha um “what’s my age again?” gigantesco escrito nela e um logo do Action também, mas o calor já estava insuportável). Meu humor não estava dos melhores e as minhas feições estavam tão fechadas que era perigoso alguém que passasse por mim na rua acabar me confundindo com um buldogue.

Então um garoto falou “Hey, você” e eu levantei o olhar para ver se era comigo que ele estava falando mesmo. Ele apontou para a minha blusa e disse “Olha, blusa do Blink! Legal”.

Bom, depois disso, meu dia melhorou bastante. Juro. Alguma pessoa reconhecer uma frase do Blink em uma blusa e ainda por cima comentar sobre isso quase me fez ter esperanças na humanidade outra vez. O buldogue que eu estava encarnando foi embora e em três segundos eu estava sorrindo que nem uma idiota (coisa que eu faço quase o tempo todo, mas enfim).

Antes que você feche essa página, se perguntando “Ok, e o que diabos eu tenho a ver com isso?”, calma! Foi só para puxar assunto mesmo. A questão é: Quem aí já notou que por causa de coisas simples, pequenas e inesperadas, o nosso humor melhora (ou piora) consideravelmente?

Sério. Ninguém espera sair de casa e se deparar, por exemplo, com um bando de borboletas voando majestosamente na sua direção e, oh, meu dia agora está muito mais colorido! Se você espera isso, ou é a Branca de Neve ou um integrante do Cine. Daí eu não me responsabilizo mais por você.

Brincadeiras à parte: devíamos, sim, aprender a valorizar coisas que podem parecer ínfimas, mas que nos afetam mais do que o esperado. Tipo um sorriso, um abraço, uma música que começa a tocar na rádio, uma flor que de repente nasceu na sua calçada, uma mensagem no celular, a reprise de algum programa que você goste, chuva no fim de tarde, uma barra de chocolate, uma carta, um sanduíche de bacon, mãos dadas. Ou uma lágrima, um palavrão ou uma frase. Tanto faz – uma vez que eles estão lá, já causaram um efeito irremediável em nós. Talvez uma faca você consiga retirar antes de chegar ao seu coração, mas não se consegue fazer o mesmo com uma palavra ou um gesto.

Então entra aquele papinho de “seja a mudança que você quer ver no mundo” e “faça aos outros o que você deseja que façam a ti” e blábláblá, que, convenhamos, é bem verdade. Igual o dia em que eu disse a um rapaz na academia que o all star dele era legal e ele ficou tão feliz que parecia que eu tinha dito que agora ele era imortal e nem precisava brilhar ao sol (piadinha infame, mal aí). Ignorar alguém às vezes é pior do que agredi-la fisicamente tanto quanto sorrir para alguma pessoa também pode ser mais eficaz do que qualquer palavra de conforto. Nós temos mais poder do que pensamos – ainda mais sobre os nossos iguais – e muitas vezes ignoramos isso ou deixamos passar despercebido.

Eu já quis defender a tese de que todas as “pequenas” (e importantíssimas) coisas deveriam ser consideradas, por questão de justiça, “grandes” coisas. Mas então viveríamos mais em função de notar esses detalhes do que o necessário e arruinaríamos a surpresa agradável que sentimos quando nos deparamos com um deles.

Isso seria banalizar o inevitável e tornar comum o raro. Então eu desisti de transformar o pequeno em algo grande, porque… Ah, porque daí todas as coisas pequenas perderiam a graça.

Laís Cerqueira Fernandes tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo, aspirante a escritora e pede sinceras desculpas pela falta de novas colunas, além de colocar a culpa disso no seu atual status de “vestibulanda”, razão pela qual ela também não anda esbanjando muita criatividade – vide o título da coluna de hoje.

Tom Delonge: Onde está a novidade?

Thursday, March 4th, 2010

A mais recente notícia sobre Tom Delonge entristece os fans: ele diz que é 100% AVA e apenas 30% blink-182.

Mas onde está a novidade?

Ele sempre deixou bem claro isso para mim, porém é fato que nossos ídolos são focados sempre no seu projeto atual. Como posso explicar esse meu ponto de vista?

Quando o Blink-182 anunciou sua volta, os três estavam 100% em cima do blink-182. Pensavam apenas na tour, ensaiavam com a banda, pensavam nos projetos da banda, etc. E Tom nessa época falava pouco do AVA, e alguns fãs até comentavam coisas do tipo: “Ufa, ele esqueceu do AVA…”, “Poxa, e o AVA não vai ter mais?”.

Tem fã que gosta e tem fã que não gosta, e tem fã que gosta só por causa que é o Tom que canta na banda, é fato e óbvio isso.

A questão de toda essa polêmica está com a emoção dos fãs, que no momento que ficam sabendo que o Tom está apenas 30% para o blink-182, acha que ele está só pensando em AVA e quer que o blink-182 se foda. Mas não é isso. Talvez ele tenha se explicado mal, usado palavras erradas e talvez nem devesse ter falado isso, ou dessa forma.

Os três da banda já são pais, tem mulheres, famílias e também tem empresas, outros projetos, logo eles não pensam mais no blink-182, e apenas nisto, e pensam na vida deles como um todo.

Infelizmente eles não são mais aqueles 3 adolescentes do punk-rock que só queriam tocar, e com toda certeza que a maioria do público deles de hoje, ou a maioria do público do Action182, não viu nem um pouco dessa fase deles.

Bandas enormes são comerciais, e o blink-182 atual é comercial… não é algo que vem da minha cabeça e nem me crucifiquem por isto, mas é algo que está ai. Os três da banda amam tudo que fizeram por ela no passado e por isto ainda estão com ela, pois quando estão juntos eles se divertem, assim como foi na Summer Tour, e como pude acompanhar alguns shows do Blink-182 de perto, conseguia perceber isso em cima do palco, havia honestidade, sinceridade e alegria.

Para finalizar, fica a pergunta do título: Tom Delonge – Onde está a novidade?

Não há novidade em saber que hoje ele está com a cabeça no Angels And Airwaves e que amanhã poderá só estar pensando no blink-182.

Mas novamente os fãs voltam a criticar ele fortemente sobre tal atitude.

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre isso, contribuam para o post!

Me siga no Twitter: @brunobld

Bruno Clozel (BLD) tem 21 anos, é designer, fotógrafo, baterista e dono do Action182. Acha que o Blink-182 será eterno e sempre apreciará o trabalho de seus 3 integrantes, e claro, sempre fará critícas e terá sua opinião. Gosta de AVA, porém aguarda o próximo album de inéditas do blink-182 e sabe que muita gente não vai gostar. Atualmente está focado em seu trabalho, em seu projeto musical pessoal (@bombshellmusic) e na construção de seu novo site, o brunoclozel.com.br. Entende a postura do Tom, mesmo que você me critique e ache cruel para o resto da vida. Mas sou legal, de verdade, é acho que isso pode ser só passageiro, quem sabe o Tom não esteja na menopausa! :P

Memória de Peixe

Friday, February 19th, 2010

Chacrinha já dizia: No Brasil nada se cria, tudo se copia! Seja os programas de auditório, os “reality-shows”, tudo que é enlatado e alterado o nome! Isso é ruim?

Depende. Até que ponto isso ajuda a gente a crescer?

Criatividade é algo que todos temos… Uns menos, outros mais (uns muito menos, outros muito mais). Só que a industria cultural mundial, e principalmente a brasileira, não tem interesse em acentuar nisso, claro. Somos mais maleáveis burros, isso é um fato para qualquer um que olha no twitter pessoas perdendo o tempo xingando fulano porque beijou cicrano em BBB’s da vida (tá eu gostei só do boquete da Tessália, traidora do movimento twitteira). E agora a nova onda é: O Rebolation! É ou não é?! …NÃO É! Se todos aí lendo ainda tem cérebro humanóide e não de peixe, lembra que até alguns anos atrás Rebolation era uma dança de variações eletrônicas, Psy, Techno Trance, Electro house… digitem no You Tube!

Aí aparece uma menina sem dente na tevê no Ratinho e fala que vai ensinar o Rebolation pro apresentador e ela nem tira o pé do chão, só coloca a buzanfa na câmera (ou o próprio câmera faz o trabalho).

Essa hora é a hora de me agredir, por que defender uma coisa tão banal? Simples, porque nós brasileiros temos essa mania de modificarmos tudo. Hardcore Emo que antes era bem aceito com CPM22 e Hateen, com bermudões, bonés e mochilas, se tornou franja, roupa preta e androginia.

Entendam, o mercado cultural gosta de nos tratar feito idiotas, não é de hoje. Eles acham uma chance no mercado, tudo se muda. Quantas bandas trocaram o estilo, quantas bandas aí foram demitidas dos selos por não quererem se “adaptar” a tendência. Por que andam tão preocupados em manter a industria falida do CD físico? Porque perderiam o controle autoral. O artista decidiria o que fazer, a Rihanna queria fazer um álbum de rock e a gravadora vetou, o cara quer fazer um duplo, a gravadora nega. Os artistas são quem? Então resumindo, existem pessoas não-criativas fazendo música e existem gravadoras querendo limar o que aparece. Pra sair algo de qualidade tem que ser uma peneira. Imagina os fãs de eletrônico o que acham desse tal (“novo”) Rebolation? Vamos tentar nos encaixar, é como se hoje, você ligasse a sua tevê e tivesse o Frank Aguiar (AU!) ensinando como é a dança do Bate-Cabeça, e soltando um forró assim: “BATE CABEÇA ÇA, BATE CABEÇA ÇA”!

