blink-182 comemora nova fase com festinha maneira em karaokê

Autor Por Danilo Guarniero em 29/04/2016

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O blink-182 deu uma festa particular em um karaokê nesta última quinta-feira (28) para anunciar a nova turnê da banda e comemorar a nova fase, novo disco e o futuro que o trio tem pela frente.

A Rolling Stone esteve na festa que contou com muitos convidados cantando músicas do blink-182 no microfone. Eles fizeram um artigo contando como foi e também entrevistaram os integrantes para saber mais um pouco sobre o novo disco.

Confira a tradução:

“Mal podemos esperar para ver todos vocês na estrada,” Hoppus diz para um bar lotado, o Blind Dragon, onde os membros das três bandas que darão suporte à tour – A Day to Remember, the All-American Rejects and All Time Low – estão espalhados por aí.

Primeiro, o produtor do novo disco John Feldman pega o microfone, vestido com um terno, entquanto a música “Dammit” preenche o local. “Mark Hoppus é definitivamente um dos meus três vocalistas favoritos no blink-182,” Feldmann brinca, e então canta alegremente a música com ajuda do público.

O disco de 16 faixas é primeiro sem Tom DeLonge, após seu rompimento com a banda. A gravação de California, ano passado, foi uma forma de Hoppus e Barker empurrarem o blink-182 para o futuro.

“Para ser sincero, os últimos discos, em minha opinião, feitos pelo telefone,” disse Barker, sentado ao lado de Hoppus em uma sala aos fundos. O disco, ele diz, teve os três membros trabalhando em diferentes estúdios. Agora, a banda compôs no estúdio de Travis em Los Angeles e chegaram em Feldmann para produzir. E a diferença na energia foi imediata.

“Fizemos 28 músicas em um mês e meio,” diz Barker. “Foi incrível. A química foi enorme. Todo mundo estava no estúdio trabalhando e sendo criativo. Quando você tem isso rolando, as possibilidades são infinitas.

Inicialmente, o papel de Skiba era simplesmente preencher o espaço que Tom DeLonge deixou por três shows. Mas logo a banda estava trabalhando em músicas novas e pediram para Skiba ficar. “Houve vezes que eu estava na cabine de gravação de voz enquanto Mark e Travis estavam me gravando – eu tinha que me lembrar onde eu estava, porque parecia tão natural,” disse Skiba, mais conhecido por seu trabalho no Alkaline Trio. “Nós botamos muito esforço nisso e foi de coração. Nós nos encaixamos feito Lego.”

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Esta semana, a música “Bored to Death” foi lançada como uma primeira dica do que será o novo disco. Através do som pop punk característico da banda, podemos notar algumas texturas modernas e batidas, que muito se devem pelo trabalho de Barker fora da banda. “John pedia para que eu fizesse algumas das coisas que faço em minhas colaborações de música eletrônica e rap, e eu simplesmente fazia,” Barker diz, enquanto Hoppus racha de rir. “Então tem uns versos drum n’ beats em Bored To Death, mas é uma música de rock, então ficou mascarado. Há coisas assim durante todo o disco.”

“É isso que torna interessante para mim,” Barker acrescenta, “mas eu nunca tento forçar essas coisas na banda, porque eu entendo a diferença entre o que eu faço lá fora e o que eu faço no Blink.”

Hoppus diz que a banda abraçou as técnicas modernas de gravação em California, mas tentaram manter uma mentalidade mais old-school. Enquanto ele descreve “Bored To Death” uma música que representa o disco, ele diz que há uma boa variação de músicas, com o moderno misturado com as clássicas, com refrões pegajosos e guitarras.

“O disco vai em todas as direções,” diz Hoppus. “Temos músicas que soam como o blink-182 de 1999… Temos outras que são coisas que nunca fizemos antes. Temos uma baladinha chamada ‘Home Is Such a Lonely Place’ que tem uma guitarra harpejada limpa e dedilhada, com sons de cordas por cima. Temos músicas super rápidas, com traços dos anos 90. Nós tentamos capturar a energia e não nos preocupar muito sobre um monte de botões.”

Hoppus diz que o conteúdo das letras que ele faz evoluiu com o tempo, mas que o impacto emocional permanece o mesmo. “Eu escrevo menos sobre temas de escola agora em relação ao que fazia há uns 15 ou 20 anos, mas os temas são universais, ele diz. “Há muita angústia que poderia ser angústia adolescente ou poderia ser angústia cotidiana. Eu ainda tenho os mesmos sentimentos que tinha 20 anos atrás – fico frustrado ou animado. Eu ainda sinto que estou me apaixonando pela minha esposa.”

No passado, o blink-182 se preparou para as turnês com o mínimo de ensaio possível, diz Mark. Mas agora, a nova banda está gastando umas boas horas no estúdio, investindo no futuro. “Queremos estar realmente focados e com a guarda alta,” ele diz. “Com a formação anterior do blink-182, tinha vezes que nós não ensaiávamos ou ensaiávamos somente 5 vezes antes de uma tour. Mas agora nós queremos realmente estar prontos para quando subirmos no palco.”

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