blink-182: A trajetória

Autor Por brunobld em 30/09/2010

Em 15 de março de 1972 nascia o primeiro blinker: Mark Allan Hoppus.  Filho de Roger Kid Hoppus e Cleide Petterson Hoppus, viveu com eles por três anos criando porcos num povoado chamado Beatniks Camion. Mudaram-se para Poway porque um forte vírus chamado H1N8P2 matou 347 de 350 pessoas do povoado de Camion. É claro que os únicos sobreviventes foram a família Hoppus.

Poway foi a cidade escolhida pela família Hoppus porque estava havendo um alto nível de natalidade e, como Cleide recém tinha dado a luz a Anah BLK Hoppus, podia ganhar dinheiro amamentando nas maternidades. Foi um sucesso: o primeiro bebê aguardava a amamentação de Cleide no dia 14 de novembro de 1975. Era um bebezinho recém chegado de Fontana. Seu nome era Travis Barker, filho de Amanda Littlewindmill Barker com o perigoso mafioso de Fontana chamado Eduard Inata, que foi preso assim que Travis nasceu.

Cleide amamentou Travis Barker por um mês até Amanda Barker receber ligações ameaçadoras de Inata e fugir para Idaho. Mas logo em seguida veio outro bebezinho para amamentação, no dia 13 de dezembro de 1975. Era Thomas Matthew DeLonge, filho de Nícolas Bandolin Delonge e Bia Martins Delonge.

Momentos tristes aconteceram, como o de um bebê abandonado e etiquetado com o nome de Scott Raynor, que foi encontrado por um entregador de leite chamado Bruno Brizzi na porta de um orfanato. Mais uma demanda para Cleide Hoppus.

Foram assim os dias da família Hoppus amamentando recém nascidos, os dias da família Barker fugindo do mafioso Inata e os dias da família Delonge emocionada com seu primeiro filho, Tom.

Dez anos se passaram. Amanda Barker assistiu no noticiário que Eduard Inata foi condenado a prisão perpétua. Aliviada, voltou para Poway.

Mark Hoppus, então com 13 anos, Travis Barker e Tom Delonge, com 10 anos de idade, e o pobre Scott Raynor que foi registrado sem a data de nascimento, passaram a freqüentar escolas, brincar com os amigos e ajudar a família. Os quatro garotos nunca haviam se falado ou se visto sequer uma vez na vida.

A família Hoppus estava rica. Cleide abriu sua própria maternidade, Roger começou a produzir roupas roxas da Grife “Purple Star” e Mark estudava oboé, mas não era feliz com esse instrumento. A família Delonge teve algumas recaídas. Nicolas passou a reciclar lixo e Bia fritava pastéis para Tom vender nas ruas, mas eram uma família feliz. Já a família Barker nunca foi tão feliz desde a prisão de Inata. Amanda casou-se novamente com um milionário estilista chamado Marcell Kachel e ambos queriam muito que Travis fosse estilista igual ao padrasto, cursando-o em algumas escolas de design. E agora, o feliz Scott Raynor fora adotado por um casal albino, Matheus DiPersia  e Nathália Duarte DiPersia, refugiados do Irã que passaram a educar Scott e o deixaram se descobrir ao longo dos anos.

Os 15 anos de Mark Hoppus estavam chegando. Ele tinha largado as aulas de oboé pois as detestava. Foi no dia do seu aniversário que seu pai resolveu dar um outro instrumento: um baixo. Roger queria que seu filho fosse músico e não um esterilizador de bombinhas de leite da maternidade como a sua irmã Anah BLK.

Mark Hoppus tirou sua primeira nota musical no baixo ao som da banda The Cure. Em menos de três meses ele já sabia tocar todas as músicas da banda. O garoto tinha talento. Chegava da escola e depois de fazer suas lições passava o dia inteiro trancado no quarto se maquiando e tocando baixo.

Nicolas, pai de Tom, tinha um carrinho de supermercado onde catava latas, papelões e garrafas. Em uma de suas jornadas, ele achou uma guitarra laranja na lixeira com alguns riscos e falhas na pintura. Levou para casa e mostrou para Bia Delonge dizendo que ia penhorar na loja da esquina, e como o aniversário de Tom estava chegando, Bia teve uma grande idéia de mandar reformar a guitarra com o dinheiro dos pastéis e presentear o filho no dia do aniversário. Tom era um garoto esperto, sonhava alto, queria ser astronauta ou piloto de caça. Mas quando chegou o dia do seu aniversário, o presente de seus pais mudou completamente a cabeça do pequeno garoto. Agora, ele queria ser um Rock Star.

