blink-182: 20 anos em 20 fatos – Cheshire Cat

Autor Por Mona em 12/08/2012

Finalmente, em 1994, o Blink consegue um contrato com uma gravadora, a Cargo Records. Na época, qualquer banda que esgotasse os ingressos do SOMA era digna disso, e o Blink não foi uma exceção.

Rapidamente, começaram as gravações da banda para um novo álbum, no Westbeach Studios, em Los Angeles, lugar onde bandas famosas como NOFX, Face to Face e Bad Religion já haviam gravado seus álbuns. Há quem diga que Tom gravou  algumas guitarras com o amplificador de Brett, guitarrista do Bad Religion, devido à similaridade de alguns sons no álbum do Blink. Não houve tempo para repensar ou refazer, e muitas das músicas foram recicladas do álbum anterior. O resultado foram 16 músicas gravadas em apenas seis dias, e que ainda assim soaram coerentes. Eram apenas adolescentes se divertindo, e o entusiasmo indisciplinado dos três garotos já era presente nessa época.

O álbum foi nomeado Cheshire Cat por Tom DeLonge, simplesmente por tal ser seu personagem favorito em Alice no País das Maravilhas. Os fãs de San Diego estavam ávidos por novidades, para saber das últimas aventuras pelas quais a banda teria passado. Blink deixou de ser uma banda de punk melódico, e passou a ser algo muito mais envolvente.

Cheshire Cat ajudou na divulgação da banda, e aos poucos a levou para fora da Califórnia. Viajavam em comboios de carros, já que não tinham sequer dinheiro para alugar uma van. Foi quando surgiu o empecilho com o nome da banda:

“Esse lixo de banda techno da Irlanda nos ligou e disse, ‘nós chamamos Blink e vocês terão de mudar seu nome’,” Mark Hoppus declarou em 2000. “Então, nós adicionamos o 182 por nenhum motivo. Não significa nada. Tom sempre inventa histórias sobre o que significa, mas vou acabar com a graça dele agora: não significa nada.”

A ascensão da banda continuou, e Mike Halloran, da rádio 91X FM, foi a primeira pessoa a tocar blink-182 em uma rádio, e a música foi M&M’s, que em seguida ganhou um videoclipe. Em um curto espaço de tempo, o trio conseguiu um empresário, Rick DeVoe, que permanece até hoje nessa posição.

Hoje, existem cópias de Cheshire Cat onde na capa está escrito simplesmente Blink, mas em futuras reedições isso foi alterado para a escrita com letra minúscula, blink-182.