Já basta termos que ver filmes com roteiros originais a conta gota no cinema (tudo se resume em Remake, Continuação ou Adaptação) ainda tem isso na música? Vamos todos é chacoalhar essa peneira bem para achar algo bom, mas também ir ler um livro, estudar. Se depender do Gugu, Faustão e Ratinho, você vai viver de bolsa-família.

Fernando Belucci tem 25 anos, estudante de jornalismo, diretor e apresentador do ActionCast, escritor,responsável também pelo podcast Na Latrina, e acha sim que podemos sim ainda escrever músicas e roteiros de filmes sem “homenagens autorais”.

Love

Saturday, February 13th, 2010

Do início do hiato do Blink 182, em 2003, até a data provável do lançamento do novo álbum da banda, em 2011, haverá um intervalo de aproximadamente oito anos. E, talvez, nada para sentir saudades. Os integrantes da outrora extinta banda pop-punk se dispersaram após o término da mesma, iniciando novos projetos e prometendo mundos e fundos aos órfãos do trio californiano. Entretanto, pode-se dizer que os três pouco entregaram do prometido. Travis Barker e Mark Hoppus, um pouco mais pés-no-chão do que Tom Delonge, criaram o (+44), lançando um álbum muito influenciado por seus trabalhos anteriores, mas que não que cativou o grande público. Delonge, que não poupou palavras para dizer o quão grandioso e surpreendente seria o som de sua nova banda, a Angels and Airwaves, foi bom publicitário para um produto fraco que, apesar da bela embalagem, não tinha condições de emplacar. No fim, foi o talento de Barker, juntamente com o falecido DJ-AM, que criou algo diferenciado e digno de boas críticas: os dois volumes do projeto Fix Your Face, onde a dupla assinou como TRV$DJAM.
Na sexta-feira passada, dia 12 de fevereiro, Delonge e sua trupe lançaram o mais novo trabalho da Angels and Airwaves, intitulado Love, de forma gratuita pela internet. Em poucas horas, milhares de fãs, principalmente do Blink 182, fato inegável, correram para fazer o download das novas músicas. Ao todo, são 11 faixas, todas extremamente elaboradas – e não no melhor sentido da palavra. Love é, por esse motivo, um grande álbum escondido por trás de muitos artifícios. Diferentemente de bandas como Radiohead, que utiliza de sintetizadores, teclados e computadores para criar sua música e transformá-la em arte, que cativa e surpreende, Angels and Airwaves soa excessivamente desajustada. É possível sentir ascos de cafonisse em alguns trechos mais desesperadamente elaborados.
Delonge, anteriormente conhecido por ser mestre em melodias simples, sujas e grudentas, peca agora pelo excesso de seus arranjos. Resumidamente, pode-se dizer que o grande pecado de Love, e aquilo que pode acabar crucificando-o é, como dito, o excesso. Não há como passar despercebido pelas faixas do álbum. Em muitos momentos chega a ser maçante a sinfonia de sintetizadores e efeitos gerados por software. No fim, a grandiosidade pretendida por Delonge nos três álbuns do Angels and Airwaves, além de não ter sido alcançada, acabou por tornar ainda mais evidente a falta que sua eterna banda punk faz.
Como anunciado, Delonge quis inovar na mídia e na distribuição de sua música. Entretanto, não conseguiu atingir o que com tanta ênfase se propôs. Não há inovação em Love, pelo menos nenhuma grande inovação como tentou Tom Delonge. A distribuição gratuita pela internet, por exemplo, já é realidade para muitas bandas famosas, embora seja sempre bem-vinda. Quem sabe o filme, prometido há muito tempo, elucide as escolhas desse disco. Talvez, assim, consigamos enxergar melhor a arte de Love.
Entretanto, há grandes momentos em Love, mais destacadamente três, e em sequência. Estou falando das faixas Hallucinations, The Moon-Atomic (… Fragments and Fictions) e Clever Love, esta última de uma sensibilidade digna de grandes artistas. Assim, ainda na primeira audiência de Love, fica claro que nesses anos todos de hiato é o dom de letrista de Tom Delonge que se revelou inegavelmente melhor do que de seu companheiro Mark Hoppus.
Para os fãs mais assíduos do Blink 182, Delonge sempre deverá agradar. Mas, caso seja possível, aconselho ao leitor tentar ouvir com atenção a música por trás da música que há em Love. Abstraia todos aqueles efeitos “oitentistas-new-wave” e curtam o que Delonge sabe fazer de melhor: a simples melodia de três ou quatro notas, pegajosa e divertida. Desso modo, um álbum totalmente diferente acabará por se desvelar aos seus ouvidos. No fim, esperamos todos ansiosos o novo álbum da velha banda de San Diego.

Leandro Dani / @leandrofeh

Parabéns ao cara que tem poucos amigos!

Thursday, February 11th, 2010

Um post bem rápido, em forma de coluna mas é pra homenagear uma pessoa que conheci em 2009 e ao decorrer do tempo se tornou um grande amigo e parceiro: Tony Aiex. Ou o cara que fundou o Tenho Mais Discos Que Amigos!

Esse vocês conhecem né?

Não sei se ele tem poucos amigos, ou se tem muito discos, mas o que importa é a grande amizade que tenho com ele! haha

Pois é, deixando a parte dos sites de lado, eu tive o prazer de conhecer esse cara, que é ponta firme em tudo, se transformou em um grande amigo, fora o apoio nos projetos profissionais.

Um graaaaande abraço ao Tony, muito obrigado mesmo por tudo que a gente já fez aqui nos sites, saindo por aí, se divertindo, tomando umas tequilas, dando risada, e falando dos manos do gueto do Curintia e a bambizada do São Paulo!

Obrigado principalmente pela amizade! Você é o cara!

Abração Tony!

E se você quer mandar um feliz aniversário para ele, envie por twitter: @guiltshow ou @mdiscosqamigos

Acesse: http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com

Solidariedade nunca é demais

Sunday, January 17th, 2010

Eu sempre fui daquelas que ficava chocada – e, dependendo do meu humor no dia, até chorava (fazer o quê, né? Mulheres…) – quando sabia que alguma espécie de tragédia havia acontecido. Não precisava nem envolver algum conhecido meu na história; mesmo se fosse o primo do irmão da amiga da minha vizinha que tivesse sido atropelado, eu já me sentia, no mínimo, remotamente abalada.

Quando eu vi as notícias sobre o terremoto no Haiti eu estava viajando, hospedada na casa de uma tia minha, e eu lembro que, depois de ouvirmos sobre a catástrofe em um noticiário na TV, todos na sala ficamos em silêncio por uns bons segundos. É difícil acreditar que coisas desse gênero acontecem; parece que vivemos em outro mundo, outra dimensão, e aquele sofrimento no Haiti não passa de um sonho – ou melhor, pesadelo – remoto. Infelizmente não é.

Ainda assim, perante essa tragédia, ainda há aquilo que eu gosto de ver como fatos que renovam a minha esperança nas pessoas – a solidariedade de vários países, organizações e pessoas que estão se empenhando em ajudar as vítimas do terremoto. O próprio Blink-182 fez isso, como vocês devem estar acompanhando pelas notícias aqui no Action, o que só prova o quão merecedores eles são da nossa (no mínimo) admiração.

Claro, também existem aqueles que gostam de me mostrar que a frivolidade ainda existe e persiste, e estão mais preocupados com banalidades como, sei lá, os Colírios da Capricho (se você não faz a mínima ideia do que é isso, sorte sua) – né, Luks? – do que em dedicar três minutos fazendo qualquer doação que seja ou, não menos louvável, uma oração. Eu penso que nem em Deus você precisa acreditar para orar por outra pessoa; só a iniciativa de desejar o bem para ela já é mais do que o suficiente.

Muitos dizem que, para nos importamos com os outros, devemos nos colocar no lugar deles. Eu acredito nisso, e acho que o problema jaz justamente no fato de que muitos, muitos mesmo, possuem uma dificuldade tremenda em se colocar em uma situação como essa (na maioria das vezes, nem se dão ao trabalho de tentar). Imaginem vocês vivendo no país mais pobre do seu continente e, ainda por cima, esse mesmo país começar o ano sendo devastado por um terremoto, deixando tantos mortos que você começa a ver seus parentes e conhecidos no meio deles. Isso sem contar aqueles que também ficaram desabrigados, sem comida e sem água, e estão lutando para sobreviver a cada dia, contando só com a boa vontade do próximo. É uma situação tão aterradora que chega a ser surreal para nós – mas ela está acontecendo nesse exato instante e, felizmente, existem várias pessoas dispostas a ajudar. Se você não era uma, espero que depois de ler isso, seja.

OBS.: O @bielgvr, aqui do Action, postou uma compilação de links no twitter destinados a ajudar a população do Haiti, que você pode conferir AQUI. Se possível, ajude e dê RT!

Laís Cerqueira Fernandes tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo, aspirante a escritora e tem a doce ilusão de que conseguiu deixar o mundo um pouquinho melhor depois dessa coluna.

