blink-182: 20 anos em 20 fatos – Sai Scott Raynor, entra Travis Barker

Autor Por Mona em 15/08/2012

Mesmo com o sucesso do Dude Ranch, nem tudo eram flores para o blink-182. Havia forças que puxavam para o lado oposto ao bem-estar da banda, forças até então desconhecidas. Para Raynor, esse mal-estar havia se fixado há mais ou menos um ano.

De acordo com o livro “Blink-182: The Band The Breakdown & The Return” (biografia não autorizada da banda), Raynor confessa que, estando em uma gravadora independente, a banda tinha mais liberdade, já que o investimento financeiro não era tão grande. Na opinião do ex-baterista, o investimento inicial foi até superior às suas expectativas. No entanto, sua opinião sobre ir ou não para uma gravadora maior não estava completamente formada.

“O fato da Epitaph querer assinar com a gente ainda permanece como uma das maiores conquistas da minha vida”, ele confessa. “Eu queria assinar com eles, mas para estar em uma banda, você precisa ter comprometimento”. E de acordo com Scott, ele não teve esse compromisso com o blink-182, o que o impediu de seguir em direção ao avanço. “Eu sentia que já estava de saco cheio para conseguir fazer mais. O que eu tinha em meu coração não era o suficiente para permancer, eu era um peso morto”.

Além disso, 1998 foi um ano difícil para Raynor. Ele seguiu por um estilo de vida que o levou às bebidas e à irresponsabilidade. Mark e Tom já estavam cansados dos excessos do baterista e deram um ultimato: ou você procura tratamento e diminui a bebida, ou considere-se um ex-membro da banda.

A decisão tomada por Tom e Mark foi necessária. Em 2000, Mark declarou à Rolling Stone: “Scott foi expulso da banda por coisas que aconteciam fora do blink-182, mas que ainda assim afetavam sua participação na banda”. Agora os dois se viam com inúmeros shows marcados e nenhum baterista.

Entretanto, nem tudo estava perdido. O blink-182 fazia turnê com mais uma banda, The Aquabats, e eles tinham Travis Barker como baterista. Mark e Tom pediram para Travis se juntar a eles no palco pelo resto da turnê. De uma forma incrível, Travis aprendeu a setlist inteira (que continha cerca de 20 músicas) em apenas 45 minutos. O desempenho do baterista foi impressionante e logo ele foi convidado para ser membro permanente da banda. Sem poder dar conta de duas bandas ao mesmo tempo, Barker aceitou o convite e se juntou ao blink-182.

E dessa forma, a banda partia para o lançamento do seu terceiro álbum de estúdio.