blink-182 vira assunto durante entrevista com guitarrista do Man Overboard

Autor Por Angélica Albuquerque em 29/08/2012

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 Há 4 anos na estrada, a banda de pop-punk norte-americana, Man Overboard, provou que a influência do blink-182 em sua existência vai além do momento em que tiveram que escolher um nome – “Man Overboard” é uma das faixas de Mark, Tom e Travis.

Durante uma recente entrevista concedida ao site Cave Mag, o guitarrista do quarteto, Justin Collier, foi questionado sobre a sonoridade do blink-182.
Tudo começou quando o entrevistador, Jay Adams, comentou que a banda havia dito em uma entrevista, de 1999, que o termo pop-punk era essencialmente considerado um insulto naquela época, mas que não é o caso dos dias de hoje.

Abaixo, confira as 3 perguntas relacionadas ao blink-182!

Eu assisti a uma entrevista do blink-182, de 1999, onde o uso do termo “pop-punk” era essencialmente considerado um insulto. Isso não é o caso, atualmente. Qual é a opinião de vocês sobre o gênero em 2012, e vocês se vêem como representantes do estilo?

Olha, sempre existe algum cara bêbado, de moicano, que surge e berra “vocês não são pop-punk, Screeching Weasel que é!”. Nós compreendemos isso. Nós entendemos que eles são uma banda de pop-punk. Mas ao mesmo momento, houve muitas bandas na Warped Tour que afirmavam ser de hardcore, que eu não considero como tal. Eu sei que nossos fãs nos consideram uma banda de pop-punk e que o mesmo é aplicado para muitas bandas com as quais fazemos turnê. Nós não estamos tentando representar ninguém mais. Essa coisa toda de *”defender o pop-punk” comeceu com uma piada e um design de camiseta. Eu não diria que nós somos porta-bandeiras do gênero, mas eu gostaria de pensar que nós estamos fazendo algo positivo para promovê-lo, apoiar os nossos companheiros e espalhar a palavra.

Se o blink-182 entrasse em sua sala de estar para tocar uma música, o que você gostaria de ouvir?

Provavelmente, eu escolheria algo do Buddha. Eu estava viciado no blink um ou dois anos antes de vê-los na Pop Disaster Tour, em 2002. Eu fiquei super amarradão para vê-los e eu ouvia muito o Buddha. Eu acho que, na verdade, eu queria muito ter ouvido “Strings”, que é, provavelmente, uma das piores músicas que o blink já fez. Claro, eles não tocaram essa. Então, apenas por nostalgia, eu pediria para tocarem essa, provavelmente.

O que você achou de Neighborhoods?

Eu acho que muita gente queria ouvir outro disco como Dude Ranch, mas você não pode esperar isso. Ter perdido Jerry Finn como produtor foi um grande dano ao som deles. Ele entendia a banda. Ao mesmo tempo, eles mesmos que produziram, o que foi bacana. Eu diria que eu gosto do disco, mas ele não tem o mesmo espaço no meu coração como o Buddha ou o Dude Ranch.

Para conferir a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.

*”Defend pop-punk” (defender o pop-punk) é um dos lemas mais utilizados pela banda, e está presente em várias estampas de camisetas, moletons e acessórios do quarteto. A frase é como um ícone, quase que representativo, da banda.