O Preço do Suor

Wednesday, January 6th, 2010

Resolvi fazer hoje uma coluna mais pessoal.Pelo menos no começo.

As pessoas insistem em me falar como devo pensar. Existe um jeito certo de pensar? Tirando o respeito com o próximo, tudo é direito (Não, não respeito cine pq eles não respeitam a música). Cara, vem gente falando: você não deveria fazer isso, isso não é modo de se falar, de agir. Quem deu direito pra uma pessoa falar isso pra outra? Sim, é automático do ser humano dar conselhos, mas conselhos são pedidos. Se vai falar merda, fica quieto… A vida é de cada um, quer beber, beba. Não quer? não beba! Todos podemos ser legais, apesar disso. A diferença das pessoas está nos nossos olhos. Nós criamos esses conceitos, criamos gêneros, criamos formas de viver, de tratar o próximo, ninguém nasceu com o dom total da Verdade.
Nem eu, não há forma certa de fazer nada: eu dito coisas e eu mesmo não sigo, a gente vota em pessoas que nem vão mesmo trabalhar a favor de nós! Acho que já disse isso aqui em colunas, mas não custa lembrar: Somos um bando de hipócritas! O primeiro passo é reconhecer isso e tentar melhorar. Estamos num dos maiores sites (senão o MAIOR) sobre Blink-182 DO MUNDO! E temos uma força tremenda: Já fomos aos Trending Topics, o blablabrá então, já é fichinha! Fizemos amigos pelo site esse ano, criamos desavenças, nos unimos como uma família. Dá trabalho montar tudo isso, não posso falar por todo mundo, mas só pela a minha parte e pelo esforço que vejo em todos da equipe, dá trabalho SIM, e não ganhamos nada além de suor. Mas é um suor prazeroso, pois vemos que em muitas pessoas o reconhecimento do nosso esforço existe.
Ninguém olha nossas caras, o que a gente tem, com quem a gente anda, só olha o esforço e determinação de cada um… E isso sim é belo. A rádio, o ActionCast, as colunas, os novos projetos, promoções e principalmente: as notícias, a base de tudo que temos aqui, é feito para vocês, visitantes assíduos, os eventuais…
Há idiotas que têm inveja, reclama de tudo,  tenta transformar num circo? Sim, sempre tem um idiota, em todo lugar. Mas notamos que quem respeita e prestigia nosso trabalho é a maioria absoluta, sem problemas pessoais, sem nos analisarmos por motivos de total irrelevância.
O Action182.com entra em 2010 com todos os louvores merecidos, se há algo pra se reclamar, deixamos claro, não escondemos dúvidas, notem a conduta da equipe: expomos problemas que se relacionam com o site, lutamos junto, não há o que esconder. Se a família 182 se tornou nós mesmos, é porque um amor de irmãos cresceu entre nós, de nos defendermos, de nos juntarmos quanto mais podemos (vide theus182 e Laís), é tudo questão de vontade. A equipe não pára de aumentar para ficarmos mais relaxados, mas sim pra conseguir mais trabalho!

Lembrem-se bem: Os anos podem passar, seu cabelo cair, você ter filhos… Mas hoje, as diferenças são cobertas por uma paixão única. Coisa que compartilharemos hoje e sempre, além da memória.

Fernando Belucci tem 25 anos, estudante de jornalismo, diretor e apresentador do ActionCast, escritor,responsável também pelo podcast Na Latrina, e acredita, que a maior Verdade do action182 é seu slogan: somos sim “Movidos por uma só Paixão”

Como acontece o Action182.com

Tuesday, January 5th, 2010

Essa coluna é baseada na reprodução de 2 emails simplesmente para que explique como o Action182 funciona, já que algumas pessoas não concordam, outras tem curiosidade de saber, e outras nem imaginam.

A pessoa acusou o site de fazer as coisas por dinheiro, e que um fan-site não deve fazer isso, e que pedimos dinheiro as pessoas. E a resposta que dei foi explicando e argumentando, que não é isso que o Action182 faz.

Ocultei o nome da pessoa por simplesmente não ser necessário, e pelo motivo que pessoalmente acho que está já estava querendo arrumar confusão e popularidade quando começou com o papo no twitter, pedi com que se gostaria de uma argumentação não mandaria por twitter pois não caberia em 140 caracteres, e que se realmente quisesse ter uma argumentação, que mandasse um email digno para isto. A pessoa me mandou, e eu respondi logo após. Os emails estão intactos e depois de reler a minha resposta, achei que seria de alguma forma útil divulgar esse fato para que as pessoas ficassem por dentro do que rola aqui.

Acho mais útil isso ser baseados em fatos reais e com uma argumentação para uma pessoa qualquer, do que montar uma história em uma coluna e parecer algo montado, premeditado.

Realmente achei que ficou muito útil para vocês visitantes do site saber um pouco mais sobre o Action182, apesar de grande, tirem um tempo para ler que vocês ficarão sabendo de várias coisas!

Em 04/01/2010, às 22:34, XXXXXXXX escreveu:

Ola

Gostaria da argumentação a qual foi proposta no twitter a respeito de arrecadação e direcionamento de verbas por parte do website Action182.Por favor se possivel descrever o plano admnistrativo do mesmo.

Muito Obrigado

Att
XXXXXXXXXX

Ps: só busco por uma conversa rica em argumentaçao sem briga.

RESPOSTA:

Cara,

Vou tentar ser bem objetivo, mas certas coisas eu não preciso, e nem deveria te apresentar, como o plano administrativo ou o valor de certas coisas, vou explicar e argumentar o processo, e o motivo de que é feito isso.

Acho valida a sua opinião de ir contra, mas acho que você deveria saber de uma coisa: O Action182 NUNCA pediu dinheiro pra ngm, tanto que vc nunca deu 1 real ao site. Estou certo até aqui? Ok, então vamos lá!

Oferecemos o serviço de camisetas, adesivos… enfim, a LOJA do site. Eu produzo as estampas. Eu mando imprimi-las (precisa ser quantidade minima, ou seja, o custo não é barato, é dificil formar estoque). Eu respondo emails. Gasto TEMPO, GASOLINA, LUZ, TELEFONE… enfim… tem várias coisas. Ok?

Dai temos o preço de CUSTO do produto, e o de VENDA. Sendo o lucro que você mencionou. Dai vamos aos meus GASTOS que citei a cima. Tempo é trabalho. Dai vem o LUCRO para mim, e no caso quem ajuda na LOJA.

Agora vamos a parte final em que você falou que devemos assumir isso porque queremos fazer só pelo dinheiro. Posso discordar?
Ai vem um ponto importante: O blink-182 não vende produtos oficiais no BRASIL. Vende pela internet do site deles, mas fica um preço mto caro, com produto, frete, alfandega. Tudo em dólar. Não pegamos as estampas deles e fazemos pirataria, criamos estampas que remetem a banda.
Muitos fãs, mas muito mesmo nos pediram esse tipo de coisa, O SHOP, pois encontram a dificuldade em comprar coisas da banda que gosta, e as coisas de camelo, pirataria e tal, a qualidade é ruim. Pode fazer uma pesquisa das pessoas que já compraram conosco. NENHUMA vai faltar que o produto é RUIM, a qualidade RUIM, camiseta RUIM, malha RUIM, é QUALIDADE total. Isso te garanto.

O lucro existe, porque é uma LOJA. E não o FAN-SITE… não estou cobrando pelo FAN-SITE, pelo acesso ou seja algo do tipo. E sim pelo produto que a PESSOA escolhe COMPRAR. Compra quem quer. Paga quem quer. Gasto meu tempo com a LOJA, ganho com a LOJA. O site há 6 anos existe, e sempre foi fan-site, DIFERENTE DOS OUTROS, sim, afirmo isso pois eu fui ousado o bastante a fazer a coisa de forma diferente, e alcançar esse objetivos.

Ou é todo dia que MARK HOPPUS, te envia uma encomenda pra SUA CASA, em SEU NOME, com a LETRA e NOME DELE, e pede ajuda no seu projeto pessoal?
É o caso do THE OCTOPUS, o tal dos pendrives. E isso só conquistei, porque fui ousado, fui atras e além de tudo, fiz acontecer, e por amor.

O Mark me enviou os pendrives, e quando chegou em casa, paguei 100 reais de ALFANDEGA, sabe porque? Porque eram produtos de informatica e precisavam ser descritos. E paguei 100 reais do meu bolso. E depois fiz 2 jogos e os pendrives foram entregues a FANS, sem custo nenhum!

Sabe porque? Porque faço isso com amor, e pelos fãs… Sim, faço!

Voltando a LOJA, também faço ela pelos fãs, mas nesse caso, com todo o gasto que tenho. Acho que um lucro, seja de 10 reais ou de 10 mil, é mais que justo, já que paga quem quer.

Alias, com o dinheiro fazemos muitas coisas boas pros fãs. Pagamos o site, fazemos promoção. DOAMOS PARA FAMILIAS E CRIANÇAS CARENTES no natal 25% da renda.

Agora outro PONTO MUITO IMPORTANTE, você cita no Twitter que ganhamos dinheiro as custas do blink-182.

Você já parou pra pensar no papel que o Action182 fez em 6 anos? Digo de divulgação pro Blink-182, o numero de fãs que não pararam de gostar da banda ou dos membros por causa da parada deles? Que estava lá pra explicar e divulgar notícias e deixar todo mundo por dentro de tudo?