Tom aprendeu a tocar guitarra com o vizinho Stanley, um jovem garoto que dominava o instrumento como um leão caçando um unicórnio. Os dois vestiam roupas apertadas, perucas e se imaginavam num palco tocando U2. Sempre brigavam antes de tocar porque ambos queriam ser o Bono Vox.

Bruno Brizzi, o famoso leiteiro que ficou conhecido em toda San Diego por achar um bebê abandonado, ganhou méritos e sua produção aumentou. Foi então que ele decidiu procurar Scott Raynor – mas antes ele queria comprar algo para presentear o garoto, e assim ele teve a idéia de lhe dar uma bateria. Matheus e Nathália DiPersia receberam Bruno Brizzi e Scott conheceu a pessoa que todos da maternidade falavam que era uma cegonha. Feliz e emocionado com o presente, Bruno, o leiteiro, logo montou a bateria e Scott tirou seu primeiro som. Era um instrumento simples, mas fez a felicidade do menino.

Travis Barker cansou de desenhar roupas. Ele tinha talento, mas excitou-se ao ver um vídeo em VHS da banda Mötley Crüe. Viu que o famoso baterista Tommy Lee tinha ao mesmo tempo estilo e habilidade na bateria e foi ali que ele associou “estilo & música”.  Pediu para seu padrasto Marcell Kachel lhe dar uma bateria e explicou o seu motivo, fazendo com que Kachell atendesse ao pedido do enteado.

Em 1992, Mark Hoppus queria muito montar uma banda e comentou isso com a sua irmã Anah BLK. No baile de formatura da escola Gregory School for Exceptionals, Tom Delonge e Anah BLK foram o rei e a rainha do baile de formatura e dançavam no meio do salão enquanto Mark, que era apenas um convidado, observava sua irmã e o rei dançando a música “Maniac” de Michael Sembello. No final do baile, a irmã de Hoppus apresenta Tom ao irmão e os dois começam a conversar enquanto a irmã se despedia das amigas, pois ia para a Universidade de Harvard.

No meio da conversa, Tom Delonge comenta com Mark Hoppus que gostaria que a banda dele estivesse tocando no baile, mas que infelizmente não deu porque ela tinha terminado dias antes do evento. Mark ergueu sua sobrancelha e logo perguntou qual instrumento Tom tocava. Ele respondeu loucamente “cinco contra um”, logo abrindo um sorriso debochado e falando que estava brincado, que o instrumento que ele tocava era guitarra. Os dois tinham as mesmas influências e idéias musicais, então resolveram se reunir no dia seguinte para trocar mais idéias na casa de Mark Hoppus.

Estavam os dois no dia seguinte tocando baixo e guitarra, até mesmo cantando. Decidiram compor uma letra e o resultado foi incrível. Ela encaixou corretamente na melodia e passaram a tarde inteira tocando a música composta, mas faltava algo para ficar completá-la: um baterista. Tom falou com o professor e percussionista da banda da escola McInnis School for Retardeds, Alex Sales, onde ele indicou o seu aluno mais esforçado, Scott Raynor.

Marcaram o primeiro ensaio na garagem da casa de Mark Hoppus. Scott levou sua bateria e o ensaio começou. Ele deu seus primeiros improvisos na música feita por Mark e Tom e foi um sucesso. Hoppus correu para pegar um gravador e gravar a primeira música da banda. Scott tinha uma mania de piscar os olhos rapidamente enquanto tocava bateria e Mark e Tom riam escondido do jeito que ele tocava, mas foi daí que surgiu o nome da banda: “blink”.

O trio começou a fazer alguns covers de NOFX e Dinosaur Jr. e resolveram gravar a primeira tape demo da banda, chamada “Butterfly”. Deixaram em algumas rádios, mas não tiveram sucesso. Mesmo assim, a banda não desistiu e começaram a tocar em escolas, bares e em pequenos festivais como o do dia de Ação de Graças. Foi em um desses shows que Alex Sales, o professor e percussionista que indicou Scott para banda, viu talento nos garotos. Ligou para Saulo Margheti, um dos melhores produtores musicais de San Diego, que logo apareceu para conhecer a banda. Saulo conheceu a banda e o material gravado.

