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Resenha: 6 coisas que você vai amar e/ou odiar no novo disco do blink-182

Autor Por Danilo Guarniero em 17/06/2016

mark hoppus, matt skiba e travis barker do blink-182 - KROQ já ouviu as músicas novas

A gravadora do blink-182 revelou o disco completo para alguns jornalistas em uma sessão privada.

O site MusicFeeds fez uma resenha bem ponderada (o jornalista que escreveu comenta que é fã de blink-182 desde a adolescência) com os prós e os contras do disco, dando um panorama do que podemos esperar no próximo dia 1 de julho, quando California finalmente será lançado (ou antes, caso vaze…).

A primeira coisa que o artigo diz é que o single Bored To Death já dá uma boa visão do que esse álbum é. “Se você ouvir Bored To Death, há chances de que já tenha formado sua opinião sobre o disco.” Ainda cita que essa faixa é um dos grandes triunfos no quesito composição.

O disco é familiar e novo em partes iguais, tanto no sentido bom como no sentido ruim. Antes de comentar o que você deve amar e o que pode odiar no disco, o veredito do que o site considerou como os pontos mais altos e os pontos mais baixos são os seguintes:

Piores momentos do disco:

“Olha, nenhuma música do disco é horrível. Algumas você com certeza não vai gostar porque ficam longe dos clássicos. Mas o pior que fica são as músicas Sober (co-escrita pelo Patrick Stump, do Fall Out Boy), Teenage SatellitesLeft Alone, que são todas um pouco ‘meh’.”

Melhores momentos do disco:

Para os puristas: Cynical, Bored To Death e os próximos singles She’s Out Of Her MindHome is Such a Lonely Place. Para quem é mais aberto: Los Angeles, No FutureSan Diego.

Agora vamos à lista:

Por que você vai odiar o disco:

1) Matt Skiba

O vocal dele combina com o de Mark. O problema é que combina demais. Combina tanto que, às vezes, não dá para distinguir entre a voz dele e a de Hoppus – e essa troca entre a vozes era uma marca registrada do Blink. E nem tem como não ficar imaginando como seria a música com o Tom cantando, mas é em vão.

Além disso, o site também criticou que o guitarrista usa muito os chamados “pick scrapes” (que é quando o guitarrista pega a palheta e faz um atrito nas cordas fazendo um ruído). “Vamos com calma nos pick scrapes, turbo.” 

2) Não soa como um álbum do Blink

Segundo o site, “durante a maior parte do disco você vê o blink-182 se livrar do punk, pular o emo e se lançar diretamente em direção a um território puramente pop.” Apesar de existirem algumas músicas bastante pop punk como The Only Thing That Matters, Cynical e Rabbit Hole, eles cobriram as guitarras com camadas de sintetizadores e programação, além de polir as vozes de Mark Hoppus (recheadas de harmonias pop) à perfeição, abusando do reverb e outros efeitos digitais.

Muita coisa soa como uma versão comercial do +44, enquanto alguns momentos mais “stadium rock” em músicas como Los Angeles e Left Alone são quase que completamente irreconhecíveis como blink-182 – “muitos fãs poderiam relevar isso se o Tom ainda estivesse na banda, mas sem ele, e uma expectativa de uma mudança de estilo, isso pode não agradar os mais puristas.”

3) Tem muitos clichês pop punk

Letras falando sobre garotas, bebidas, fins de semana e ser adolescente são recorrentes nesse disco. Sem contar um uso excessivo de preguiçosos “woah oh” e “na na”.

Por que você vai amar o disco:

4) Travis Barker

Como sempre, Travis arrebenta. As batidas rápidas dele são a abertura do disco com a primeira faixa Cynical, que é uma música punk bem porrada. Por mais que o disco em si possa pisar um pouco no território “não-blink”, os grooves característicos do Travis e as batidas imprevisíveis ajudam a conectar tudo.

5) Eles não perderam o senso de humor

Por mais que tenham perdido Tom DeLonge, eles ainda mantêm orgulhosamente a tradição de incorporar músicas-piada no meio dos discos. Eles incluíram duas dessas, que são Built This Pool (“I wanna see some naked dudes / That’s why I built this pool”) e Brohemian Rhapsody (“There’s something about you / That I can’t quite put my finger in”).

ALIÁS, ambas poderiam dar músicas incríveis com um toque old school do blink-182 se fossem trabalhadas como músicas completas. :(

6) Mas eles evoluíram musicalmente SIM

Em California eles evoluíram misturando o som punk de suas raízes com o eletro-pop contemporâneo e até alguns elementos de stadium rock. Como dito acima, o som do disco é polido como jamais foi. Guiados por John Feldmann (que toca no Goldfinger e decobriu o The Used – além de produzir bandas como o 5 Seconds Of Summer), Blink elaborou um álbum cheio de grandes surpresas musicais e ganchos ainda maiores.

Aliás, a programação meio alienígena, com batidas de dança dark e um refrão que quase encosta no metal da música Los Angeles é provavelmente a música mais pesada do Blink até hoje – enquanto a música Left Alone, carregada de sintetizadores, soa como se o pop punk encontrasse o 30 Seconds To Mars.

Há também as harmonias da música que dá título ao disco, California, que atinge um clímax épico, quase semelhante ao Queen. Temos também a baladinha melancólica Home Is Such a Lonely Place (que será o próximo single), que começa com uma guitarra limpa antes de chegar a mais sintetizadores e uma virada de bateria épica de Travis Barker.

Conclusão:

Apesar de estarem bem longe dos hinos punk que definiram o Cheshire Cat e o Dude Ranch; ou do pop punk festivo do Enema e Take Off Your Pants; e até mesmo do obscuro e experimental Self-Titled, as músicas cheias de produção e polidas que dominam California ainda são movidas por uma fórmula:

Se despirmos todas elas, você ainda terá os mesmos riffs e guitarras abafadas de pop punk, as linhas características de Mark Hoppus, uma bateria explosiva, temas musicais imaturos, letras simples (mas poéticas) e a irreverência que fez você e apaixonar pelo blink-182 desde o começo.

Com tanta superprodução nesse som novo, fica a pergunta: o blink-182 conseguirá tocar tudo isso ao vivo?

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