Se você consegue ir até sites gringos, tem acesso a todas informações sem o Action, tem gente que não tem.

Falo e afirmo, além de ter provas só de ver comentários das pessoas no site falando isso mesmo, que fizemos um grande papel ajudando a manter vivo o espirito do Blink em muito fã por aí.

Agora se for falar da LOJA, vamos ser frios. Uma pessoa que sai com uma camiseta do blink-182 feita pelo Action182 na rua divulga a banda. Pessoas olham, lembram da banda, passam a conhecer, vão ouvir, seja lá qual for o caso… ajuda a banda.

Esse é o papel do Fan-Site… porém você não concorda com a parte financeira. Como disse, paga quem quer, compra quem quer. Não obrigamos nem pedimos.

Talvez você queira saber tudo isso pra tentar fazer igual, saber de como é feio, de como conseguimos ser pioneiros (sim, ou me cite algum site que montou uma loja, um fanclub com carteirinha, uma revista sobre a banda, que cobriu os shows da banda NO PAIS DA BANDA) e tentar ser bom, o tanto quanto eu, e MINHA EQUIPE, meus amigos que fazem parte disso comigo. Alias, sobre os outros sites, antes que pensem, existem muitos sites por aí realmente MUITO BONS, porém não conheço nenhum que produziu projetos desse tamanho.

Tem muitas pessoas que não gostam de mim por ai, eu sei, mas é pela minha personalidade, pelas minhas conquistas, pela minha ousadia, e por minha forma de pensar. Eu penso grande, pois quero ser grande.

De qualquer forma o Action182 só gera dinheiro com o que produz, com o que vende, não obrigando ninguem a pagar  pelo conteúdo do site.

Quanto ao direcionamento, eu já falei um pouco sobre isso, e já doamos, assim como eu pago as contas do site, que não são poucas e ao longo de 72 meses são mais de 5 mil reais só de hospedagem.

Tudo isso sempre tirei do bolso, pois tenho um trabalho, onde me sustento, saio, pago minhas contas, e faço o que quero com meu dinheiro.

E sinceramente, acho que sua argumentação e reclamação por não concordar em que o Action182 ganhe dinheiro pois é um FAN SITE e acha que deveriamos deixar explicito falando que fazemos isso por dinheiro e somente por isso é fraca pois você não acha certo que eu faça isso por que gosto e ainda consigo ganhar algo em cima.

É aquela história do “faça porque você gosta, que o resto é consequência” – Sinceramente, se há lucro, é consequência.

Do mesmo modo em que estamos produzindo projetos da Revista reverter lucro, assim como a Radio e o PodCast… e ngm vai pagar por isso, pois não são mercadorias, e sim conteudo que ofereceremos. E vamos ganhar com publicidade, propaganda, patrocinio. E melhor, antes que fale “mas só vc ganha”, digo VAMOS GANHAR pois quem está envolvido NESTES PROJETOS que falei, ganhará. A loja só eu cuido DE TUDO. Só eu ganho. A revista algumas pessoas criam. Algumas pessoas ganharão. E assim será.

Lembrando que estamos em 2010. Um mundo capitalista, tudo se custa dinheiro, a minha conta de telefone, a sua, a sua faculdade ou escola, TUDO.

Mas mesmo assim, encontrei algo que faça porque eu GOSTO, porque eu AMO minha profissão, e fui inteligente o suficiente para ir atras e realizar essas coisas.

Enquanto você fica procurando argumentação, para o que você acha errado no seu modo de ver seu mundo.

Não quero te agradar, muito menos fazer aceitar a minha pessoa, a loja ou o sócio. Porém essa é a verdade, de que aconteça e de como é feito no Action182. Por quem cria e sabe o que está falando e vive há 6 anos esse mundo.

Aguardo uma réplica a este email, mesmo que ache díficil.

OBS: Não irei falar ou citar cifras, valores, como mencionei no inicio do email, pois não é pro teu interesse, pois não tenho a minima afinidade com você e nem devo explicações desse tipo. E acredite, esse meu ar de “não humilde” (já que algumas pessoas me classificam assim, como não me conhecem realmente) é somente pra você, pois acredito em mim, na minha argumentação, e além de tudo me orgulho e faço questão de mostras as coisas boas que faço.

Um abraço,
Bruno Clozel

BRUNO “BLD” CLOZEL tem 21 anos, faz as coisas por merecer e tem o devido reconhecimento por simplesmente ter batalhado por isso. Pensa grande para ser grande. Faz o que faz simplesmente porque gosta. Reclama na cara quando não está satisfeito ou faz algo por obrigação. É sincero. Amigo. Honesto. Alegre. Feliz e tenta passar todo esse seu lado positivo de alguma forma legal. Não necessáriamente pela internet. Mas quando o contato é ao vivo, quem conhece sabe que a vibe é positiva e pra frente. Pela paz, pelas pessoas, por um mundo melhor. Não deseja mudar o mundo com o Rock, igual a Tom DeLonge, pois não tem poder para isso. Não quer mudar as pessoas pelo seu site. Somente quer passar uma boa mensagem para quem puder. E agradece a todos que já passaram pelo Action182, sejam aqueles que ainda estão aqui ou que não estão mais e ainda tem contato um grande abraço e um eterno agradecimento, mas principalmente pela pessoa – amizade-  e grande ou pouco contato que tive. E aos que já passaram por aqui, e hoje me odeiam pelo meu modo de pensar e conquistar as coisas, um abraço e que sigam felizes em suas vidas, e façam algo de bom, pelo menos para alguém que os ame.

Gosta de perder tempo, polêmica, trocar informações uteis, saber de novidades do Action182, do blink-182, ou seja lá o que for. Me siga no Twitter: @brunobld

Assim se faz o futuro

Sunday, January 3rd, 2010

Lembro como se fosse hoje. Ela andando pelo calçadão, trajando aquelas roupas antiquadas e desbotadas, com o passo lento e o olhar vago. Creio que ela nunca tinha destino, que apenas saia a caminhar.

E ela fazia isso todos os dias, sempre com aquele olhar vago, como se estivesse prestando atenção para além do foco. Vivia tentando imaginar o que ela estaria pensando, mas nunca consegui ir muito longe – minha imaginação não era tenaz o suficiente para driblar aquela expressão misteriosa. Ela não demonstrava ter anseios, nem desejos, nem perspectivas. Ela simplesmente seguia o seu caminho, que não parecia ser planejado, talvez nem quisto. Era o vento que a carregava.

Aquela moça não esperava glórias, não pedia por recompensas, não se importava com resultados. Ela apenas caminhava. Um passo depois do outro, depois do outro…

Um dia eu tive a vaga impressão de que nossos olhares se cruzaram. Não sei se realmente aconteceu, se ela não estava apenas olhando o infinito. Mas, na fugacidade daquele instante milesimal, compreendi que, apesar de não conhecer seu destino, ela sentia a necessidade de continuar. Ela sentia o dever de trilhá-lo. E assim o fez.

Todos os dias, com chuva ou com sol, ela vestia aquelas roupas antiquadas, calçava suas sapatilhas surradas e saia a caminhar.

Hoje, lembrando dela, entendo que o destino só se faz caminhando. Que, embora o futuro seja incerto, a passos lentos, porém decididos, chegaremos lá.

Tenham todos um ótimo 2010.

Leandro Dani tem 22 anos. Sigam-me os bons: @leandrofeh

Uma auto-crítica de 2009

Thursday, December 31st, 2009

Você já fizeram sua auto-crítica alguma vez? Uma geral assim, de um ano todo talvez eu nunca tenha feito… talvez seja um belo exercício a se fazer. Vou tentar ser obejtivo e sem muitos blablabla. Gosto de ser assim!

Falando no geral, foi um ano sensacional, aquele típico ano que você coloca na cabeça, pensa “vou fazer isso”, e no final do ano, tudo que você traçou, imaginou, planejou, está feito e marcado na história. Foi um ano de conquistas, pessoais e também uma bela realização profissional. Começando pelo profissional, realizei diversos tipos de trabalhos na minha área, que é Design Gráfico, tendo reconhecimento tanto pelo trabalho, como também financeiro, que no final, acaba sempre ajudando. Acabei também entrando de vez na área de Fotografia, como um trabalho, pois antes era apenas por gostar e admirar esse modo de utilizar a luz para tornar eterno um momento.

Mudando para a parte pessoal, com certeza 2009 foi um ano em que conheci com certeza muita gente, e muita gente boa. Tive também a honra de tornar alguns colegas antigos, amigos de distância e que falava mais por MSN, grandes amigos, parceiros, que terei para toda a vida. Fora as surpresas, que o Real Madrid me fez um favor de liberar seu camisa 10, e deixá-lo vir até em casa… bom, esse é o caso do nosso querido Afonso! Dentre outras grandes amizades também, que conheci em Florianópolis em uma ida mais que rápida, praticamente um bate volta a trabalho e lazer. Não vou citar nomes, mas aqueles de quem estou falando, sabem quem são, uns vão ler isto, outros não… não hoje!