Duas semanas depois veio a resposta: Saulo dera quarenta dias para a banda trabalhar no máximo 15 músicas, e como eles já tinham quase dez, não foi tão difícil. O difícil foi aturar uma banda com o mesmo nome formada antes deles por anões de Massachusetts. Para não serem processados, decidiram mudar o nome acrescentando apenas “182”, que foi o número de vezes que o ator pornô Pan Zudo ejaculou em um filme.

Passaram-se os quarenta dias e a banda blink-182 entra no estúdio para gravar sua nova demo tape chamada “Dungahh”. Em 1993, Saulo organizou um evento com as banda ALL, Nofx e Pennywise e convidou blink-182 para estrear sua nova demo tape. A banda foi recebida com empolgação pelo público e logo foi aprovada por todos, vendendo mais de 120 cópias no evento.

A banda começou a crescer, muitos shows começaram a aparecer na agenda e muitos eram fora de San Diego. Logo, a banda, precisava de um veículo para se locomover de uma cidade para outra, e então veio uma notícia triste para Scott e feliz para a banda: o leiteiro Bruno Brizzi havia morrido pisoteado por uma vaca e deixou no seu testamento a van de entregas de leite para Scott Raynor. Então o blink-182 começou a viajar com a van deixada pelo leiteiro, ganhando mais fama e mais dinheiro com os shows.

Já estava na hora da banda gravar o seu primeiro álbum. Ligaram para o produtor Saulo e começaram a discutir o próximo trabalho. Em 1994, blink-182 lançou o seu primeiro álbum, “ChesBistex”. Foi uma surpresa pra banda quando a música de estréia do álbum, “Carrossel”, foi trilha sonora do Cirílo na novela mexicana Carrossel.

Estavam ficando ricos e Mark Hoppus começou a namorar Ana Paula, a pobre moça que levou uma baquetada na cabeça em um dos shows do blink-182. Hoppus foi quem a levou para o hospital. Tom não ficou de fora e começou a namorar Amands, uma das enfermeiras do hospital. Scott nunca foi de namoro; ele preferia nas horas vagas ficar em casa com seus pais adotivos, tomando cerveja e assistindo jogos de futebol na televisão.

Blink-182 seguiu normalmente fazendo shows até a separação dos pais adotivos de Scott Raynor. O governo prendeu os pais adotivos de Scott e eles tiveram que voltar para o Irã. Como o baterista já era maior de idade, ficou porque não queria deixar a banda. Sozinho, ficou depressivo e começou a beber muita bebida alcoólica, vomitando na metade de todas as apresentações do trio. Mark e Tom decidiram ajudar Scott por um ano, pagando um tratamento para viciados.

Em 1996, Scott volta puro e com muita energia para ensaiar e gravar o próximo álbum da banda. Então, em 1997, o blink-182 novamente entra no estúdio para gravações. O nome do novo álbum era “Funny Ranch”, em homenagem ao povoado de Beatniks Camion.

Travis Barker era fã da banda blink-182 e tocava numa banda chamada De-Aquários, onde todos tocavam uniformizados com roupas feitas por ele com escamas de peixes em seus trajes sincronizados.

Scott Raynor voltou a beber. Agora o motivo fora a fotógrafa da banda, Meik Martins, até então sua “namoradinha” com quem vivia junto nas festas. Porém, Meik achava que Scott não queria nada sério com ela e viajou para Flórida, o pênis da América, sem dar nenhuma satisfação a ele. A banda ficou louca procurando ela para conversar com Scott, mas nenhum sinal da mesma. Scott não parava mais de beber e os shows não passavam da oitava música.

O blink-182 tinha um show junto com a banda De-Aquários no dia 8 de dezembro de 1998. Estava marcado para começar às 20hs e todos tinham que estar pelo menos uma hora antes do show, e nada do Scott aparecer. Faltando 39 minutos, 40 segundos e 32 milésimos para começar o show, a banda blink-182 pede emprestado o baterista da banda De-Aquários para tocar bateria para eles. Assim, Travis escutou o repertório da banda e tirou em 30 minutos, 12 segundos e 23 milésimos as dez músicas do show. Foi um sucesso e as músicas ganharam mais vida, tendo algo amais trabalhado nelas.

Depois do show, a banda ligou para Scott Raynor e só dava na caixa de mensagens. Passaram-se duas semanas e nada do Scott. Vizinhos o viram pela última vez saindo com algumas malas e indo em direção ao aeroporto. Scott realmente tinha partido para o Irã ver qual era a situação dos seus pais.