Dois mil e nove me marcou, definitivamente por um acontecimento único, eterno e inesquecível. Blink-182 Summer Tour, essa ficou para história… em fevereiro recebi a notícia, como todos vocês, exatamente no dia 8 (9 aqui no Brasil), que o blink-182 estava de volta. E a partir daí, eu coloquei na minha cabeça: Vou aos shows. E foi assim que ocorreu. Não foi tão simples, aconteceram alguns imprevistos, e quase, quase que o meu visto não sai, quase que meu passaporte tem problema semanas antes de viajar. E quase meu querido cachorro come minha carteira com meus documentos, ANTES DE VIAJAR! Bom, a carteira ele comeu, os documentos não… talvez fosse o destino, um ser que acredito e muito.

Sei também, que se não fosse pelo Mau – cujo é igual, menos, ou mais retardo que eu – e pelo Marcelo – que é estranho em um primeiro momento, esquisito em um segundo, porém uma das mais sinceras amizades no terceiro – estarem comigo nessa viagem INSANA, nada seria a mesma coisa, nada seria tão eterno, nada ficaria tão marcado. Com o Mau vivi alguns momentos engraçados, ou quase todos, e muitos deles quem causou foi o tal do Marcelo. Com os 2 passei um dos 14 melhores dias da minha vida, mais alucinantes e mais sem rumo de toda história, não da Terra, mas de nós três.a l

Não queria alongar muito a coluna, não sei se mudei de assunto no meio dela… mas aconteceu, esse assunto me empolga… e vou precisar de umas 4 ou 5 colunas pra contar tudo. Vocês querem?

Bom, para finalizar, acho que seria legal para cada um que ler para pensar um pouco sobre como foi seu 2009, e como mudar e o que fazer para 2010 ser melhor… pare 5 ou 10 minutos de seu dia e pense, se tiver mais tempo, escreva… e releia talvez daqui 365 dias, é muito bom. Um ano todo não se resume por apenas um dia, e sim por aquele sentimento que você sente no último deles… e agora estou arrepiado, pois foi simplesmente excelente.

Muitos de vocês fazem parte disso, de pequeno ou grande modo, mas fazem, pois estou escrevendo aqui, e isso só é possível pois vocês tornaram o Action182 (que com certeza foi uma das grandes coisas que aconteceram em 2009 para mim também) mais que excelente.

Que 2010 seja simplesmente muito bom para todos vocês, que vocês e toda sua família tenham saúde, paz e amor, pois o resto corremos átras!

Muito obrigado e até amanhã, ops… 2010!

Me siga no twitter! – @brunobld

Observações
- Vou deixar algumas fotos aqui que nunca divulguei do momento que mais me marcou em 2009, minha viagem!
- As fotos em que o Marcelo aparece geralmente são meio gays, mas pois selecionei essas só por sacanagem com ele – ele vai querer me matar depois!
- Ai tem foto de celular, de camera, de tudo… as vezes na emoção, as vezes na razão. O importante é eternizar o momento. E já digo, todas estão completamente aleatórias… e as fotos do blink-182, são de autoria minha, podem usar a vontade.. só deêm os créditos! :P

BRUNO “BLD” CLOZEL tem 21 anos, é proprietário do Action182 e deseja um sincero 2010 muito bom para todos! Além de achar que você deve seguir seu sonhos, e realiza-los… sem medo de ser feliz!

Morte

Saturday, December 26th, 2009

Tive a infelicidade de encontrar a morte, direta e indiretamente, algumas vezes neste ano. Estava em Nova York, em agosto, junto ao Bruno e ao Mau, em meio à alegria de assistirmos aos primeiros shows do blink-182 de nossas vidas, quando fomos surpreendidos por uma triste e inesperada notícia. DJ AM havia morrido. De todas as semanas possíveis, de todos os lugares do mundo onde podíamos estar, estávamos eu, Bruno e Mau em Nova York, exatamente onde DJ AM estava no momento de sua morte. A notícia foi um choque, algo que nunca poderíamos esperar. Logo nos perguntamos: “E o show? Haverá alguma mudança?”

Apenas no dia seguinte teríamos nossa resposta. Deu-se início ao show como de costume. Já sabíamos a ordem e a forma como tudo se daria. Se no começo, nos primeiros shows do blink, eu mal podia esperar para que o trio entrasse logo no palco, agora já me divertia também com as bandas de abertura. Havia alguma graça particular em saber as músicas que tocariam, em já prever suas performances e em antecipar suas falas. Sabíamos o momento em que o Weezer sairia do palco, e voltaria apenas o vocalista, tocando cada um dos instrumentos de uma vez, primeiro a bateria, depois o baixo, e em seguida a guitarra, para montar a música aos poucos, unindo-a como mágica aos olhos dos espectadores. Sabíamos quando pediriam que pulássemos. Éramos especialistas naquele show. No entanto, ignorávamos como seria a apresentação do blink.

“Será que dirão alguma coisa?” nos perguntávamos. “Talvez fingirão que nada aconteceu”. Só podíamos supor. Quando o blink-182 finalmente entrou no palco, a princípio parecia que nada havia mudado. A energia era a mesma, nossas preocupações tinham sido em vão. As três primeiras músicas irromperam como uma explosão em nossos ouvidos. Dumpweed, Feeling This, The Rock Show. Conhecíamos a ordem em que seriam tocadas, mas nossa emoção renovava-se a cada novo show. Passaram-se mais algumas músicas, até que por fim tocaram Stay Together For The Kids. Quando o último acorde esmoreceu no ar, Mark se aproximou do microfone. Até então não haviam falado mais do que rápidas piadas e breves agradecimentos. O que se seguiu, porém, foi algo novo.

Mark iniciou dizendo que aquela era uma noite difícil para a banda. Eles haviam, afinal, perdido alguém querido. Não irei transcrever aqui tudo o que foi dito, muitos vídeos no YouTube o farão melhor do que eu. Poderei, no entanto, tentar descrever como me senti naquele instante. Mark, em meio às suas palavras, engasgou-se e chorou. Pude experimentar, junto a milhares de outras pessoas, ver meu ídolo de anos, ali diante de mim, chorando como o mais comum dos homens. Seu choro foi sincero, suas palavras, tocantes. Jamais me senti tão próximo a ele como naquele momento. Não conhecia a sua dor, mas via-o como tão humano e frágil quanto qualquer um. Não posso responder pelas opiniões do Bruno ou do Mau. Sei apenas como eu mesmo me senti. Foi um momento único, um terrível acontecimento que marcou nossa viagem e nossa experiência nos Estados Unidos. Em seguida, quando as luzes se apagaram e Mark pediu um minuto de silêncio, todos nós experimentamos aquela angústia misturada a uma natural confusão, por estarmos vivendo aquele momento tão singular. O show continuou, mas a reação do público havia mudado. Podíamos perceber no ar um certo embaraço e estranhamento por parte de todos. Era como se ninguém se permitisse demonstrar muita felicidade, agora que havíamos prestado aquela homenagem ao DJ AM.

Depois de mais alguns dias aproveitando a cidade e, como todo bom turista, consumindo muito, voltamos para nosso amado Brasil. Voltávamos às aulas, e a um lugar onde o blink não se apresentaria quase todos os dias. Voltávamos à nossa velha rotina. Exatamente uma semana após nosso regresso, minha avó faleceu. Ela morava conosco havia já três anos, desde que sofrera um derrame. Sua morte, porém, foi uma surpresa a todos nós. Havia tempos que sua saúde estava estável, e ela não demonstrou sentir qualquer indisposição naquele dia. Foi um dia como qualquer outro, sem qualquer indicação do que nos esperava. Na noite do dia 11 de setembro, saí com alguns amigos para jantar no Pizza Hut. Minha mãe e meu irmão também haviam saído de casa, portanto minha avó ficara sozinha. Depois de muita pizza e conversa, meus amigos me deram carona para casa. Ao nos aproximarmos de onde eu morava, contudo, nos deparamos com uma cena incomum. Alguns vizinhos estavam na rua, e um carro de polícia estava estacionado bem em frente à minha casa. Após nos informarmos sobre o que havia ocorrido, entrei correndo em casa para descobrir minha avó desmaiada na sala, lívida. Não desejo contar aqui em detalhes o que se passou. Colocamos ela no carro, e voamos para o hospital. Ela ainda respirava. No entanto, não fomos capazes de salvá-la. Algumas horas depois, com minha mãe já entre nós, recebemos a notícia de que ela havia falecido.

Cerca de um mês e meio depois, tive um novo contato com a morte e o luto. No início de agosto, um grande amigo meu, o qual conheço há mais de uma década, descobriu que sua mãe fora diagnosticada com câncer de pulmão. O que se seguiu foi uma dura luta contra essa terrível doença. Sua saúde degenerou-se em um ritmo por demais veloz e cruel. Em fins de outubro ela veio a falecer. Difícil perder a própria mãe, ainda mais quando se é filho único e quando moram apenas os dois juntos. Não posso fingir conhecer a dor que ele sentiu e sente ainda. Só aqueles que o experimentam sabem. Espero, no entanto, que ele seja capaz de reconstruir para si sua vida, mesmo diante das dificuldades que o encontraram. Ele terá sempre o apoio de todos os seus amigos e família.

Por que decidi por este tema, para minha primeira coluna retornando ao Action? Acho que não poderia falar sobre nada mais, até tirar isso de minha frente. Livro-me, assim, de um peso em minhas costas. Duas vezes neste ano vesti-me para o luto, três vezes presenciei o choro dos que perderam alguém amado. Não desejo aventurar-me a filosofar sobre a morte, pois não penso que esta seja a coluna correta para isso. Prefiro deixar aqui um espaço para todos os que experimentaram alguma difícil perda, e os que conhecem a dor que a acompanha. Sabemos como a morte é inevitável, destruidora, porém natural. Quando enfim nos deparamos com ela, contudo, por mais que nos preparemos, o conforto das palavras ou de um ombro não deve ser desdenhado.

MARCELO CAMARGO tem 24 anos, estuda atualmente filosofia, mas não sabe exatamente o que quer da vida. Adora ler, escrever, ir ao cinema, ouvir música, jogar video-game e conversar com amigos. Espera que o Action182 possa ser um lugar aberto à reflexão assim como à diversão. Espera também, lá no fundo, que alguém tenha sentido a falta dele.

Inconstantes

Thursday, December 17th, 2009

Tive uma ideia! Não, não se desespere. Juro que ela é interessante – ao menos foi pra mim. Escute bem. Certa madrugada, numa dessas madrugadas de primavera, estava eu em frente ao computador com um copo de cerveja pela metade. Enquanto batia furiosamente com os dedos na mesa, uma ideia tomou minha mente por assalto. Por que não escrever o que vem à cabeça, sem filtrar nada? Bem, isso não daria muito certo – aliás, nem um pouco certo. Embora eu tenha certa liberdade para criar as colunas, não posso simplesmente me entregar a qualquer insanidade minha. Não, acho que posso. Aliás, talvez eu até deva. Mas a falta de criatividade estava me deixando um pouco nervoso, e meus dedos já estavam vermelhos de tanto batucar. Foi aí que, em um espasmo de criatividade inovadora (que suprimiu minha humildade), surgiu a ideia de escrever o que vier à mente enquanto escuto músicas do Blink-182. Pra ficar mais divertido, decidi que teria apenas o tempo da música para escrever algo – ou seja, cerca de três minutos para criar. Sem medo, apertei o botão ‘play’ e estiquei os dedos. O resultado você verá a seguir, música por música, frase por frase.
Para a sua experiência ficar completa, experimente ler cada texto – ou textículo, embora não soe muito bem – ouvindo sua respectiva música. Lembrando vocês de que as músicas e os significados de suas letras não foram levados em conta na produção dos “textículos”. Pelo menos, não conscientemente.

- A new hope:
Qual seria a verdadeira trilha do amor senão a nascida do toque? A sensação da tez suave e escorregadia, o calor da respiração ofegante esquentando o pescoço. Qual seria a verdadeira razão de amar senão sentir? Teria motivo preocupar-se com o amanhã sem a possibilidade do gozo? Como ser inconstante que sou, às vezes esbarro na delícia e encontro o sentido e o fim do viver no simples sentir. Amém – ou, amem.

- Anthem, Pt. 2:
De eleição em eleição celebramos o bem maior do nosso Estado. Entre dossiês, acusações, falastrões, desinteresse público e pesquisas forjadas, a democracia encontra seu caminho para obter, mais uma vez, glória. A glória dos analfabetos e dos famintos. Nossa democracia não é democrática. É hipócrita.
P.S.: 2010 está aí e, ao contrário do que muitos pensam, não é o ano apenas da copa do mundo de futebol. Sim, crianças, 2010 tem eleições e precisamos ser conscientes ao escolher nossos representantes.

- I Miss You:
Adeus, minha querida! Hoje estou de partida. Vou pra bem longe, onde os teus olhos não conseguem alcançar. Não sinta a minha falta. Quando o vento bater na tua porta, abra. Será um pedaço meu que voltará com um recado. Abra a porta e feche os olhos, sinta o vento. Escute com muita atenção. Limpe a sua mente, não pense em mais nada. Agora, você consegue escutar? É uma canção que eu fiz especialmente pra ti. Ela fala de amor, de solidão. Fala de saudade, de impossibilidade. E ela fala, acima de tudo, de uma pessoa que te ama. Que canta ao vento, esperando que a canção chegue ao seu destino. Que canta o destino, que nos afastou tanto. Preste bastante atenção, sou eu chorando. Mas não chore, minha pequena. Eu tenho esperança! Abra os olhos, vê o horizonte? Eu estou lá, de braços abertos, com o coração acelerado, correndo em tua direção.

- Stockholm Syndrome:
Consequência de anos no exílio, vindo dos subúrbios fétidos e úmidos do coração de uma antiga paixão, renasci das cinzas do que um dia foi um homem. Carne e ossos separados para sempre. Um facho de luz inabalável. O cerne de todo um ser na mais imponente casa do conhecimento. Sou aquele que ousou despertar na hora de dormir. Incrível besta dos sete chifres. Incansável curandeiro das trevas. Eu sou aquele que está por trás do seu fracasso. Sou a causa do seu eventual sucesso. A única esperança para o seu futuro. Sou a enfermidade e a cura. Sou o infinito e o nada. Enquanto os outros comem inércia, eu cuspo caos e excitação.

- Story of a Lonely Guy:
Ela passa sempre sem me notar, naquela quase negação da minha existência. Encolhe os passos pra se fazer vista e lança um sorriso malicioso que diz saber muito sobre mim. Meus olhos apontam o caminho, enquanto meus pés correm no sentido contrário. Preciso de um drink, um empurrão qualquer em sua direção.

- What’s My Age Again:
Ela sentiu que tinha falado demais. Calou.
Virou o rosto e escondeu os olhos atrás do cabelo.
Ele percebeu alguma coisa a mais. Sorriu.
Secou a palma da mão na calça jeans e disse:
- Eu sempre soube que seu irmão é gay.

- Not Now:
E quantos segredos traz o coração mais sincero? E quantas surpresas traz a vida mais monótona? E quantas belezas traz a estação mais fria? Quanta alegria traz apenas uma noite de carnaval? Se existe medição para o existir, que tragam a menor régua. Todo o resto é lucro.

- M+M’s:
O ponteiro do velocímetro marca 130 km/h. Abro a janela do carro, sinto o vento varrer minhas preocupações. Se existe liberdade, ela é uma pista livre que aponta ao infinito.

- M+M’s 2:
Um, dois, três goles e nenhuma consciência. Um, dois, três beijos e nenhuma preocupação. Três, dois, um dia a menos para curtir o verão.

Mural do Colunista:

P.S.: dependendo do retorno de vocês, pode vir mais.

P.S. 2: estou pensando em fazer uma versão para cada álbum. Claro, aí viraria um conto. Enfim, o futuro está por ser escrito – não por mim, mas por alguém mais caprichoso e onipresente.

Leandro Dani (leandro.feh) tem 22 anos. E, desde já, deseja um feliz natal a todos vocês! Curtam, bebam, façam festa. Só não esqueçam a prudência na gaveta das cuecas. Sigam-me os bons: www.twitter.com/leandrofeh

Já deu um abraço em alguém hoje?

Saturday, December 12th, 2009

Hoje é dia mundial… Ou nacional… Ou, que seja, hoje é dia do abraço! Isso é piegas, é clichê, é cretino e é batido, mas sério, eu sou daquelas que acha que um abraço é a melhor coisa do mundo, principalmente quando se precisa de um. Um abraço de um amigo, de um pai, de uma mãe, de um irmão -  seja porque vocês se reconciliaram, porque estão há muito tempo sem se ver ou só porque acabaram de ganhar uma partida no videogame – pode ser um remédio ainda maior do que se espera.

Das duas uma: Ou você leu isso e disse “Que gay” ou “Own, que fofo!”; que seja. Assim como alguns dizem que através dos olhos podemos ver a alma, eu digo que através de um abraço podemos sentir se podemos contar com aquela pessoa ou não. Ainda acho que um abraço é a expressão máxima de uma amizade – porque, fala sério, se você abraça (com vontade) alguém que não é nem sua mãe, seu pai, namorado(a) ou parente, é um amigo que você preza demais. É uma das poucas formas onde você pode quase sentir o carinho entre você e aquela pessoa fluir e, para aqueles que não são adeptos do FREE HUGS, no te preocupes: Seus amigos não vão demonstrar a sua amizade só nos abraços.

No fim, você vai, além de compreender, ver que aqueles que são de verdade seus amigos souberam respeitar seus sentimentos, seus delírios e suas limitações. Souberam lidar com elas e permanecerem ao seu lado, independentemente das consequências. Eles não se importaram em ouvir as suas mesmas histórias e desabafos milhões de vezes e até ensaiaram sorrisos – mesmo que forçados – para demonstrar que estão ali, te ouvindo. Eles não se sentiram na obrigação de te proteger como se você fosse uma criança indefesa e sem consciência dos seus próprios atos, tampouco procuraram justificativas para os seus ataques infantis; eles te trataram com o devido respeito e souberam apontar seus erros e equívocos, sem a intenção de te magoar ou encher: Apenas com o intuito de te fazer melhorar e crescer.

Eles souberam rir e chorar, mesmo que inconscientemente, junto com você e, embora pareça piegas, você sabe que nada teria sido a mesma coisa sem eles ali. Imaginar uma ocasião, um momento ou uma situação sem a lembrança de algum deles com você lhe é inviável e até intragável. A sutil diferença entre um amigo e um colega não denota-se apenas na forma como eles te abraçam, mas também reside na forma como o amigo se posiciona perante as situações mais difícieis: Se ele escolhe aquilo que é mais cômodo a ele – como um colega faria – ou se ele cogita os seus sentimentos e opiniões antes de questioná-los ou descartá-los. Vai doer assistir aqueles que você julgava amigos demonstrarem o mesmo senso de noção e compaixão que amebas – mas vai servir para você notar quais eram aqueles que realmente valeram toda a confiança que você depositou neles.