Mark e Tom não pensaram duas vezes: ligaram para Travis pedindo para que ele tocasse no blink-182, e ele também não pensou mais de uma vez e disse “sim” na hora.

Em 1999, a banda lança outro álbum, “Enem of the University”. Com a ajuda de Pan Zudo, conseguiram uma atriz pornô para ser capa do álbum e participar de alguns clipes. Meik retorna para fotografar a banda novamente, e disse ter fugido por causa do Scott, lamentando muito com o que aconteceu. Por causa dela, blink-182 recebeu Travis Barker.

Já que Travis Barker estava se preparando para casar com Alina Boxx, a banda deu um tempo para cada um decidir sua vida pessoal. Os três decidiram se casar na mesma igreja: Mark Hoppus com Ana Paula, Tom Delonge com Amands e Travis Barker com Alina Boxx. O padre Marco Antº Gomes foi quem celebrou o casamento dos três. Por incrível que pareça, o padre Marco era fã número um da banda e ele tocou no seu órgão a música “Dammit” para a abertura da cerimônia.

Casados, curtiram a lua de mel num swing maravilhoso, mas semanas depois o trio voltou a trabalhar.

A banda passou a cuidar mais do seu visual com a ajuda da estilista Carol Chalabi, que os ajudou também a ficarem mais jovens e animados no palco. Passaram-se mais alguns anos e o trio já tinham famílias. Nasceram seus filhos e agora eram pessoas responsáveis. O filho do Travis nasceu com a cara do Tom, e o filho do Tom nasceu com a cara do Mark.

Lançaram mais alguns álbuns e em 2003 a banda lançou o que se pode chamar de seu último CD, o “Self Titled”. Após uma longa turnê cansativa, em 2005 o blink-182 anunciou um hiato indefinido.

A banda parecia que nunca mais ia voltar, até que o jovem produtor Wendsay, o substituto de Saulo desde 2002, resolveu fazer mais uma coletânea da banda com algumas músicas inéditas. Foi um sucesso, mas não adiantou nada pois o trio nem sequer tocou no assunto.

Wendsay correu para unir a banda novamente, mas nada funcionou. Tom Delonge trocou o número do telefone e já estava em outra banda astronáutica chamada AVÁ. Juntos, Mark e Travis, montaram outra banda chamada – 44. Os fãs de blink-182 não tinham mais esperanças. Travis também trabalhava com o DJ-AM, eles tinham uma agenda cheia de shows e precisavam de um jatinho particular para dar conta de todos.

Em 20 de setembro de 2008, Bruno Bld, um jovem que cuidava da manutenção da pista do aeroporto de Columbia, cuspiu um chiclete na pista momentos antes da decolagem do avião onde estava Travis e DJ-AM. O avião passou com a roda em cima do chiclete, que provocou a derrapagem do mesmo, que acabou chocando-se no barranco no final da pista. O avião pegou fogo e os únicos sobreviventes foram o DJ-AM e Travis Barker.

Dias depois do acidente, Tom Delonge liga para Travis Barker, desculpando-se por terem terminado com a banda e dizendo que foi um erro fazer aquilo.

Por causa de um chiclete, o blink-182 voltou a se reunir e, em 8 de fevereiro de 2009, às 18h42, o mundo viu a banda reunida novamente em cima do palco.

Personagens:

@cleidy182 – Mãe de Mark Hoppus, @littlewindmill – Mãe de Travis Barker, @Inata182 – Pai de Travis Barker, @Meik_182 – fotógrafa da banda, @WendsayHerbst – 2º produtor musical, @Bia182DeLonge – Mãe de Tom Delonge, @AnahBlk – Irmã de Mark Hoppus, @marcoHoppus – Padre, @carolwearsprada – estilista da banda, @jukeboxx – Esposa de Travis Barker, @stann182 Vizinho de Tom Delonge, @maaatheus182 – Pai adotivo de Scott Raynor, @Nickk182 – Pai de Tom Delonge, @saulomargheti – 1º produtor musical, @brunobrizzi – Entregador de leite, @nat_duarte – Mãe adotiva de Scott Raynor, @Kachel182 – Padrasto de Travis Barker, @panzudo – Ator pornô, @alexsalees – Professor e Percussionista, @___amands – Esposa de Tom Delonge, @rogerkid – Pai de Mark Hoppus, @x_anapaula – Esposa de Mark Hoppus e @brunobld –  O cuspidor de chiclete.

Correção: Laís Cerqueira Fernandes @laisizzle