Por mais que soe óbvio, no fim, amigos serão amigos – e, se eu fosse você, corria para dar um abraço em um hoje.

Laís Cerqueira Fernandes tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo e aspirante a escritora. E sim, super se aproveitou desse espaço para tentar fazer um apelo: Dê mais valor aos amigos… E aos abraços!

Das Telas Para Os iPods

Saturday, December 12th, 2009

E o ganancioso mundo da indústria fonográfica acaba de ganhar mais uma estrelinha de Hollywood: Robert Patinson declarou que pretende lançar um álbum após o término da gravação dos filmes da saga Crepúsculo. Esse tipo de notícia não é nada recente, são vários os atores que se aventuram no mundo da música e vice-versa.

Esses atores aproveitam de sua fama pra se intrometer em outra área na qual eles conquistam fãs com sua imagem e não com sua música. Por mais que eles sejam ótimos em seu mundo, a grande maioria não possui talento algum e acabam apelando para músicas comerciais, sem qualidade alguma.

O pior de tudo são os programas e filmes feitos com a intenção de lançar futuros “músicos” a partir desta pré-divulgação da imagem de “ator/atriz”, remetendo a questão da praticidade defendida por mim na minha última coluna.

Ainda que existam casos em que pode-se captar uma qualidade sonora no trabalho desenvolvido por alguns desses atores/atrizes, os casos são raríssimos e ocorrem com maior probabilidade em filmes no qual a intenção não é lançar uma banda real, e sim interpretá-la. É caso da banda de George Clooney em “O Brother, Where Art Thou?” (2000) e de William Lee Scott em “Killer Diller” (2004).

Pena que são essas bandas medíocres pré-produzidas que são valorizadas atualmente e roubam a cena de novas bandas que possuem talento, como “White Lies” e de projetos paralelos de músicos renomados, como o Them Crooked Vultures, que reúne nada mais nada menos do que Dave Grohl (Foo Fighters), Josh Homme (Queens of the Stone Age) e John Paul Jones (Led Zeppelin) em uma mesma banda.

Matheus Jordão
tem 17 anos, é estudante  do Segundo Módulo do Curso Técnico em Mecatrônica e tem uma irmã retardada.

O Processo Evolutivo

Saturday, December 5th, 2009

A adaptação é um processo de mutação randômico cujo todos os organismos estão sujeitos. Tais adaptações podem ser tanto benéficas como maléficas de acordo com o meio em que ocorrem, sendo que tais são selecionadas pelo próprio ambiente, o que garante a perpetuação da espécie adaptada até que tais características desenvolvidas sejam tão numerosas a ponto de gerar uma nova espécie. Este processo é conhecido como Evolução.

Em outras palavras, a evolução nada mais é do que o resultado de adaptações positivas acumuladas ao longo do tempo. Não existe definição melhor do que é essa para expressar em palavras o que todos estão observando neste momento.

Ao longo de seis anos, este site vem propondo mudanças e transmitindo informações que são classificadas e selecionadas por todos vocês. Essa resposta da opinião pública atua como sendo o meio seletor, decidindo o que deve ser mantido e o que deve ser reformulado.

Nesta amostra da nova versão, procuramos integrar tudo que foi considerado de qualidade por vocês junto às novas adaptações que passarão pelo mesmo processo anteriormente descrito. Pretendemos demonstrar o motivo pelo qual a Action182 é o Maior Portal da América Latina Sobre Blink-182, e nada melhor para comemorar seis anos de existência do que uma reformulação total do layout do site junto da integração de novos membros da equipe e algumas novidades que aos poucos estão sendo reveladas .Enfim, esperamos que esta amostra seja suficiente para mostrar o potencial da nova versão que sai em breve.

Sejam bem-vindos ao preview do novo Action182.

Matheus Jordão tem 17 anos, acaba de concluir o Ensino Médio e cursa o Segundo Módulo do Curso Técnico em Mecatrônica.

Post produzido com a ajuda da @laisizzle

Praticidade x Qualidade

Sunday, November 22nd, 2009

Foi-se o tempo em que os meios de comunicação transmitiam música de verdade.

Ultimamente, com a ajuda de mecanismos virtuais como o Myspace, Purevolume, Orkut, Twitter e afins, a divulgação de novas bandas tornou-se uma atividade acessível, de baixo custo e cômoda. A praticidade obtida com a evolução tecnológica fez com que a maioria das pessoas deixassem de se empenhar para obter o sucesso através do merecimento. A internet tornou-se um ambiente no qual a imagem é mais valorizada do que o trabalho musical em si.

Muitas bandas produzem sons “coloridos” intencionalmente, pois esse gênero é que está sendo valorizado no meio em que estes divulgam seu “trabalho”. Os integrantes nem ao menos gostam do que estão fazendo, mas ainda assim continuam seguindo aquilo que lhes rende dinheiro. Assim, as bandas que realizam um trabalho admirável são sombreadas por aqueles que vendem seu trabalho pela fama.

Outro ponto interessante é a intensa utilização de sintetizadores e edições de estúdio para produzir aquilo que alguns chamam de “música”. Não existe uma dedicação dos integrantes em produzir uma melodia com seu talento, cada vez mais estes recursos são procurados, tornando a música artificial. Este fenômeno pode ser observado nas apresentações destas bandas, onde o playback e os sintetizadores estão sempre presentes, algo tão desprezível quanto a mentalidade comercial dos que a praticam.

Felizmente ainda existem bandas que continuam a produzir arte ao invés de ruído, mesmo sendo raríssimas no meio virtual. Cabe a nós saber diferenciá-los dos que foram engolidos pelos holofotes. Procurar o conhecimento musical é fundamental para este discernimento, atitude cada vez menos presente no cotidiano desta geração a qual todos pertencemos.

Matheus Jordão tem 17 anos, é estudante do Terceiro Ano do Ensino Médio e do Segundo Módulo do Curso Técnico em Mecatrônica e acaba de integrar a equipe da Action182 como colunista.

Humor é Bom, Para os que Entendem

Wednesday, November 18th, 2009

Estávamos nós todos no twitter, conversando. E Após os recentes eventos, seria óbvio a brincadeira do #DHnoActionCast. Muitos riram pacas, entenderam a piada.

Mas (sempre tem) uns revoltados, acho eu, nunca assistiram programas de comédia. Pânico, CQC, outros tantos.

Quando você faz uma piada e a pessoa não gosta, o que o ser humano faz? Conta novamente. Até a pessoa explodir. Esse é a piada. Não venha me falar que nunca fez isso.

E a Luana Piovani com as sandálias da humildade? E o Clodovil? E o Hector Babenco no CQC?!

Somos auto-suficientes de irritar alguém, pelo amor! Agora essa polêmica BANAL de reclamar? Ter atitude é reclamar? Reclamem de algo realmente mude alguma coisa!

Se não notou, o ActionCast é um programa do Action182, porém humorístico. Vi gente já discutindo no meio dessa confusão toda sobre quem é mais fã, estilos. Galera, é só uma brincadeira. Sempre foi divertido perseguir quem nos odeia pra ver eles mais irritados. Estamos todos envelhecendo tão rápido e deixando o humor de lado, só o lado ranzinza fica?!

Faço das palavras do Danilo Gentili as minhas: “no twitter todo mundo quer pagar de bom homem, politicamente correto” O mundo não é politicamente correto. Se você tenta ser assim, se mata!

O ActionCast é um podcast de humor, talvez o que mais cresça de público atualmente. Se não tem senso de humor, isso não é culpa nossa, vá culpar seus problemas. Pois o humor é rir do lado ruim da vida. As coisas boas já são boas por si só.

Fernando Belucci tem 25 anos, estudante de jornalismo, diretor e apresentador do ActionCast, escritor, roteirista de quadrinho, responsável também pelo podcast Na Latrina, e não: não sou mais fã que ninguém.

Ser Fã é Para Poucos

Sunday, November 15th, 2009

Se você for procurar na Wikipédia – coisa completamente corriqueira, caso você seja um estudante – o que é “”, ela vai te dizer que “é uma pessoa dedicada a expressar sua admiração por uma pessoa famosa, grupo, idéia, esporte ou mesmo um objeto inanimado (por exemplo, um automóvel ou um modelo de computador)”. Se você for até o Dicionário Aurélio e procurar pela mesma coisa, ele vai te responder que fã é um “admirador exaltado”. Se você estiver com muita boa vontade e quiser pesquisar a morfologia da palavra, vai ficar sabendo que “fã” vem de “fan”, que é uma abreviação da palavra americana “fanatic”. Então você pergunta: “Tá, e daí?”. Daí que eu te dei essa mini aula de português só para dizer uma coisa: a Língua Portuguesa é linda, mas deixa a desejar na hora de tentar definir algum sentimento com meras palavras. Porque ser fã não é o tipo de coisa que se define; é o tipo de coisa que se sente.

Sentimentalidades à parte – ou não -, parem para pensar sobre o que é ser fã. Podemos começar pela diferença entre gostar de algo e ser fã de algo; afinal de contas, ouvir uma música “por ouvir” é diferente de ouvir uma música e se identificar com ela, assim como apreciar o lançamento de um single é diferente do que passar dias esperando pelo mesmo – todos aqui que estão aguardando a nossa Up All Night devem entender perfeitamente o que eu estou falando. Não que as pessoas que gostam de algo devam ser desmerecidas. Elas só não são… Fãs! Azar o delas, concordam? Ser fã é algo que é para poucos.

Outro exemplo com o qual vocês devem se identificar é o da mobilização de pessoas no Twitter para tentar colocar tags – #Blinkumentary, #Action182 e #182inBrazil parecem familiar para vocês? – nos Trending Topics do site (se você não entendeu uma única palavra que eu escrevi nesse parágrafo, cara, você está por fora da evolução digital! Orkut is so last season…). Você não precisa correr para o banheiro mais próximo para procurar uma gilete e cortar seus belos pulsos porque se deu conta de que não participou dessas mobilizações e merece morrer porque não é um fã digno – hey, vai com calma, meu conceito de fã não é tão extremista assim! Eu estou usando esse exemplo para que aqueles que participaram consigam se identificar ainda mais com o texto. Tem como descrever a sensação que sentimos quando conseguimos colocar as tags nos TT sem incluir a palavra “orgulho” na descrição? Não mesmo. E nós estamos certos: Se tem algo do qual devemos nos orgulhar, é da nossa, digamos assim… Competência como fãs. A nossa união em busca de um único objetivo – seja ele trazer a nossa banda preferida ao Brasil ou colocar tags nos Trending Topics – é motivo, sim, para orgulho. Já repararam como nós nos sentimos como se fôssemos parte de uma só família quando fazemos isso? Continuamos certos – o conceito de “família”, pelo menos para mim, nada mais é de do que pessoas que compartilham algo em comum. No caso da sua família que é unida por laços de parentesco, vocês compartilham o mesmo DNA – no caso da nossa “Família182”, nós compartilhamos o amor pela mesma banda.

Logo, como uma família, deveríamos agir como tal, certo? Deve ser por isso que eu fico tão indignada quando eu vejo fãs de demais bandas que ao ver o clipe das mesmas na MTV ficam loucamente revoltados porque “agora tal banda vai virar modinha”! Ou então quando estabelecem uma competição entre si para ver “quem é fã de verdade”. Mesmo que existisse isso de quem é “mais fã” ou “menos fã”, qual o problema de mais gente gostar da mesma banda que você? Vai ser bom de qualquer forma. Quanto mais gente gosta dela, mais chances de conseguirem uma vinda da banda ao Brasil. ‘Bora pensar assim e tirar todo esse rancor dos seus coraçõezinhos?

Fãs deveriam se unir, não ficar disputando quem é mais fanático do que o outro. De que diabos isso vai importar? No fim das contas, nós temos algo em comum – e se esse algo vir a ser amor pelo Blink-182, só prova que nós temos bom gosto e deveríamos ser amigos. Sério! Afinal, uma das melhores coisas que nós conseguimos obter nessa de ser fã são as amizades. ‘Bora dar aos mãos e ir em direção ao sol, numa vibe bem Criança Esperança, ao som de I’m Lost Without You ou algo assim? Tenho certeza que vai valer mais à pena do que entrarmos em discussõezinhas bobas.

Conclusão? Ser fã é, sim, um privilégio. E, cá entre nós, que coisa bonita é ser fã, não é? Antes que vocês achem que baixou o Galvão Bueno em mim – que coisa liiiiiiinda, amigos da Rede Glooooooobo! -, deixa eu explicar: quer uma conexão mais linda e complexa do que a que existe entre fãs e seus ídolos? Porque embora eles não se conheçam – mesmo que nunca tenham sequer se visto -, existe essa relação de cumplicidade inalterável. É um vínculo que não pode ser forjado e que nos dá direito a sensações incríveis – quando, por exemplo, ouvir aquela música melhora seu dia; quando aquela frase do seu ídolo sintetiza um sentimento seu que antes você achava inexplicável; quando, um dia, ouvir a introdução de Dumpweed ao vivo vai nos fazer sair de órbita.

Digo e repito: Ser fã é para poucos – mas nós, aqui, somos muitos – e eis um fato do qual nós devemos nos orgulhar.

Laís Cerqueira Fernandes tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio, futura estudante de Jornalismo e aspirante a escritora. E não, não é prima do BLD.

Era uma vez um vestido rosa

Thursday, November 12th, 2009

Em um país acostumado à exibição e veneração do corpo, ao biquíni fio-dental e ao tapa-sexo, um vestido curto deveria passar batido. Deveria, mas não foi o que aconteceu alguns dias atrás na Uniban -  a Universidade Bandeirante de São Bernardo do Campo, São Paulo. Pelos diversos meios de comunicação – principalmente pela internet, no YouTube – pudemos observar a nata da intelectualidade tupiniquim regredir várias décadas na evolução dos costumes e tudo por causa de alguns centímetros a menos – ou a mais, depende do ponto de vista – de tecido.

E como poderíamos definir o acontecido, qual a razão de tamanha selvageria? Seria o machismo da sociedade patriarcal brasileira, que mesmo ostentando para si títulos de moderna e progressista não mantém nada mais do que hipocrisia em suas atitudes? Teria a própria estudante culpa ao supostamente ter ofendido alguém, ou mais pessoas, a ponto de causar aquela fúria generalizada? Seria, afinal, o vestido indecorosamente curto, ao ponto de quase causar o linchamento da assustada estudante? E então, qual deve ser o alvo de nossas críticas?

É difícil entender como pessoas tão jovens e instruídas possam ter dado tal vexame. Depois de ficar sabendo do ocorrido na Uniban, tratei de me certificar de que se tratava de uma universidade brasileira. Não consegui acreditar que no país do carnaval, dos biquínis mais reveladores do mundo, pudesse ocorrer uma basbaquice e uma bestialidade daquelas. Depois de ter me certificado da localização daquela instituição de ensino “superior”, tratei de fazer uma brevíssima incursão no mundo do meu “eu interior”, como chamam os gurus por aí, para descobrir o que eu penso sobre o assunto. Não demorou muito para eu ter certeza de que aquele vestido e aquela moça poderiam, no máximo, virar a minha cabeça na direção em que seguissem. Talvez eu abrisse a boca para tecer um comentário assaz habitual, do tipo “que saúde” ou ainda o afamado “ô lá em casa”, com algum colega de gênero que estivesse mais próximo. Minha reação seria cotidiana, breve, assintomática e bem-humorada – a moça e seu vestido não sobreviveriam muito tempo em minha memória e em meus diálogos. Mais um dia, mais uma mulher bonita e sua roupa provocativa (no melhor sentido que essa palavra pode trazer).

Enfim, não consigo ver o porquê daquela reação sem concordar com Gustave Lebon, que definiu uma massa de pessoas sob o ponto de vista psicológico da seguinte maneira: “Uma massa é como um selvagem; não está preparada para admitir que algo possa ficar entre seu desejo e a realização deste desejo. Ela forma um único ser e fica sujeita à lei de unidade mental das massas. No caso de tudo pertencer ao campo dos sentimentos, o mais eminente dos homens dificilmente supera o padrão dos indivíduos mais ordinários. Eles não podem nunca realizar atos que demandem elevado grau de inteligência. Em massas, é a estupidez, não a inteligência, que é acumulada. O sentimento de responsabilidade que sempre controla os indivíduos desaparece completamente. Todo sentimento e ato são contagiosos. O homem desce diversos degraus na escada da civilização. Isoladamente, ele pode ser um indivíduo; na massa, ele é um bárbaro, isto é, uma criatura agindo por instinto”. Ou seja, é o velho tesão reprimido atingindo níveis catastróficos no ABC paulista – isso para ser bem-humorado e extremamente positivo na minha análise. Para alguns conterrâneos extremistas meus aqui do sul, sei que diriam que o que faltou foi laço (eufemismo para “uma bela e merecida surra”) nos agitadores. Tendo a acreditar que o que faltou para aquela massa enfurecida de estudantes universitários é exatamente o que eles foram buscar quando acordaram para ir à universidade naquele fatídico dia: conhecimento, sabedoria e educação.

ATUALIZAÇÃO

Agora a pouco li, abismado, em um grande portal de notícias da internet, que a moça do vestido curto está sendo assediada para, dentre outras propostas, participar de programas de TV, como Altas Horas e Ana Maria Braga, da TV Globo, para posar seminua para marcas de lingerie, para lançar uma linha de bijuterias, para estrelar uma campanha de minissaias e, a mais atordoante de todas, para ser musa de uma letra de música de um grupo de axé. Obviamente, ouvi falar que a revista Sexy também está tentando um ensaio com a moça nua… tudo de muito bom gosto, é claro. E agora, quem é a vítima? Uma coisa é sofrer preconceito por usar uma determinada roupa – o que é absurdo -, outra coisa é se beneficiar por ter sofrido tal preconceito. No fim, a única coisa que aprendemos é: lucre sempre, lucre o máximo que puder, não importa como.

LEANDRO DANI (leandro.feh) tem 22 anos e apóia a causa das minissaias e microvestidos.

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